Mensagem da Primeira Presidência

Nosso Pai, Nosso Mentor

Presidente Dieter F. Uchtdorf

Segundo Conselheiro na Primeira Presidência

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Ilustração: Augusto Zambonato

Alguma vez já abriu uma caixa de peças, tirou as instruções de montagem e pensou: “Isto não faz o menor sentido”?

Apesar de bem-intencionados e autoconfiantes, às vezes pegamos uma peça e perguntamos: “O que é isto?” ou “Onde será que se encaixa?”

Nossa frustração cresce ao olharmos a caixa e vermos o aviso: “Necessita montagem — para crianças a partir de 8 anos de idade”. Como ainda estamos totalmente perdidos, isso não contribui em nada para nossa confiança ou autoestima já abalada.

Às vezes passamos por experiências semelhantes no evangelho. Ao pensarmos em determinado aspecto dele, pode ser que fiquemos perplexos, sem compreender para que serve. Ou ao examinarmos outro princípio, talvez percebamos que, mesmo após árduas tentativas para chegar a um entendimento pleno, simplesmente não conseguimos compreender por que foi incluído.

O Pai Celestial É Nosso Mentor

Felizmente, o Pai Celestial nos deixou instruções maravilhosas para estruturar nossa vida e nos ajudar a atingir nosso potencial. Elas funcionam para todas as idades e circunstâncias. Ele nos concedeu o evangelho e a Igreja de Jesus Cristo. Agraciou-nos com o plano de redenção, o Plano de Salvação, sim, o plano de felicidade. Não nos abandonou à própria sorte em meio a todas as incertezas ou desafios da vida, dizendo: “Chegou a hora da verdade. Boa sorte. Vire-se sozinho”.

Se formos pacientes e tivermos um coração humilde e a mente aberta, constataremos que Deus nos deixou muitas ferramentas para compreendermos melhor Suas instruções detalhadas para nossa felicidade na vida:

  • Deu-nos o dom inestimável do Espírito Santo, que tem o potencial de ser nosso tutor celestial pessoal ao estudarmos a palavra de Deus e procurarmos harmonizar nossos pensamentos e atos com Sua palavra.

  • Deu-nos acesso a Ele 24 horas por dia, sete dias por semana, por meio de orações fervorosas e súplicas com real intento.

  • Deu-nos apóstolos e profetas modernos, que revelam a palavra de Deus em nossos dias e têm autoridade para ligar ou selar na Terra e no céu.

  • Restaurou Sua Igreja — uma organização de pessoas que creem e trabalham em conjunto para ajudar uns aos outros a operarem sua salvação com temor, tremor e alegria incomparável.1

  • Deu-nos as santas escrituras, Sua palavra escrita para nós.

  • Deu-nos inúmeras ferramentas de tecnologia moderna para nos ajudar em nossa jornada do discipulado. Muitos desses instrumentos maravilhosos podem ser encontrados no site LDS.org.

Por que o Pai Celestial nos proporcionou tanta ajuda? Porque nos ama. E porque, como Ele mesmo declarou: “Esta é minha obra e minha glória: Levar a efeito a imortalidade e vida eterna do homem”.2

Em outras palavras, o Pai Celestial é nosso Deus, e Deus é um mentor para nós.

Nosso Pai Celestial conhece as necessidades de Seus filhos melhor que ninguém. É Sua obra e glória assistir-nos a cada momento, dando-nos recursos materiais e espirituais excepcionais para nos auxiliar em nosso caminho de volta a Ele.

Todo Pai É um Mentor

Em algumas partes do mundo, as famílias e a sociedade como um todo festejam o dia dos pais. É sempre bom honrar e respeitar nossos pais. O pai faz muitas coisas por sua família e tem diversos atributos admiráveis. Dois dos papéis mais importantes que o pai desempenha na vida dos filhos são o de bom exemplo e de mentor. O pai não se limita a dizer aos filhos o que é certo ou errado; faz muito mais do que atirar um manual no colo deles, na esperança de que entendam a vida por si próprios.

O pai é um mentor para seus filhos preciosos e mostra por meio de seu bom exemplo como se leva uma vida honesta. O pai não deixa os filhos sozinhos, mas corre para acudi-los se necessário, ajudando-os a reerguerem-se sempre que tropeçarem. E às vezes o pai permite, por uma questão de sabedoria, que os filhos passem por situações difíceis, pois percebe que pode se tratar da melhor maneira de aprender.

Somos Todos Mentores

Ao passo que os pais terrenos agem dessa forma por seus próprios filhos, a disposição para orientar e acompanhar é algo que precisamos oferecer a todos os filhos de Deus, independentemente da idade, do local ou das circunstâncias de cada um. Lembre-se de que os filhos de Deus são nossos irmãos; todos fazemos parte da mesma família eterna.

Nesse sentido, sejamos todos mentores — ansiosos para estender a mão e amparar uns aos outros a fim de nos tornarmos o melhor que podemos ser. Por sermos filhos de Deus, temos o potencial de nos tornarmos semelhantes a Ele. Amar a Deus e ao próximo, guardar os mandamentos de Deus e seguir o exemplo de Cristo constituem o caminho estreito, apertado e bem-aventurado que nos conduzirá de volta à presença de nossos pais celestes.

Se o Deus do Universo Se importa tanto conosco a ponto de ser um mentor para nós, talvez nós também possamos estender a mão a nossos semelhantes, sem distinção de cor, raça, situação socioeconômica, língua ou religião. Tornemo-nos mentores inspirados e abençoemos a vida dos outros — não só a de nossos próprios filhos, mas também a de todos os filhos de Deus no mundo inteiro.

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Ilustrações: Laura Zarrin