Sua Missão Mudará Tudo

David F. Evans

Of the First Quorum of the Seventy


David F. Evans
Venham e façam parte da melhor de todas as gerações de missionários que o mundo já conheceu.

Faz um ano que fui apoiado na conferência geral. Sinto-me grato por este ano e por tudo que passei. Amo o Senhor e sinto- me extremamente grato por Seu sacrifício e por Seu evangelho. Amo o Presidente Hinckley e o apóio como o profeta do Senhor na Terra. Juntamente com os santos fiéis do mundo inteiro, presto testemunho dos profetas e apóstolos de nossos dias e dedico minha vida à Sua causa.

Há poucos anos, eu estava entrevistando missionários. Havia uma tempestade de inverno caindo enquanto os missionários chegavam e partiam durante o dia. A tempestade mudou de chuva gelada para neve, voltando para chuva novamente. Alguns missionários chegavam de trem das cidades vizinhas e caminhavam até a Igreja no meio da tempestade. Outros vinham de bicicleta. Quase todos, sem exceção, estavam felizes e alegres. Eram os missionários do Senhor. Tinham o Seu Espírito e sentiam alegria no serviço Dele, a despeito das circunstâncias.

À medida que cada dupla terminava sua entrevista, saía em meio à tempestade para pregar o evangelho e realizar o que o Senhor os chamara a fazer. Nunca me esquecerei daqueles momentos. Seu comprometimento e dedicação eram visíveis. Senti o amor que tinham pelas pessoas e pelo Senhor. Ao observá-los partindo, senti um imenso amor por eles e pelo que estavam fazendo.

Mais tarde, à noite, assisti a uma reunião do sacerdócio naquela mesma cidade. A tempestade continuava a cair, sendo então quase só neve. Durante o primeiro hino, o presidente do menor e mais afastado ramo e seus dois conselheiros missionários, o Élder Warner e o Élder Karpowitz, chegaram à capela. Quando estavam preparando-se para sentar-se, aqueles dois maravilhosos missionários tiraram o chapéu e as luvas. Tiraram o casaco que vestiam. Depois, tiraram um segundo casaco de inverno e sentaram-se. Tal como os missionários do início daquele dia, a despeito do clima, eles também estavam felizes. Sentiam o Espírito do Senhor na vida deles. Por meio do serviço na causa do Senhor, sentiam amor, entusiasmo e uma alegria que são difíceis de descrever.

Ao observar aqueles grandes jovens missionários naquela noite, tive uma experiência notável. Em minha mente, vi os missionários de toda a missão saindo para trabalhar naquela noite de inverno. Alguns estavam batendo em portas e enfrentando a rejeição, enquanto procuravam ensinar o evangelho de Jesus Cristo. Alguns estavam em casas e apartamentos, ensinando pessoas e famílias. A despeito das árduas condições que enfrentavam, estavam fazendo tudo o que podiam para ensinar o evangelho de Jesus Cristo aos que quisessem ouvir, e estavam felizes. Em meu coração, tive um sentimento que não consigo explicar plenamente.

Por um maravilhoso dom do Espírito, senti o Seu amor, o puro amor de Cristo que Ele tem pelos missionários fiéis do mundo inteiro, e isso mudou minha vida para sempre. Compreendi quão precioso é cada missionário para Ele. Tive um vislumbre do que os profetas descreveram como “a melhor de todas as gerações de missionários que o mundo já conheceu” (ver M. Russell Ballard, “A Melhor de Todas as Gerações de Missionários”, A Liahona, novembro de 2002, p. 46). Comecei a compreender por que foi necessário elevar as exigências para que os missionários do mundo inteiro tivessem direito à proteção, orientação e felicidade que vêm do Espírito do Senhor. Também comecei a compreender por que nós — como pais, bispos, presidentes de estacas e outros líderes — precisamos fazer tudo o que pudermos para ajudar os jovens da Igreja a tornarem-se dignos das bênçãos do trabalho missionário.

O Presidente Hinckley descreveu o que acontece no coração de cada missionário ou missionária que dedica sua vida e trabalho ao Senhor, quando falou sobre as próprias experiências como missionário. No início de sua missão, ele sentiu-se desanimado. O trabalho era árduo, e as pessoas não eram receptivas. Contudo, houve um momento em que o desânimo se transformou em comprometimento. Para ele, o início foi uma carta de seu pai, na qual ele leu: “Querido Gordon, recebi sua carta. (…) Tenho apenas uma sugestão: Esqueça-se de si mesmo e trabalhe”. Ao descrever o que aconteceu em seguida, ele disse: “Ajoelhei-me naquele pequeno quarto (…) e prometi que tentaria entregar minha vida ao Senhor.

O mundo inteiro mudou. A névoa se dissipou. O sol começou a brilhar em minha vida. Senti um interesse renovado. Vi a beleza daquele país. Vi a grandiosidade das pessoas. (…) Tudo o que me aconteceu de bom desde aquela época teve início com a decisão que tomei naquela pequena casa” (“Missionary Theme Was Pervasive during Visit of President Hinckley”, de Mike Cannon, Church News, 9 de setembro de 1995, p. 4).

O Presidente Hinckley prosseguiu, dizendo: “Querem ser felizes? Esqueçam-se de si mesmos e entreguem-se inteiramente a essa grande causa, dedicando todo o seu empenho no trabalho de ajudar as pessoas” (Church News, 9 de setembro de 1995, p. 4).

A cada rapaz, eu costumo dizer: “Quer ser feliz?” Se quiser, venha e junte-se a nós, que somos 52.000 e seremos cada vez mais, e sirva a seu próximo como missionário do Senhor. Assuma o compromisso de oferecer dois anos de sua vida ao Senhor. Isso mudará tudo. Você será feliz. As dúvidas se dissiparão. Você aprenderá a amar a cultura e o povo do lugar em que for chamado a servir. O trabalho será difícil, mas haverá também grande satisfação e alegria ao servir. Se for fiel durante a sua missão e depois dela, ao relembrá-la em sua vida você dirá, tal como o Presidente Hinckley: “Tudo o que aconteceu de bom para mim teve início com a decisão de servir em uma missão e entregar minha vida ao Senhor”.

O Presidente Hinckley lembrou que não são apenas os jovens élderes que têm direito a essas bênçãos. Os casais servem de modo maravilhoso e são muito necessários. Embora as jovens irmãs não sejam obrigadas a servir, o Presidente disse: “Precisamos de algumas moças. Elas realizam um trabalho notável” (“Para os Bispos da Igreja”, Reunião Mundial de Treinamento de Liderança, 19 de junho de 2004, p. 27). Também sabemos que há alguns que por motivos de saúde ou outras razões estão honrosamente desobrigados do serviço. Amamos essas pessoas e sabemos que nosso Pai Celestial proverá bênçãos compensadoras na vida delas ao servirem de outras maneiras e viverem fielmente.

Há um ano, o Élder Ballard pediu aos pais, bispos e presidentes de ramo que trabalhassem juntos e ajudassem pelo menos mais um rapaz, além dos que normalmente se preparariam para servir, a tornar-se digno de ser chamado em cada ala e ramo da Igreja (ver “Mais Um”, A Liahona, maio de 2005, p. 69). Muitos atenderam a esse pedido. Como líderes, devemos todos renovar nosso compromisso de atender a esse pedido inspirado.

Irmãos e irmãs, muitos bons bispos já estão fazendo há muito tempo o que o Élder Ballard pediu. Há trinta e seis anos, o bispo Frank Matheson ligou para minha casa e convidou-me a ir até o seu escritório. Devido à situação mundial, o número de missionários que cada ala podia enviar era limitado, mas havia surgido uma oportunidade e ele tinha a responsabilidade de recomendar mais um missionário. Ele me disse que ele e seus conselheiros tinham orado. Disse-me que se sentiu inspirado a dizer-me que aquele era o momento em que o Senhor desejava que eu servisse em uma missão. Fiquei aturdido. Nunca ninguém me dissera que o Senhor tinha algo que Ele queria que eu fizesse. Senti o Espírito do Senhor testificar que eu devia ir, e que devia fazê-lo naquele momento. Eu disse ao bispo: “Se o Senhor quer que eu sirva em uma missão, então eu irei”.

Para mim, tudo mudou. A névoa realmente se dissipou, e senti alegria e felicidade na vida. De um modo ou de outro, todas as coisas boas que me aconteceram desde aquele dia foram resultado do compromisso que assumi de servir ao Senhor e a Seus filhos e de dedicar dois anos de minha vida a serviço Dele.

Digo novamente: Venham e juntem-se a nós. Venham e sejam puros. Venham e sejam felizes. Venham e sintam justamente o que o Senhor disse ser “de maior valor” (D&C 15:6) para vocês nesta época de sua vida. Venham e façam parte da melhor de todas as gerações de missionários que o mundo já conheceu.

Este é o trabalho de Deus. Nosso Pai Celestial vive e Seu Filho Jesus Cristo lidera e dirige esta obra hoje. Presto testemunho disso, em nome de Jesus Cristo. Amém.