Organização do Ensino Familiar
Uma família cujo chefe seja élder geralmente recebe mestres familiares do quórum de élderes. Uma família cujo chefe seja sumo sacerdote geralmente recebe mestres familiares do grupo de sumos sacerdotes. Se a família não tiver um portador do Sacerdócio de Melquisedeque como chefe, o bispado decide se ela receberá mestres familiares do quórum de élderes ou do grupo de sumos sacerdotes. Para tomar essa decisão, o bispado pode consultar o comitê executivo do sacerdócio e o conselho da ala.
No processo de organização do ensino familiar, os líderes do quórum ou do grupo discutem as necessidades das pessoas e famílias em espírito de oração. Os líderes discutem maneiras pelas quais os mestres familiares podem zelar por esses membros e fortalecê-los, consultando o comitê executivo do sacerdócio e o conselho da ala quando necessário. Os líderes também levam em conta fatores como distância, transporte e segurança.
Com base nesses debates, os líderes designam duplas de mestres familiares para cuidarem das famílias da ala, de modo que, se possível, cada família receba uma dupla. Eles obtêm a aprovação do bispo para cada dupla e para a lista de famílias designadas.
Os líderes do quórum ou do grupo designam os mestres familiares mais eficazes para cuidar dos membros que mais precisam deles. Ao determinarem que famílias ou membros serão visitados pelas diferentes duplas de mestres familiares, os líderes dão prioridade para os membros novos, para os membros menos ativos que possam ser mais receptivos e para outros que tenham maior necessidade dos mestres familiares, como um pai ou uma mãe que criam os filhos sozinhos, as viúvas e os viúvos. Geralmente é útil designar um líder dos jovens para cuidar de uma família em que um rapaz ou uma moça esteja enfrentando problemas especiais. Antes mesmo do batismo, os conversos já devem receber uma dupla de mestres familiares.
Depois de conversar com o presidente do quórum de élderes, o líder de grupo de sumos sacerdotes e o presidente dos Rapazes, um membro do bispado faz designações de ensino familiar a mestres e sacerdotes, que se tornam companheiros de portadores do Sacerdócio de Melquisedeque.
Os portadores do Sacerdócio Aarônico participam com seus respectivos companheiros do trabalho de zelar pelos membros a quem visitam e fortalecê-los. Isso pode incluir marcar visitas, dar a mensagem e prestar serviço. Essa experiência contribui para seu treinamento no sacerdócio, inclusive na preparação para a missão (ver D&C 84:106–107).
Os líderes dos quóruns de élderes das alas de jovens adultos solteiros designam mestres familiares para cada membro da ala. Os membros solteiros que dividam a moradia podem ser visitados ao mesmo tempo. Contudo, os mestres familiares devem concentrar-se em servir a cada pessoa e devem apresentar um relatório sobre cada uma separadamente.
Com a aprovação do bispo, em casos excepcionais, os líderes do Sacerdócio de Melquisedeque e da Sociedade de Socorro podem designar marido e mulher como uma dupla, quando forem necessárias visitas feitas por um casal. O casal relata essas visitas como sendo de mestre familiar e de professora visitante. Normalmente, pais jovens não recebem esse encargo porque isso os afastaria dos filhos.