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Outubro 2015 | Para Que Sempre Se Lembrem Dele

Para Que Sempre Se Lembrem Dele

Outubro 2015 Conferência Geral

Amo estudar e ponderar sobre a vida Daquele que tudo deu por mim e por todos nós.

Gosto muito do hino da Primária que diz:

Conta-me histórias de Cristo, eu quero ouvir,

Belas histórias de quando andou aqui.

Cenas passadas em terra ou mar,

Coisas de Cristo vem me contar.1

Acredito que criar a tradição de contar histórias de Cristo para nossos filhos e para nossa família é uma maneira muito especial de santificar o Dia do Senhor em nosso lar.

Isso certamente trará um espírito muito especial ao nosso lar e dará à nossa família exemplos provenientes do próprio Salvador.

Gosto muito de estudar e ponderar sobre a vida Daquele que tudo deu por mim e por todos nós.

Gosto de ler as passagens das escrituras sobre Sua vida imaculada e, após ler as escrituras que contam as coisas que Ele vivenciou, gosto de fechar os olhos e esforçar-me para visualizar aqueles momentos sagrados que me ensinam e me fortalecem espiritualmente.

Momentos tais como:

  • Quando Ele cuspiu na terra e, tendo feito lodo com a saliva, aplicou-o nos olhos do cego, dizendo-lhe: “Vai, lava-te no tanque de Siloé”. E o homem obedeceu, “e lavou-se, e voltou vendo”.2

  • Quando Ele curou a mulher que tinha um fluxo de sangue e que tocou na barra de Suas vestes por crer que somente por tocá-Lo seria curada.3

  • Quando Ele apareceu a Seus discípulos, andando sobre as águas.4

  • Quando andou ao lado dos discípulos, no caminho de Emaús, e lhes abriu o entendimento sobre as escrituras.5

  • Quando apareceu ao povo, aqui nas Américas, e lhes disse que se aproximassem Dele e metessem a mão em Seu lado e apalpassem as marcas em Suas mãos e em Seus pés para que soubessem que Ele era “o Deus de Israel e o Deus de toda a Terra e [que fora] morto pelos pecados do mundo”.6

Regozijo-me por saber que há pais que contam histórias de Cristo para seus filhos. Percebo isso ao observar as crianças na Igreja, nas apresentações da Primária e em outras ocasiões.

Sou grato por ter aprendido com meus pais sobre Cristo. Continuo a ver como o exemplo do Salvador ajuda minha querida esposa e eu a ensinar nossos próprios filhos.

Meu coração se enche de alegria ao ver meus filhos contando histórias de Cristo aos meus netos, o que me faz lembrar de uma de minhas escrituras favoritas, que se encontra em 3 João, capítulo 1, versículo 4, que diz: “Não tenho maior alegria do que esta: de ouvir que os meus filhos andam na verdade”. E por que não dizer meus netos também?

Sou grato por nossos líderes que estão constantemente nos ensinando sobre Cristo, sobre guardar o Seu Dia Santificado e participar do sacramento a cada domingo em honra do Salvador.

Desfrutamos muito mais o Dia do Senhor e do sacramento estudando as histórias de Cristo. E, assim fazendo, criamos tradições que edificam nossa fé e nosso testemunho e que também protegem nossa família.

Algumas semanas atrás, eu estava estudando, novamente, o discurso que o Presidente Russell M. Nelson proferiu na última conferência geral e, enquanto ponderava sobre o Dia do Senhor, senti profunda gratidão pela bênção e pelo privilégio de poder participar do sacramento. Para mim, esse é um momento muito solene, sagrado e espiritual. Desfruto muito a reunião sacramental.

Durante minhas ponderações, estudei atentamente a oração da bênção do pão e da água. Li e meditei, profundamente, sobre a oração sacramental e a ordenança do sacramento. Passei a meditar sobre isso e a repassar em minha mente e em meu coração os acontecimentos que estão ligados ao sacramento.

Em espírito de meditação, relembrei aquele dia, o primeiro da comemoração da festa dos pães ázimos, quando Ele, em resposta à pergunta de Seus discípulos sobre onde Ele queria que eles preparassem a mesa para celebrar a Páscoa, respondeu-lhes: “Ide à cidade a um certo homem, e dizei-lhe: O Mestre diz: O meu tempo está próximo; em tua casa celebrarei a páscoa com os meus discípulos”.7

Fiquei imaginando os discípulos comprando os alimentos e preparando a mesa cuidadosamente para que comessem com Ele naquele dia especial. Uma mesa para 13 pessoas, Ele e Seus 12 discípulos aos quais amava.

Chorei visualizando a cena de Cristo comendo com eles, quando Ele declarou: “Em verdade vos digo que um de vós me há de trair”.8

Pensei nos discípulos entristecidos perguntando a Ele: “Porventura sou eu, Senhor?”9

E quando Judas Lhe fez a mesma pergunta, Ele respondeu calmamente: “Tu o disseste”.10

Pude visualizar as mãos que tanto curaram, consolaram, edificaram e abençoaram, partindo o pão, e Jesus dando a eles dizendo: “Tomai, comei, isto é o meu corpo”.11

Depois, tomando um cálice com vinho e dando graças, passou o cálice a eles dizendo: “Bebei dele todos”, e continuou: “Porque isto é o meu sangue, o sangue do novo testamento, que é derramado por muitos, para a remissão dos pecados”.12

Em minha ponderação, olhei os discípulos, um a um, e vi em seus olhos a preocupação pelo Mestre a Quem tanto amavam. Era como se eu estivesse sentado ali com eles, observando tudo. Senti uma intensa dor em meu coração, cheio de pesar e de tristeza pelo que Ele estava prestes a passar por mim.

Minha alma foi invadida por um enorme desejo de ser melhor. Desejei ardentemente, com meu arrependimento e minha tristeza, enxugar e conter, pelo menos, algumas gotas de Seu sangue vertido no Getsêmani.

Ponderei então sobre o sacramento que partilhamos a cada semana em memória Dele e, ao fazer isso, fiquei pensando em cada palavra da oração da bênção do pão e da água. Pensei muito nas palavras: “E recordá-lo sempre”, na oração da bênção do pão, e “Que sempre se lembram Dele”, na bênção da água.13

Meditei sobre o que significa, para mim, recordá-Lo sempre e sempre me lembrar Dele.

Para mim, significa:

  • Lembrar Sua vida pré-mortal quando este lindo planeta foi criado por Ele.14

  • Lembrar Seu nascimento humilde em uma manjedoura, em Belém da Judeia.15

  • E quando ainda menino, aos 12 anos de idade, Ele ensinou e pregou aos doutores da lei no templo.16

  • Lembrar a ocasião em que Ele Se retirou para o deserto, aos 30 anos de idade, a fim de preparar-Se para Seu ministério mortal.17

  • E quando Se transfigurou diante de Seus discípulos.18

  • Lembrar a ocasião em que instituiu o sacramento na última ceia com Seus discípulos.19

  • E então Se retirou para o Jardim do Getsêmani e ali sofreu tão intensamente por nossos pecados, nossas dores, desilusões, enfermidades, que suou sangue por todos os poros.20

  • Lembrar a ocasião em que, após tanto sofrimento e dor intensa, ainda no Getsêmani, foi traído com um beijo por um dos discípulos a quem Ele chamava de amigo.21

  • E quando foi levado a Pilatos e a Herodes para ser julgado.22

  • E quando foi humilhado, judiado, cuspido, maltratado e açoitado com um chicote que dilacerou Sua carne.23

  • E quando uma coroa de espinhos foi brutalmente colocada em Sua cabeça.24

  • Lembrar que teve que carregar a própria cruz até o Gólgota e que nesse lugar foi pregado na cruz, sofrendo todas as dores físicas e espirituais.25

  • E quando na cruz, com Suas entranhas cheias de caridade, olhou para os que O martirizavam e, fitando os céus, disse: “Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem”.26

  • Lembrar a ocasião em que, sabendo que tinha cumprido Sua missão de salvar toda a humanidade, entregou Seu espírito nas mãos de Seu Pai, nosso Pai.27

  • Lembrar Sua Ressurreição maravilhosa que nos assegura nossa própria ressurreição e a possibilidade, dependendo de nossas escolhas, de viver ao lado Dele para toda a eternidade.28

E ainda, meditando sobre a oração sacramental e as palavras tão especiais e significativas da oração, como é maravilhoso receber a promessa, durante a bênção do sacramento, de que, ao nos lembrarmos sempre Dele, teremos sempre conosco o Seu espírito.29

Creio que o Senhor tem o Seu próprio tempo para nos dar revelação. Compreendi isso muito claramente estudando Eclesiastes 3:1, 6, que diz:

“TUDO tem o seu tempo determinado, todo o propósito debaixo do céu tem o seu tempo. (…)

Tempo de buscar, e tempo de perder; tempo de guardar, e tempo de lançar fora”.

O sacramento também é o tempo do Senhor para nos ensinar sobre a Expiação de Seu Filho Amado — nosso Salvador Jesus Cristo — e para recebermos revelação a esse respeito. É tempo de “batei, e abrir-se-vos-á”,30 de pedir e receber esse conhecimento. É o tempo para que nós, reverentemente, imploremos a Deus por esse conhecimento e, se assim fizermos, não tenho dúvida de que receberemos esse conhecimento que abençoará nossa vida sem medidas.

Amo o Dia do Senhor, o sacramento e o que ele significa. Amo o Salvador com toda a minha alma. Em nome de Jesus Cristo. Amém.

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