Outubro 1991 | Filhas de Deus

    Filhas de Deus

    Outubro 1991 Conferência Geral

    “Todos nós estamos aqui como parte de um plano divino, traçado por um Pai amoroso que se preocupa com a imortalidade e a vida eterna de seus filhos.”

    Minhas queridas irmãs, agradeço tudo que foi dito e a música que ouvimos nesta reunião. Fomos inspirados e fortalecidos. Discursar depois destas mulheres maravilhosas e de Élder Ballard é muito difícil. Percebo séria e profundamente a responsabilidade que tenho ao vos falar e, humildemente, busco a orientação do Espírito Santo.

    De início, desejo afirmar, como fez Élder Ballard, que todas vós tendes um grande valor, independentemente de vossa situação. Ocupais um alto e sagrado posto no plano eterno de Deus, nosso Pai nos Céus. Sois suas filhas, preciosas, amadas e muito importantes para ele. Seu grandioso plano não pode ter sucesso sem vós.

    Há alguns dias, chegou ao escritório uma carta endereçada ao Presidente Benson. Gostaria de ler uma parte dela e fazer alguns comentários. Não mencionarei o nome da autora. Ela pode estar nos ouvindo, e eu não gostaria de causar-lhe embaraço. Chamá-la-ei Virgínia e, feita essa mudança, passo à leitura:

    “Querido Presidente Benson:

    Meu nome é Virgínia. Tenho quatorze anos. Há um assunto que me tem preocupado muito nos últimos dias. Parece que não consigo encontrar nas escrituras nenhuma passagem onde esteja escrito que as mulheres, se dignas, podem entrar no reino celestial. Da mesma forma, quando alguém como Joseph Smith teve uma visão do reino celestial, parece que só via homens lá. Tenho orado sobre isso, mas sinto que preciso de suas palavras… Nas escrituras, fala-se de a mulher ser abençoada se for fiel, mas nada sobre glória celestial. Isso realmente me incomoda. Se somos todos filhos do Pai Celestial, então por que as escrituras dizem que os homens devem governar as mulheres? E por que, nas escrituras, Eva foi feita de uma costela de Adão? Posso ser tola, mas, honestamente, não entendo. Eu amo o evangelho e estou aprendendo muito com ele. Tenho um testemunho e sei que existe um propósito divino para mim na vida. Talvez o que eu esteja perguntando seja isto: os homens são mais importantes do que as mulheres*? Também as mulheres podem ir para o reino celestial?…

    Sou jovem e tenho muito que aprender, mas preciso de ajuda neste assunto. Muito obrigada.

    Carinhosamente, Virgínia.”

    Como o Presidente Benson não está em condição de nos falar, tentarei responder à vossa carta e, ao fazê-lo, falarei a todos que nesta noite estão convosco nessa imensa congregação. A carta foi respondida pelo secretário da Primeira Presidência, mas tem um tom tão sincero que, a meu ver, merece uma resposta mais completa. Talvez essas perguntas estejam na mente de muitas mulheres — jovens como vós, Virgínia, mulheres com idade para serem vossa mãe ou avó, solteiras, casadas ou em quaisquer outras condições.

    Em primeiro lugar, quereis saber se as mulheres podem entrar no reino celestial. Claro que podem. Elas estão tão aptas a entrar no reino celestial quanto os homens, sendo o merecimento o fator determinante para ambos.

    Em 16 de fevereiro de 1832, Joseph Smith e Sidney Rigdon tiveram uma notável visão. O Senhor lhes disse palavras maravilhosas, mas também desafiadoras. Vamos ouvi-lo:

    “Pois assim diz o Senhor — Eu, o Senhor, sou misericordioso e afável para com aqueles que me temem, e me deleito em honrar aqueles que me servem em retidão e verdade até o fim.

    Grande será a sua recompensa e eterna a sua glória” (D&C 76:5–6).

    Fico satisfeito que ele fale aqui tanto às filhas como aos filhos. As recompensas de cada um serão infinitas, e eterna será a glória dele ou dela.

    Na mesma revelação, Joseph Smith e Sidney Rigdon dão um eloqüente testemunho do Salvador do mundo, o Filho de Deus. Prestemos atenção:

    “E agora, depois dos muitos testemunhos que se prestaram dele, este é o testemunho, último de todos, que nós damos dele: que ele vive!

    Pois vimo-lo, mesmo à direita de Deus; e ouvimos a voz testificando que ele é o Unigénito do Pai —

    Que por ele, por meio dele, e dele, são e foram os mundos criados, e os seus habitantes são filhos e filhas gerados para Deus” (D&C 76:22–24; grifo nosso).

    Notai que, nessa extraordinária declaração, ambos são mencionados: filhos e filhas.

    Embora seja verdade que nos versículos seguintes se fala sobre o homem, estou convencido de que a palavra é usada em sentido genérico, incluindo assim tanto os homens como as mulheres.

    A revelação, depois, fala sobre aqueles que recebem um testemunho de Jesus, que foram batizados segundo o modo de seu sepultamento e que guardam os mandamentos; a revelação promete ainda que eles “habitarão na presença de Deus e seu Cristo para todo o sempre” (D&C 76:62).

    “Esses são aqueles cujos corpos são celestiais, cuja glória é do sol, a glória de Deus, a maior de todas, cuja glória ao sol do firmamento é comparada” (D&C 76:70).

    As mulheres estão incluídas entre aqueles que participarão de tal glória? Com absoluta certeza. Na verdade, ao receber o mais alto grau de glória no reino celestial, o homem não pode entrar sem a mulher, nem a mulher sem o homem. Os dois são inseparáveis, como marido e mulher, em elegibilidade. Se ela viver dignamente, receberá uma glória tão celestial e eterna quanto a dele. Nunca duvideis disso, Virgínia. Vivei apenas de modo a merecer essa glória que está ao vosso alcance, assim como ao alcance de vossos irmãos.

    Algumas mulheres que não são casadas, não por terem qualquer culpa disso, perguntam se lhes será negado o mais alto grau de glória nesse reino. Acredito que, no plano de um Pai amoroso e de um Redentor divino, nenhuma bênção da qual sois dignas vos será negada eternamente.

    À parte as maravilhosas e elucidativas palavras encontradas nas seções 76 e seções 137, sabemos relativamente pouco sobre o reino celestial e aqueles que lá estarão. Pelo menos algumas das regras de elegibilidade para aceitação naquele reino foram claramente reveladas, mas os esclarecimentos que nos foram dados não vão muito além disso. Repito, não obstante, que estou certo de que as filhas de Deus estão tão qualificadas quanto seus filhos.

    Essa deve ser uma gloriosa meta para todas as mulheres da Igreja. Deve ser uma constante motivação para se viver com honra, integridade, virtude, amor e serviço.

    Não fiqueis perturbada, minha jovem e querida amiga, por constarem das escrituras as palavras homem e homens, sem que haja igualmente menção das palavras mulher e mulheres. Insisto que se trata de termos genéricos, abrangendo ambos os sexos. Eles são muito utilizados não apenas nas escrituras, mas também em outros escritos que encontramos através dos séculos.

    Por exemplo, a Declaração da Independência, que levou ao estabelecimento dos Estados Unidos da América, inclui as palavras: “Consideramos estas verdades evidentes por si mesmas: todos os homens foram criados iguais.”

    Notai que os signatários usaram a palavra homens. Seria possível supor, mesmo por um momento, que eles não pretenderam incluir as mulheres nessa declaração? Eles poderiam ter dito: “Todos os homens, mulheres e crianças”, mas usaram simplesmente a palavra homens em seu sentido genérico.*

    A próxima pergunta é esta: Por que Eva foi criada de Adão?

    Só posso responder que um Criador perfeitamente sábio fez dessa maneira. Como já tive ocasião de observar, há algo de muito interessante sobre essa situação.

    Na seqüência de eventos descritos nas escrituras, Deus criou primeiro a terra, “e a terra era sem forma e vazia” (Gênesis 1:2). Ele então separou a luz das trevas e as águas da porção seca. Em seguida, veio a criação de todas as espécies vegetais, trazendo a beleza das árvores, da relva, das flores e arbustos, seguindo-se a criação da vida animal no mar e na terra.

    Tendo olhado toda a sua obra, ele declarou que era boa. Depois, criou o homem à sua imagem e semelhança. Como criação final e coroação de seu glorioso trabalho, ele fez a mulher. Gosto de considerar Eva como sua obraprima, criada depois de tudo o que ora feito antes — como o trabalho final que eíe realizou antes de descansar de seus labores.

    Não a considero como estando em segundo lugar, depois de Adão. Eva foi colocada ao seu lado, como uma adjutora. Estavam juntos no Jardim do Eden, foram expulsos e trabalharam juntos no mundo para o qual foram expulsos.

    Agora, Virgínia, vossa carta chama atenção para a passagem das escrituras segundo a qual Adão deveria governar Eva. (Vide Gênesis 3:16.) Perguntais o motivo disso. Eu não sei. Infelizmente, reconheço que alguns homens têm usado isso como pretexto, durante séculos, para abusar da mulher e degradá-la, mas também estou convencido de que, agindo assim, estão degradando a si mesmos e ofendendo o Pai de todos, este Pai que, não tenho dúvida, ama suas filhas da mesma forma que ama seus filhos.

    Eu estava com o Presidente David O. Mckay numa ocasião em que ele se referiu a essa declaração em Gênesis. Seus olhos faiscaram de raiva quando ele falou sobre maridos despóticos, afirmando que teriam de prestar contas de tais ações perversas, quando estivessem sendo julgados pelo Senhor. Ele mostrou que a própria essência do espírito do evangelho requer que todo governo dentro de casa seja feito somente com retidão.

    Minha interpretação pessoal desse preceito é que o marido tem a responsabilidade predominante de sustentar, proteger, fortalecer e defender a esposa. Qualquer homem que depreciar, abusar, aterrorizar ou governar com injustiça merecerá receber, acredito eu, a repreensão de um Deus justo que é Pai Eterno tanto de seus filhos como de suas filhas.

    Perguntais, Virgínia, se os homens são mais importantes que as mulheres. Respondo com outra pergunta: algum de nós estaria aqui hoje, homem ou mulher, sem o outro? As escrituras mostram que Deus criou o homem à sua própria imagem, macho e fêmea os criou. Ordenou que juntos se multiplicassem e enchessem a terra. Ambos são criação do Todo-Poderoso, mutuamente dependentes e igualmente necessários para a continuação da espécie. Toda nova geração na história da humanidade é um testemunho da necessidade de ambos, homem e mulher.

    Dizeis na carta: “Tenho um testemunho e sei que existe um propósito divino para mim na vida.”

    Tendes realmente um propósito divino, com toda a certeza. Há em vós o mesmo elemento de divindade existente em vossas irmãs e irmãos. Todos estamos aqui como parte de um plano divino, traçado por um Pai amoroso que se preocupa com a imortalidade e a vida eterna de seus filhos. A esfera mortal em que vivemos é preparatória para aquilo que virá quando retomarmos à presença de Deus, nosso Pai, desde que sejamos dignos de tal privilégio.

    Afirmais que a maior parte das escrituras é dirigida aos homens. Sim, algumas o são, num sentido específico, com referência a deveres e obrigações do sacerdócio; outras possuem um sentido genérico, como já mostrei.

    Lembro-vos de uma grande e notável revelação dada ao Profeta Joseph Smith para sua esposa, Emma, e aplicável a todas as mulheres da Igreja, pois o Senhor conclui a revelação dizendo: “Esta é a minha voz para todos” (D&C 25:16).

    No primeiro versículo dessa revelação, o Senhor afirma que “todos os que recebem o meu evangelho são filhos e filhas do meu reino” (D&C 25:1).

    Essa promessa divina é verdadeira e grandiosa. A revelação que vem depois dessas palavras de abertura é rica em conselhos, louvor, ensinamentos e promessas a Emma Smith, assim como a todas as outras mulheres que observam a palavra do Senhor ali declarada.

    Espero, portanto, querida e jovem amiga, que não vos preocupeis demasiado com esses assuntos. Em vez disso, espero que caminheis, vivendo em retidão, procurando conhecer e cumprir a vontade do Senhor, fortalecendo outras pessoas em virtude de vosso serviço e de vosso testemunho, orando com retidão ao Pai de todos nós. Podeis ter certeza de que ele vos ama. Podeis estar certa de que todos nós vos amamos. Que suas bênçãos mais preciosas vos possam ser dadas enquanto prosseguis vivendo virtuosamente.

    Permiti sempre que vosso Pai Celestial, a quem podeis dirigirvos em oração, seja vosso amigo.

    E agora, falando sobre oração, desejo abordar outro assunto. Em abril passado dirigi-me aos representantes regionais da Igreja, como faço há anos, sempre que eles vêm à conferência geral. Essas são reuniões de treinamento, onde os representantes regionais recebem informações que serão transmitidas a toda a Igreja. Não há. nada secreto nelas, nada para se esconder.

    Recentemente, contudo, soube que alguém obteve uma cópia do meu discurso, considerando isso uma realização singular, como se o discurso tivesse sido feito de modo secreto e sinistro, planejado para mantê-lo escondido do mundo. Isto é tolice.

    Nesta ocasião, portanto, tomo a liberdade de reler a parte do discurso que diz respeito a um assunto que parece estar preocupando profundamente algumas mulheres da Igreja. Transmito-o a todos, nesta reunião, devido às atividades daqueles que evidentemente tentam levar outras pessoas para o caminho que andam trilhando. Refiro-me aos que defendem a prática de orar à nossa Mãe nos Céus. Citarei um trecho do discurso:

    “Essa (prática) começou com orações pessoais e está iniciando a aparecer em algumas de nossas reuniões.

    Foi Eliza R. Snow quem escreveu as palavras: ʻTemos mãe também; essa verdade tão sublime nós recebemos do alémʼ (Hinos, n° 177).

    Pelo que sabemos, Joseph Smith não fez nenhuma alteração nas palavras escritas pela irmã Snow. Temos, portanto, uma Mãe nos Céus. Por conseguinte, (alguns presumem) que não é impróprio orarmos a ela.

    A lógica e a razão certamente sugerem que, se temos um Pai nos Céus, temos uma Mãe. Para mim, essa doutrina está certa.

    À luz das instruções recebidas do próprio Senhor, no entanto, considero impróprio qualquer pessoa da Igreja orar à nossa Mãe nos Céus.

    O Senhor Jesus Cristo estabeleceu o padrão para nossas orações. No Sermão da Montanha, ele declarou: ʻPortanto, vós orareis assim: Pai nosso, que estás nos céus, santificado seja o teu nomeʼ (Mateus 6:9; grifo nosso, aqui e nas referências seguintes).

    Quando o Senhor ressuscitado apareceu aos nefitas para ensinálos, ele disse: ʻAssim, pois, orareis: Pai nosso que estás nos céus, santificado seja o teu nomeʼ (3 Néfi 13:9).

    Enquanto estava com eles, ensinou-os também pelo exemplo e por preceito a respeito dessa prática. O registro afirma: ʻAjoelhou-se também por terra; e eis que orou ao Pai, sendo que as coisas que disse em sua oração não podem ser escritas; e os da multidão que o ouviram, deram testemunhoʼ (3 Néfi 17:15).

    Além disso, ele disse: ʻRogai no seio de vossa família ao Pai, sempre em meu nome, a fim de que vossas esposas e filhos possam ser abençoadosʼ (3 Néfi 18:21).

    Em outra ocasião, ʻJesus se afastou um pouco do meio deles, e, inclinando-se por terra, e disse:

    Pai, graças te dou por teres dado o Espírito Santo a estes que escolhi; e é por terem crido em mim que os escolhi dentre o mundo.

    Pai, rogo-te que dês o Espírito Santo a todos que crerem em suas palavrasʼ (3 Néfi 19:19-21).

    Eu poderia continuar arrolando outros exemplos específicos das escrituras. Em minha pesquisa, não encontrei nas obras-padrão nenhum registro de que Jesus tenha orado a outra pessoa senão a seu Pai nos Céus, e que tenha instruído o povo a orar a mais alguém.

    Tenho procurado em vão uma passagem onde algum Presidente da Igreja, de Joseph Smith a Ezra Taft Benson, tenha oferecido uma oração à ʻnossa Mãe nos Céusʼ.

    Suponho que aqueles… que praticam esse tipo de prece e tentam promover o seu uso têm boa intenção, mas estão mal orientados. Se não oramos à nossa Mãe nos Céus, isso não a deprecia ou denigre de forma alguma.”

    Aqui termina a citação do discurso que proferi anteriormente. Posso acrescentar que ninguém tem permissão para aumentar ou diminuir a glória daquela sobre quem não dispomos de qualquer conhecimento revelado.

    Para concluir, expresso minha gratidão a vós, mulheres fiéis santos dos últimos dias. Hoje sois milhões na terra. Vosso poder para promover o bem é imenso. Maravilhosos são os talentos e a devoção que possuís. A fé no Senhor e o amor que tendes a ele, por sua obra e por seus filhos são extraordinários. Continuai a viver o evangelho. Magnificai-o acima de qualquer de vossas relações. Vossas boas obras terão um peso maior do que qualquer palavra proferida. Caminhai na verdade e na virtude, com fé e constância. Sois parte de um plano eterno, um plano traçado por Deus, nosso Pai Celestial. Cada dia é uma parte dessa eternidade.

    Sei que muitas carregam fardos extremamente pesados. Que vossos amigos da Igreja, vossos irmãos e irmãs, possam auxiliarvos a suportar essas cargas. Que vossas orações subam àquele que é todo-poderoso, que vos ama e pode propiciar-vos forças e condições que vos auxiliarão. Esta é uma obra de milagres, todos sabemos disso. É fácil, para mim, dizer-vos que não desanimeis, mas o faço como que vos estimulando a seguir adiante, com fé.

    Que sejais abençoadas com força para o trabalho do dia e com amor a todos os que estão entregues aos vossos cuidados.

    Sabeis, tanto quanto eu, que esta obra é verdadeira. Sabeis que Deus, nosso Pai Eterno, vive, e que seu filho Jesus Cristo, nascido de Maria como o Unigénito do Pai, foi e é o Redentor do mundo. Sabeis que seu trabalho foi restaurado nesta dispensação por meio do Profeta Joseph Smith. Como eu, podeis prestar testemunho disso, e é o que faço, ao vos deixar meu amor e minha bênção, em nome de Jesus Cristo, amém.

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      1. Estou ciente da correspondência de Abigail Adams com John Adams sobre este assunto. Isso, porém, não significa que todos os cinqüenta e seis signatários da Declaração tivessem o mesmo ponto de vista. As gerações subseqüentes têm considerado a palavra homens em seu sentido genérico. Eu poderia ter usado vários outros exemplos que não deixariam margem a nenhuma dúvida.