A oração é mais do que palavras que dirigimos a Deus. É uma comunicação de mão dupla entre Deus e Seus filhos.

Quando a oração se desenrola como deve, expressamos os sentimentos do coração com palavras simples. O Pai Celestial costuma responder colocando pensamentos em nossa mente acompanhados de sentimentos. Ele sempre ouve a oração sincera que oferecemos quando oramos com o compromisso de obedecer-Lhe, seja qual for Sua resposta e quando quer que ela venha.

O Senhor faz essa promessa a todos os que leem o Livro de Mórmon e oram a respeito dele:

“E quando receberdes estas coisas, eu vos exorto a perguntardes a Deus, o Pai Eterno, em nome de Cristo, se estas coisas não são verdadeiras; e se perguntardes com um coração sincero e com real intenção, tendo fé em Cristo, ele vos manifestará a verdade delas pelo poder do Espírito Santo.

E pelo poder do Espírito Santo podeis saber a verdade de todas as coisas” (Morôni 10:4–5).

Essa promessa é certa. Milhões de pessoas já testaram e provaram essa promessa maravilhosa sobre a oração recebendo uma bênção que preencheu sua vida de alegria e felicidade duradouras. Essa promessa se aplica a todas as nossas orações que fazemos para conhecer a mente e a vontade de Deus para nós. Podemos aplicá-la sempre que recebermos conselhos de um servo de Deus que esteja autorizado a dar-nos orientação. Podemos, por exemplo, recorrer a ela ao ouvirmos um discurso na conferência geral. Podemos aplicá-la ao sermos ensinados por missionários humildes chamados por Deus por meio do profeta vivo. Aplica-se também aos conselhos que recebemos de nosso bispo ou presidente de ramo.

Para que a oração surta efeito em nossa vida, as regras são simples. Podemos pedir para saber o que é verdade orando ao Pai Celestial em nome de Jesus Cristo. Devemos pedir com um coração sincero, ou seja, precisamos ter a intenção honesta de fazer tudo o que Deus pedir de nós. E nosso real intento deve vir de nossa fé em Jesus Cristo.

O pesquisador que lê o Livro de Mórmon antes de ser batizado e confirmado pode receber tanto a confirmação da veracidade do livro quanto um testemunho de que Joseph Smith o traduziu pelo poder de Deus. Depois de sermos confirmados membros da Igreja, podemos ter o Espírito Santo como nosso companheiro para confirmar outras verdades. Então, sempre que orarmos com fé, podemos esperar que o Espírito Santo testifique para nós que Jesus é o Cristo, que Deus, o Pai, vive e que Eles amam a nós e a todos os filhos do Pai Celestial.

Esse é um dos motivos pelos quais há uma promessa no Livro de Mórmon de que teremos caridade no coração quando o Espírito Santo prestar testemunho de que Jesus é o Cristo: “Se um homem é humilde e brando de coração e confessa, pelo poder do Espírito Santo, que Jesus é o Cristo, ele precisa ter caridade” (Morôni 7:44).

Há uma excelente oportunidade de crescer espiritualmente a cada domingo de jejum. O domingo de jejum pode nos ajudar a ter experiências semelhantes às de Alma e dos filhos de Mosias, que oraram e jejuaram para conhecer a verdade eterna, a fim de poderem ensinar os lamanitas com poder, autoridade e amor (ver Alma 17:3, 9).

No domingo de jejum, aliamos a oração ao jejum. A fim de abençoar os pobres, fazemos uma oferta generosa de jejum ao bispo ou presidente de ramo, que equivale pelo menos ao valor das duas refeições que deixamos de fazer. Nossos pensamentos e nossas orações se voltam para o Salvador e para aqueles a quem Ele gostaria que servíssemos atendendo a suas necessidades espirituais e materiais.

Assim, nossas orações e nossos desejos tornam-se mais parecidos com as orações e os desejos do Salvador à medida que nos tornamos mais mansos, doutrináveis e amorosos. E assim como Ele o fez, oramos para conhecer a vontade do Pai para nós e cumpri-la.

Ensinar Usando Esta Mensagem

O Presidente Eyring ensina que a oração e o jejum podem nos ajudar a “conhecer a verdade eterna”. Pense nos aspectos do testemunho das pessoas que você visita que talvez precisem ser fortalecidos e prepare uma lição sobre isso. Se, por exemplo, uma pessoa que você visita tiver perdido um familiar ou amigo íntimo, cogite abordar o tema das famílias eternas e da vida após a morte. Você pode oferecer-se para jejuar com as pessoas que você visita para ajudá-las a adquirir um testemunho desse princípio.

Jovens

Preparar-se Antes de Orar

O Presidente Eyring lembra-nos de que a oração “é uma comunicação de mão dupla entre Deus e Seus filhos”. Ao reservarmos tempo para nos prepararmos para nossas orações, podemos tornar essa comunicação de mão dupla possível. Você pode usar o diário pessoal para passar alguns minutos preparando-se para orar todos os dias. Pode fazer listas de bênçãos pelas quais deseja agradecer ao Pai Celestial, de pessoas que precisem de suas orações e de perguntas que necessitem de resposta. Em seguida, convide o Espírito cantando um hino ou lendo alguns versículos das escrituras. Ao orar, preste atenção à maneira como o Espírito Santo guia o que você deve dizer, bem como a seus sentimentos e pensamentos (ver D&C 8:2–3). Você pode registrar suas experiências em seu diário e refletir sobre as respostas que receber. Você também pode utilizar as atividades das páginas 97–100 de Pregar Meu Evangelho: Guia para o Serviço Missionário para ajudá-lo a avaliar suas orações e a aprender a reconhecer o Espírito Santo.

Crianças

Sanduíche de Oração

Como saber o que dizer ao orar? Você pode começar suas orações dizendo “Querido Pai Celestial” e terminá-las dizendo: “Em nome de Jesus Cristo. Amém”. O que vai no meio você é que escolhe, assim como escolhe o que coloca num sanduíche.

Escolha os alimentos que gostaria de pôr em seu sanduíche. Escreva ao lado dos alimentos as coisas pelas quais gostaria de orar. Você pode agradecer por bênçãos, falar de preocupações, pedir bênçãos ou orar sobre dúvidas que tiver.

Você pode recortar este sanduíche ou fazer outro. Deixe-o exposto em casa para ajudá-lo a lembrar-se das coisas que você pode dizer em suas orações.