Objetivo
Os alunos reconhecerão a fé, o desejo e a determinação que Heber J. Grant demonstrou e começarão a desenvolvê-los na própria vida.
Preparação
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1.
Providencie para que cada aluno tenha um exemplar do Livro de Mórmon.
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2.
Prepare-se para mostrar a gravura de Heber J. Grant incluída na lição.
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3.
Se possível, traga os seguintes objetos para a classe e exponha-os sobre uma mesa: uma bola, um boné e um bastão de beisebol, uma caneta-tinteiro e um hinário.
Sugestão para o Desenvolvimento da Lição
Introdução
História
Quando Heber J. Grant tinha apenas nove dias de idade, seu pai, Jedediah M. Grant (membro da Primeira Presidência), faleceu, deixando o menino franzino e a mãe viúva no que pouco depois tornou-se quase completa pobreza. Muitos achavam que a criança enfraquecida não sobreviveria — e de fato não teria conseguido, se a mãe não lhe tivesse dispensado tão extremoso cuidado.
Finalmente, quando a viúva de Jedediah não conseguiu mais arcar com as despesas, vendeu a bonita casa e a propriedade da Rua Principal, em Salt Lake City, dividindo o dinheiro com os herdeiros. A mãe de Heber recebeu quinhentos dólares. Com o dinheiro, comprou uma pequena casa e cuidou de seu próprio sustento e do filho Heber, costurando para fora.
Heber aprendeu com a mãe que o Senhor os abençoaria se tivessem fé, trabalhassem muito e guardassem os mandamentos. Na meninice, passou tempos de penúria. “Houve noites de tormenta em que não havia fogo para aquecê-los e o alimento era tão escasso que alguns quilos de manteiga e de açúcar eram o suprimento anual. Uma vez, no Natal, [Rachel Grant] chorou porque não tinha dez centavos para comprar um pirulito para alegrar [Heber].” (Ronald W. Walker, “Heber J. Grant”, em Presidents of the Church, ed. Leonard J. Arrington [Salt Lake City]: Deseret Book Co., 1986], p. 218)
Certa vez, durante uma forte chuva, pelo menos meia dúzia de baldes foram colocados no chão para aparar a água que pingava do teto da pobre casinha. O bispo Edwin D. Wooley (avô do Presidente Spencer W. Kimball) ofereceu dinheiro das ofertas de jejum para colocar um teto novo na casa. A viúva Grant recusou, dizendo que se arranjaria até que seu filho crescesse e lhe construísse uma casa nova.
Em meio a todas essas adversidades, eles sempre trabalhavam para agradar ao Pai Celestial pela maneira como conduziam sua vida e viviam o evangelho.
A fé exercida por essa mãe e o filho em tempos tão difíceis fez da determinação um dos maiores atributos do caráter dos dois. A mãe de Heber aceitava pensionistas para ajudar a suprir as necessidades da família. Heber aprendeu a trabalhar arduamente e nunca usou as circunstâncias em que viviam como desculpa para reclamar. Anos depois, conseguiu construir uma casa confortável para a mãe e pediu ao bispo Wooley que a dedicasse quando terminada. Essa experiência infundiu no jovem Heber J. Grant um profundo senso de gratidão e responsabilidade.
Discussão de escritura
Leia e estude com os alunos 1 Néfi 7:12. (Se tivermos fé, poderemos realizar tudo o que estiver de acordo com a vontade do Senhor.)
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De que modo exercer fé fortalece o caráter? (Passamos a confiar no Senhor. Nossa fé crescente ajuda-nos a obedecer aos mandamentos e, quando fazemos o que o Senhor exige de nós, aperfeiçoamos nosso caráter.)
Discussão
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Quais são algumas coisas que exigem fé? Elas estão edificando seu caráter? (Aceite diferentes respostas.)
Desejo e Determinação Levam-nos a Grandes Realizações
Gravura
Mostre a gravura de Heber J. Grant, incluída na lição.
Os três exemplos a seguir, da vida de Heber J. Grant, evidenciam seu profundo desejo e determinação de ser bem-sucedido. (Ao lê-los e estudá-los, utilize os auxílios visuais expostos sobre a mesa para tornar as histórias mais significativas. Por exemplo, peça a alguns alunos que usem a caneta-tinteiro para fazer uma caligrafia bem bonita, ou que cantem um hino sem acompanhamento.)
Exemplo 1
Leia e discuta o seguinte:
Heber declarou: “Sendo eu filho único, minha mãe criava-me com muito cuidado; na verdade, cresci mais ou menos como uma planta de estufa que fica ‘alta e esguia’, mas não resistente. Aprendi a varrer, a lavar e enxugar louça, mas quase não atirava pedras e praticava pouco os esportes que interessam e atraem os meninos e desenvolvem sua constituição física. Por isso, quando entrei para um clube de beisebol, os meninos de minha idade e um pouco mais velhos jogavam na equipe titular; os mais jovens que eu jogavam na segunda equipe e os menores ainda, na terceira, e era com esses que eu jogava. Um dos motivos disso era que eu não conseguia atirar a bola de uma base até a outra; além disso, faltavam-me condições físicas para correr ou rebater bem. Quando eu apanhava a bola, os meninos geralmente gritavam: ‘Jogue aqui, maricas!’ Meus companheiros divertiam-se tanto às minhas custas que jurei solenemente que ainda jogaria na equipe titular que ganharia o campeonato do território de Utah (…). Engraxei botas até economizar um dólar, com o qual comprei uma bola de beisebol. Depois, passava horas e horas atirando a bola contra o celeiro do bispo Edwin D. Wooley, o que fazia com que se referissem a mim como o rapaz mais preguiçoso da Ala Treze. Muitas vezes, meu braço doía tanto que eu mal conseguia dormir à noite, mas continuei treinando e cheguei a ser admitido na segunda equipe. Mais tarde, entrei para uma equipe titular e acabamos ganhando o campeonato da Califórnia, Colorado e Wyoming, e assim cumpri a promessa feita a mim mesmo e retirei-me dos campos de beisebol”. (Bryant S. Hinckley, Heber J. Grant [Salt Lake City: Deseret Book Co., 1951], pp. 37–38)
Exemplo 2
“‘Minha mãe’, disse Heber, ‘tentou ensinar-me [a cantar] quando [eu era] pequeno, mas fracassou devido a minha incapacidade de cantar no tom. Em um curso de canto, o Professor Charles J. Thomas tentou em vão ensinar-me (…) e finalmente desistiu, em desespero. Disse que eu jamais conseguiria, neste mundo, aprender a cantar (…) e que [talvez] conseguisse aprender essa arte divina em outro mundo (…). [Então, um amigo me disse] que qualquer pessoa poderia aprender a cantar se tivesse uma voz razoável, fosse perseverante e estivesse disposto a praticar muito’.” (Hinckley, Heber J. Grant, p. 470.) O Presidente Grant, por fim, aprendeu a cantar no tom porque continuou praticando.
Mais tarde, quando visitava as estacas do Arizona com os élderes Rudger Clawson e J. Golden Kimball, disse: “Perguntei[-lhes] se faziam alguma objeção em deixarme cantar cem hinos por dia. Levando na brincadeira, asseguraram-me que ficariam encantados. Estávamos indo de Holbrook para St. Johns, uma distância de noventa e cinco quilômetros. Depois de eu ter cantado umas quarenta vezes, afirmaram que, se eu cantasse as sessenta restantes, eles teriam [um colapso] nervoso. Não dei a mínima atenção ao apelo, fazendo-os manter a palavra, e cantei a centena inteira”. (Hinckley, Heber J. Grant, p. 47)
O gosto de Heber J. Grant pela música ia além dos interesses pessoais. Ele ajudou músicos e incentivou a transmissão radiofônica dominical do Coro do Tabernáculo. Patrocinou pessoalmente o coro “em diversas viagens para a Califórnia e Chicago e autorizou a organização do Comitê de Música da Igreja”. (Hinckley, Heber J. Grant, p. 41)
Exemplo 3
Quando menino, o sonho de Heber era ser guarda-livros da Wells Fargo and Co., pois sabia que assim ganharia mais do que engraxando sapatos. Sabia que, para isso, precisava melhorar a caligrafia. “No começo, sua grafia era tão ruim que dois de seus amigos, olhando para sua escrita, disseram: ‘Sua letra parece pegadas de galinha’. ‘Não’, disse o outro, ‘parece que um raio atingiu um tinteiro.’ [Estes comentários] feriram o orgulho de Heber”. (Hinckley, Heber J. Grant, p. 40) Ele decidiu treinar até que escrevesse melhor que seus dois amigos. Mais tarde, disse que gastou toneladas de papel treinando caligrafia.
Por causa do talento que desenvolveu, foi-lhe solicitado escrever “cartões sociais, convites de casamento, apólices de seguro, certificados de ações e documentos legais”. (Hinckley, Heber J. Grant, p. 40) Em seu tempo, essas coisas eram escritas a mão, e não impressas. Ele até recebeu a oferta de um bom salário para trabalhar em São Francisco como calígrafo, mas recusou. “Mais tarde, ensinou caligrafia e contabilidade na Universidade de Deseret [Universidade de Utah]”. (Hinckley, Heber J. Grant, p. 40)
Discussão de escritura
O Senhor disse em Doutrina e Convênios 6:8: “Em verdade, em verdade te digo: Aquilo que desejares de mim, ser-te-á concedido; e se o desejares, serás o instrumento para que se faça muito de bom nesta geração”.
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O desejo e a determinação são instrumentos fortes? (Sim! E quando nossos desejos são justos e temos a determinação de alcançar as metas, o Senhor promete que seremos “o instrumento para que se faça muito de bom”.)
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De que maneira, como jovens, estão pondo em prática o desejo e a determinação como instrumentos para a realização de grandes obras?
Testemunho
Leia o seguinte testemunho do Presidente Heber J. Grant:
“Presto-lhes meu testemunho (…) e digo que sei que Jesus Cristo é o Filho de Deus, o Pai Eterno. Sei que Joseph Smith é um Profeta de Deus, e que Deus nos ajude a viver de tal modo que outros, vendo nossas obras, queiram investigar o plano de vida e salvação, eu rogo em nome de Jesus Cristo. Amém.” (Preston Nibley, Presidentes da Igreja, p. 228.)
Testemunho e Desafio
Preste testemunho e desafie os alunos a adquirirem os atributos da fé, desejo e determinação. Discuta alguns meios de realizarem isso.

