Como Curei Minha Saudade de Casa

Sue Hirase, Utah, EUA

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    Comecei a cursar a faculdade aos dezoito anos de idade. Pouco tempo depois, porém, fui transferida para outra universidade e troquei de curso. Minha nova universidade ficava a apenas algumas horas de casa, mas senti muita saudade e fiquei deprimida, com vontade de largar tudo e voltar para junto da minha família. Entretanto, sabia que, se fizesse isso, estaria abandonando minha chance de conseguir um diploma.

    Num fim de semana, pouco depois do início do ano letivo, todas as minhas companheiras de quarto foram visitar a família. Eu sabia que, se fosse para casa, não voltaria para a faculdade. Não conseguia sequer telefonar e falar com minha família, com medo de esmorecer e não conseguir concentrar-me nos estudos. Vinha orando para ter forças e vencer a saudade, mas passei a orar para saber se deveria continuar na escola até me formar.

    Bem cedo no domingo, quando caminhava lentamente pelo campus silencioso a caminho da Igreja, questionei-me se conseguiria continuar na escola, já que sentia tanta saudade de casa e de minha família e não conseguia vencer o sentimento de solidão. Mas o que eu faria se deixasse a escola?

    Quando cheguei à Igreja, a outra ala tinha acabado de sair da capela. Entrei, esperando ter um momento para orar pedindo orientação. Procurei um lugar para sentar e lentamente me dirigi ao banco de madeira. Foi quando notei que havia ali um programa impresso da reunião sacramental anterior. Na parte da frente da folha de papel dobrada estavam escritas as seguintes palavras: “Talvez o resultado mais valioso de todos os nossos estudos seja a capacidade de nos obrigarmos a fazer o que precisamos fazer, no momento em que precisamos fazê-lo, quer gostemos disso ou não”.1

    Naquele instante, eu soube o que precisava fazer. O Senhor havia respondido a minha oração de um modo muito simples, mas eu não podia negar que, ainda assim, fora uma resposta.

    Pouco tempo depois daquele domingo, o sentimento de solidão e desânimo desapareceu. Graças a isso, desfrutei com satisfação os anos que passei na escola. Consegui um diploma, fiz amizades para a vida inteira e adquiri um testemunho mais forte por seguir os sussurros do Espírito.

    Agora, mais de 25 anos depois, ainda me recordo da resposta a minha oração e uso essas mesmas palavras daquele programa de reunião sacramental para empenhar-me no cumprimento de tarefas difíceis. Compartilhei minha experiência com amigos e familiares, na esperança de que eles também adquirissem forças nos momentos difíceis.

    Sei que o Senhor se importa com nossos sentimentos e escolhas diárias e sei que Ele responde a nossas orações sinceras.

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    Nota

    1. 1.

      Thomas Henry Huxley, John Bartlett, comp., Citações da Família 1968, p. 725.