Alegremente esperamos a chegada do Salvador

Contribuição de Irmã Teotonia, distrito dos Açores

  • 19 Dezembro 2013

Membros do ramo de Ponta Delgada, na Ilha de São Miguel, distrito dos Açores

Estavamos em plena época de Natal e todos aguardávamos com expetativa a vinda do Senhor. Todos nos alegramos com esse momento tão esperado. Por essa razão, decidimos num dos domingos de Dezembro, fazer algo de diferente fora da nossa capela. 

Esse domingo podia na realidade ser como tantos outros se não tivessemos recuperado uma tradição há muito esquecida pelos membros de A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias do ramo de Ponta Delgada, nos Açores.

Retomamos aquela ideia, perdida no tempo, de voltarmos a cantar na cidade e partilhar a nossa alegria com todos. Deixamos a nossa capela e descemos à cidade em festa transportando conosco esta mensagem no coração: “alegrai-vos, porque o Senhor está próximo“. Pretendemos, com esta atitude, deixar  no ar um convite à alegria tal como o  profeta Sofonias o fez, séculos antes de Cristo: “Solta gritos de alegria, filha de Sião! Solta gritos de júbilo, Ó Israel! Alegra-te e rejubila-te de todo o coração, filha de Jerusalém! Naquele dia, dir-se-á em Jerusalém: Não temas, Sião! Não se enfraqueçam os teus braços! O Senhor teu Deus está no meio de ti como herói Salvador! Ele anda em transportes de alegria por causa de ti, e te renova seu amor. Ele exulta de alegria a teu respeito como num dia de festa.”(Sofonias  3:14, 16-17,18)

O Senhor está no meio de seu povo por amor e como Salvador, por isso nos alegrámos com esta decisão de cantar nas ruas da cidade. Partilhámos a mensagem e os cânticos de Natal. Distribuímos cartões de amizade e o Livro de Mórmon. Deixámos no ar as palavras de Isaías, ”Exultai cantando alegres, habitantes de Sião, porque é grande em vosso meio o Deus Santo de Israel.”(Isaías 12:6)

Quisemos dizer a quanto nos ouviram que é preciso apresentarmos a Deus e aos nossos irmãos um ato de caridade e amor seguindo sempre a mensagem do Senhor Jesus Cristo: “Quem tem duas túnicas dê uma ao que não tem; e quem tem o que comer, faça o mesmo”. Também publicanos vieram para serem batizados, e perguntaram-lhe: “Mestre, que devemos fazer?” Ele respondeu: “Não exijais mais do que vos foi ordenado.” Do mesmo modo, os soldados lhe perguntavam: “E nós, que devemos fazer?” Respondeu-lhes: “Não pratiqueis violência nem defraudeis a ninguém e contentai-vos com o vosso soldo.” (Lucas 3:11-14)

Saímos do nosso meio costumeiro e levámos a alegria a outras pessoas. Cristo é a fonte da nossa alegria, por isso ela subsiste mesmo no meio das dificuldades. É compatível com a dor, com a doença, com o fracasso e as contradições.

Concretamente, levamos a alegria do Senhor: num sorriso, numa palavra cordial, num elogio, na paz, no amor, no afeto aos irmãos. E, assim como Jesus Cristo e Paulo, fomos para a cidade evangelizar. Fomos levar a boa nova às gentes onde elas mais convivem, tornando-nos com este gesto como que pastores que desceram da montanha para virem adorar o Senhor à planície.

Finalmente, olhamos para o dia 8 de dezembro e calculamos que podia ter sido igual a todos os outros. Não foi. Algo de novo entrou nas nossas vidas. Algo nos reuniu de uma forma completamente diferente. Saímos e regressamos, fortalecidos e convictos de que algo mudou neste nosso dia. Partimos cantando ao som da cítara e do címbalo, como diz o salmista e regressamos rejubilando de alegria no Senhor, porque Ele faz maravilhas no meio do seu Povo. 

Presto meu testemunho que sei que a Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos é a única verdadeira sobre a face da terra, sei que Jesus Cristo veio ao mundo para salvar tanto homens como mulheres e criancinhas, sou grata pelo evangelho restaurado, sei que o livro de Mórmon é um outro testamento de Jesus Cristo, sei que Joseph Smith foi um profeta de Deus.