Orar por uma Resposta

Sylvia Waterböhr

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    Às vezes, você ora pedindo ajuda, mas as respostas só vêm depois que sua fé é testada.

    Certo dia, quando fazia uma prova de matemática, eu não conseguia lembrar como se resolvia um dos problemas. Tinha-me preparado para a prova, mas não conseguia lembrar o que tinha estudado em casa. No entanto, tinha fé que poderia pedir a ajuda do Pai Celestial.

    Decidi que aceitaria a primeira inspiração que viesse. Depois da oração, senti que poderia resolver o problema de determinada maneira. Mas comecei a duvidar, porque me pareceu uma maneira estranha de solucionar o problema. Por isso, fui em frente e o resolvi a minha maneira, da melhor forma possível.

    Quando as provas foram devolvidas, a professora repassou a prova conosco. Descobri que o sentimento que tive depois da oração ter-me-ia levado à resposta certa, mas não dei ouvidos.

    Mais tarde, nos exames finais, descobri novamente que não conseguia resolver um dos problemas, embora o tivesse resolvido em casa.

    Queria pedir a ajuda do Pai Celestial, mas lembrei que havia simplesmente rejeitado Seu auxílio. Senti vergonha de pedir. Mas como não conseguia pensar em nenhuma outra solução, mesmo assim orei pedindo ajuda.

    Novamente duvidei quando a inspiração chegou. Fiquei ainda mais confusa do que antes. Mas eu havia prometido ao Senhor que daria ouvidos a Sua resposta. Então, suprimi as dúvidas e fiz exatamente o que a inspiração me dissera.

    Depois de corrigir as provas, a professora anunciou nossas notas. Para fazer suspense, começou da pior e foi subindo até as melhores. Quando vi que ela não chamou meu nome entre os que tiraram 3, que é uma nota baixa, fiquei feliz pensando que tiraria um 2, a melhor nota que já tirara em matemática. Mas quando ela não chamou meu nome entre os que tiraram 2, senti-me muito diferente. Tinha certeza absoluta de que não podia ter tirado 1, por isso comecei a temer que havia sido a pior da classe.

    Mas então, meu nome foi chamado entre os que tiraram 1. Senti um nó na garganta quando reconheci a mão do Senhor agindo em minha vida e o amor e paciência que tivera comigo. Quando uma das minhas colegas de classe disse: “Você foi muito bem!”, só consegui fazer que não com a cabeça. Eu só tive sucesso quando segui o sussurro do Espírito.

    Ilustração fotográfica: John Luke