União Familiar

Manual de Sacerdócio Aarônico 1, 1992


Objetivo

Cada rapaz deverá entender que tem um lugar importante em sua família terrena.

Preparação

  1. 1.

    Materiais necessários:

    1. a.

      Obras-padrão para cada rapaz

    2. b.

      Gravura 3, crianças dizendo boa-noite aos pais, gravura 4, oração familiar, gravura 5, Maria, José e Jesus

    3. c.

      Um jarro de água e um copo

  2. 2.

    Prepare um quebra-cabeça com peças recortadas. Use um quebra-cabeça comum para crianças, ou faça um você mesmo.

Sugestão para o desenvolvimento da lição

A Família Tem um Lugar Importante no Plano de Nosso Pai Celestial

Gravuras e debate

Sem dizer à classe o assunto da aula, mostre as gravuras das famílias.

• O que estas gravuras têm em comum? (Todas as cenas representam famílias.)

Apresente as gravuras das famílias e aponte para a gravura de José, Maria e Jesus.

• Por que Jesus foi mandado para uma família?

• Como sua família o ajudou?

Escritura e debate com uso do quadro-negro

Peça a um rapaz que leia Lucas 2:52, enquanto os outros o acompanham em suas escrituras.

• Que palavras são usadas nesta escritura, para representar as áreas em que Jesus se desenvolvia? (Sabedoria, estatura, graça para com Deus e os homens.)

Prepare o quadro-negro da seguinte maneira:

Sabedoria

Graça para com Deus

Estatura

Graça para com os homens

Explique-lhes que, assim como o Salvador foi mandado para uma família, nós também fomos mandados para uma família, que nos ajudará a crescer, amadurecer e desenvolver nessas áreas.

• O que significa sabedoria? (O bom senso que vem com a experiência, ao tomarmos decisões corretas.)

• Como a família o ajuda a crescer em sabedoria?

Faça uma lista das respostas dos rapazes, embaixo da palavra “Sabedoria”.

Talvez queira compartilhar uma experiência breve e pessoal que teve com sua família, que o ajudou a crescer em sabedoria.

Citação

O Presidente N. Eldon Tanner, da Primeira Presidência, contou como aprendeu a tornarse uma pessoa responsável e de confiança:

“E por falar em sermos sempre dignos de confiança, tive uma experiência, quando menino, que influenciou grandemente minha vida e me proporcionou melhor compreensão do que significa ser uma pessoa digna de confiança. Certa ocasião, ao sair para cuidar de assuntos da Igreja, meu pai disse a mim e meu irmão: ‘Quero que façam isso, isso e isso, até que eu volte para casa.’ Pensamos que ele fosse ficar fora a tarde inteira. Morávamos na fazenda. Vimos alguns bezerros no curral e quisemos cavalgá-los antes de fazer o trabalho.

Meu pai voltou para casa antes do que esperávamos. Ele me chamou e disse: ‘Filho, pensei que podia contar com você’… Quando ponderei o assunto, decidi que nunca mais daria a quem quer que fosse motivo para me dizer: ‘pensei que podia contar com você, Eldon Tanner’. Quando fui para cama, naquela noite, tomei uma decisão e prometi ao Senhor em oração que procuraria viver de modo a nunca dar a alguém motivo para me dizer: ‘pensei que podia contar com você’”. (Conference Report, Conferência de Área de Paris, França, 1976, p. 25.)

Debate com uso do quadro-negro

• O que significa estatura? (Seu desenvolvimento e crescimento físicos. Também poderia significar tornar-se uma pessoa respeitada em seu ambiente.)

• Como sua família o ajuda a crescer em estatura e a desenvolver-se fisicamente? (Provendo abrigo, cuidados médicos, comida; encorajando o desenvolvimento de habilidades e talentos.)

À medida que os rapazes responderem, faça uma lista das respostas no quadro-negro, embaixo da palavra “Estatura”.

• O que acha que significa crescer “em graça para com Deus”? (Deus aprova nossas ações e está satisfeito conosco.)

• Quais são algumas das formas pelas quais a família pode ajudar-nos a crescer em graça para com Deus? (Ensinando-nos a viver os princípios do evangelho, fazendo reuniões de noite familiar e oração familiar periodicamente, estudando as escrituras, assistindo às reuniões da Igreja conosco e ajudando-nos a preparar discursos para a Igreja.)

Faça uma lista das respostas dos rapazes no quadro-negro, embaixo das palavras “Graça para com Deus”. Peça aos rapazes que contem experiências que tiveram, em que uma pessoa da família ajudou-os a chegar mais perto do Senhor. Se desejar, relate uma experiência própria.

• O que significa crescer em graça para com os homens? (Aprender a relacionar-se bem com os outros.)

• Que características a família pode ajudá-lo a desenvolver, que o ajudariam a se relacionar bem com as outras pessoas?

Faça uma lista das respostas dos rapazes no quadro-negro, embaixo de “Graça para com os homens”. As respostas podem incluir: desejo de compartilhar, consideração, respeito, cooperação, confiança, amor, responsabilidade, tolerância, paciência.

Nossa Família Nos Influencia e Nós Influenciamos Nossa Família

Lição com uso de objeto

Coloque um jarro de água e um copo sobre a mesa. Explique que o jarro representa nossa família e o copo nos representa. A água representa a ajuda dada por nossa família. A família pode ajudar-nos a ter as coisas de que precisamos no campo físico, mental e espiritual.

Vire o copo de cabeça para baixo.

• O que acontecerá se tentarmos encher um copo virado de cabeça para baixo?

• Quando somos como um copo virado de cabeça para baixo? (Quando não aceitamos a ajuda que a família nos dá.)

Vire novamente o copo e encha-o de água. Explique que quando aceitamos a ajuda de nossa família, é como encher o copo com água.

• Como sua família o ajuda?

Mostre novamente o gráfico no quadro-negro.

• Há outras maneiras pelas quais nossa família nos ajuda?

Depois que os rapazes responderem, despeje a água no jarro novamente.

• Como você ajuda sua família?

Faça uma lista das respostas dos rapazes no lado direito do quadro-negro.

Explique que cada rapaz é apenas uma pessoa, mas tem o poder de influenciar muitas outras. As pessoas mais próximas são as que fazem parte de nossa família. Embora as amemos mais do que qualquer outra pessoa, às vezes não lhes demonstramos amor nem respeito. Elas percebem nosso estado de espírito, todos os dias, e são influenciadas por nossas ações. Nosso estado de espírito pode refletir o delas e o seu estado de espírito freqüentemente reflete o nosso. Por esse motivo, precisamos estar sempre conscientes de como influenciamos os outros, tentando sempre exercer uma influência positiva e feliz.

História

A seguinte história mostra como podemos influenciar a família para o bem.

“Somos muito felizes por ter no lar um bonito filho de dezessete anos chamado João. Ele sempre foi uma criança maravilhosa, mas há cerca de um ano, começamos a notar que era ainda mais especial que de costume. Ele se tornou nosso pacificador. Sempre que havia um problema em casa, era a sua atuação calma e serena que logo trazia a paz ao lar novamente. Sempre que alguém tinha um dia duro ou um desapontamento, encontrávamos João conversando com essa pessoa calmamente, em um canto, e encorajando-a, até que ela se sentisse bem novamente. Muitas vezes, os membros da família compartilhavam comigo coisas que ele lhes havia escrito, dizendo-lhes que os amava e achava que eram especiais.

Finalmente, disse-lhe que tínhamos notado e apreciado sua influência na família e perguntei-lhe se havia uma razão para a atitude maravilhosa que estava demonstrando. Nunca esquecerei sua resposta. Disse: ‘Tenho lido as escrituras todos os dias e elas mudaram minha vida.’ Na verdade, elas mudaram sua vida e, ao fazê-lo, mudaram a vida e o espírito de toda a família.”

Quadro-negro

• De que maneira João ajudou a família? Faça uma lista de suas respostas no quadro- negro, embaixo das palavras “Graça para com os homens”.

Cada Portador do Sacerdócio Aarônico Tem um Lugar Especial em Sua Família

Quebra-cabeça e debate

Dê a dois ou três rapazes um quebra-cabeça simples, com uma peça faltando, e peça-lhes que o montem. Quando perguntarem pela que está faltando, dê-lhes a peça. Ao terminarem, junte todas as peças antes de continuar.

• Por que a peça que faltava no quebra-cabeça era importante para o restante dele?

• Faria alguma diferença qual peça do quebra-cabeça estivesse faltando? (Todas as peças são necessárias para completar o quebra-cabeça.)

• De que modo o quebra-cabeça e a peça que faltava poderiam ser relacionados com as famílias?

• Mesmo que tenhamos muitos membros em nossa família, por que ainda nos sentimos incompletos quando alguém está faltando?

Faça com que o grupo entenda que toda pessoa tem um lugar especial na família e uma contribuição única a oferecer.

Explique que uma mãe certa vez comentou que cada filho tinha um lugar especial em seu coração e na família, o qual nenhuma outra pessoa ou membro da família poderiam preencher. Quando aquele filho ia embora, ficava um vazio ou lacuna até que ele voltasse. Esse é o nosso caso, tanto em nossa família terrena como na família celestial. Haverá sempre um lugar especial para nós; quando nos afastamos, nossa falta é sentida e haverá um vazio até que voltemos. Nosso Pai Celestial sente falta de nós, quando nos afastamos de sua presença, e quer que cada um de nós volte para sua família celestial, exatamente como o querem nossos pais terrenos. Ele nos abençoou com famílias na mortalidade, para nos ajudar a desenvolver as qualidades de que necessitamos para voltar a ele.

História

A seguinte história mostra como as famílias sentem-se a respeito de cada um de seus membros em particular.

“Ao viajarmos para casa de volta das férias, nosso carro estava cheio de malas e pessoas. Vovô e vovó tinham ido conosco naquele ano, de modo que havia oito no carro. Eu sempre arrumava a parte traseira do carro com cobertores, para que as crianças pudessem brincar e cochilar. Especialmente os pequenos gostavam muito de ficar lá atrás. Quando paramos para colocar gasolina, as crianças saíram do carro para esticar as pernas e correr um pouco. Quando Estevão voltou para entrar no carro, notei que seus pés descalços estavam cobertos de óleo e graxa. Dei-lhe os sapatos e as meias e disse-lhe que fosse lavar os pés e pusesse os sapatos, e então poderia ir para a traseira do carro, onde tanto gostava de ficar.

Nesse meio tempo, pusemos gasolina no carro e fomos até uma lanchonete próxima, onde compramos limonada para tomar com o lanche. Então partimos em direção a nossa casa.

Aproximadamente meia hora depois, ao aproximar-se a hora do almoço, comecei a servir os sanduíches. ‘Estevão’, chamei em direção à traseira do carro, ‘que tipo de sanduíche você quer?’

Não pude ouvir a resposta no meio de tantas vozes e por isso repeti a pergunta um pouco mais alto. Não obtive resposta. E então as crianças começaram a gritar: ‘Estevão não está aqui. Não está no carro. Nós o deixamos lá atrás, no posto de gasolina.

Era verdade. Estevão não estava conosco. Senti um arrepio gelado e todo meu corpo se encheu de ansiedade, a ponto de quase ficar fisicamente doente. Meu pequeno Estevão estava lá para trás sozinho, no posto de gasolina, com medo e perguntando-se por que o havíamos deixado.

Não podíamos atravessar a estrada imediatamente, de modo que continuamos a viajar para longe de nosso garoto perdido, até que meu marido viu um lugar onde podíamos fazer o retorno em segurança. Então, na direção certa, mal podíamos controlar a velocidade, de volta para o posto de gasolina.

Aqueles quarenta e cinco minutos pareceram quarenta e cinco horas. Todo tipo de pensamentos passou-me pela mente. E se alguém da polícia rodoviária o tivesse pegado e estivesse tentando nos alcançar? Nós estávamos voltando. Eles nunca nos achariam. E se qualquer outra pessoa o tivesse pegado? Estaria ele chorando desesperadamente e morrendo de medo? Estávamos todos tentando confortar uns aos outros. Os irmãos choravam e sentiam medo por ele. Vovó sentava na beirada do banco. Papai dirigia tão rapidamente quanto podia, sem abusar da segurança, Vovô o estava apressando. Ao mesmo tempo, eu tentava convencer-me de que logo estaríamos lá e tudo estaria bem.

Ao entrarmos no posto, lá estava Estevão, segurando firmemente a mão de um homem gentil, que havia esperado com ele o tempo todo. O homem estivera confortando-o e assegurando-lhe que sua família logo estaria de volta para apanhá-lo. Estevão não estava chorando, mas parecia triste e com medo. Nós paramos, chiando os pneus. Abri a porta rapidamente. Ele correu e pulou em meus braços. Quando ambos começamos a soluçar, as lágrimas misturadas pareciam lavar nossa agonia e medo. Havia lágrimas de alegria em todos os rostos no carro. A reunião foi algo que nenhum de nós esquecerá. Estarmos todos juntos outra vez, em família, foi uma alegria que não podemos descrever. Enquanto um de nós estava perdido, todos os pensamentos e todas as orações eram para ele; só quando foi encontrado é que voltamos a ser um.”

Conclusão

Testemunho

Preste testemunho aos jovens da importância das famílias e de cada membro individualmente. Você talvez queira expressar seus sentimentos a respeito de sua própria família.

Desafio

Desafie cada rapaz a escolher uma qualidade dentre as que foram alistadas no quadro- negro e esforçar-se para melhorar aquele aspecto de sua vida em particular durante a semana seguinte.