Obra Missionária através do Exemplo

Manual de Sacerdócio Aarônico 1, 1992


Objetivo

Cada rapaz deverá difundir o evangelho por meio do exemplo.

Preparação

  1. 1.

    Materiais necessários:

    1. a.

      Obras-padrão para cada rapaz

    2. b.

      Lápis para marcar as escrituras

    3. c.

      Um lápis preto ou caneta para cada rapaz

  2. 2.

    Prepare um cartaz com a seguinte citação (optativo):

    “Todos os santos dos últimos dias devem saber que muitas almas são atingidas ou perdidas através do exemplo e da influência que cada um de nós irradia” (John T. Kesler, “Being an Example”, Ensign, outubro de 1977, p. 58.)

  3. 3.

    Prepare uma cópia do lembrete “Que Tipo de Exemplo Sou Eu?” para cada rapaz.

  4. 4.

    Peça a dois ou três rapazes que estejam preparados para contar uma experiência em que um bom exemplo os encorajou ou encorajou alguém que conheçam a aprender mais a respeito do evangelho.

Sugestão para o desenvolvimento da lição

Podemos Despertar nos Outros Interesse pela Igreja por Meio de Nosso Exemplo

História

Peça aos rapazes que tentem determinar o tema principal da aula enquanto relata a seguinte história verídica:

“Quando minha mãe, Mary Graham, tinha aproximadamente quatorze anos, seu pai estava em seu leito de morte. Um élder da Igreja bateu à porta com um folheto, falando da restauração do evangelho. Seu pai leu o folheto e disse: ‘Mary, minha filha, isso é verdade. Acredito que esse jovem nos trouxe o evangelho verdadeiro. Procure esse evangelho verdadeiro e abrace-o.’

Depois da morte do pai (a mãe já havia falecido alguns anos antes), a órfã Mary empregou-se como criada da rica família Allen. Quando souberam que ela estava pesquisando o mormonismo, disseram-lhe com raiva que estava prejudicando seus negócios ao assistir àquelas reuniões. O povo estava começando a pensar que os Allen eram simpáticos àquela religião impopular.

Numa noite escura e chuvosa, toda a família Allen reuniu-se e chamou Mary para perto deles. Amargamente, o pai disse: ‘Mary, eis a porta da rua. Faça sua escolha agora. Ou fica em nosso lar e desiste do mormonismo, ou sai de nossa casa esta noite.’ Ela chorou por isso. Naturalmente, ela gostaria de ficar, mas não podia renunciar ao evangelho, pois sabia que era verdadeiro. Mary, sem casa, saiu na noite gelada com apenas um pouco de dinheiro no bolso. Com esse dinheiro, ela pagou a um amigo de seu pai, que lhe alugou uma sala, onde os élderes poderiam pregar.

Mary arranjou outros amigos. Ela conseguiu outro emprego, casou-se e teve uma família de treze filhos, nascidos na Escócia. Em 1872, mudaram-se para Utah. Quando chegaram à Cidade do Lago Salgado, a família Allen estava lá para recepcioná-los e levá-los para sua casa para uma bela refeição. ‘É por sua causa que estamos na Igreja’, declararam.

Quando Mary, com tanta coragem, deixara a casa dos Allen, na Escócia, ao invés de desistir de sua fé, a família Allen concluiu que aquela religião deveria ser uma coisa extraordinária. Eles a consideravam uma das melhores e mais meigas jovens que conheciam. O Sr. Allen disse: ‘Não pude deixar de sentir que havia algo mais no mormonismo que não podíamos compreender, não podia ser apenas uma religião inventada pelos homens’. Ele e sua família pesquisaram, filiaram-se à Igreja, emigraram para Utah e recepcionaram a família de Mary quando estes lá chegaram.” (Conforme relato de Robert D. Young, “Genealogical Evenings in the Home’, Improvement Era, janeiro de 1965, p.33.)

• Que tipo de pessoa deve ter sido Mary para ter tido uma influência tão grande sobre seus patrões?

Apresentação pelo consultor

• Alguém já lhe disse que o viu em algum lugar - como por exemplo em um programa esportivo, numa loja ou num teatro - e você nem sabia que essa pessoa estava lá?

• Isso o fez perceber que as pessoas o estavam observando sem que estivesse consciente disso?

Se possível, relate ocasiões em que reparou em alguma coisa que um dos meninos fez, sem que ele percebesse que você estava observando. Ajude-os a perceberem que suas ações estão sendo observadas por outras pessoas, quer saibam, quer não.

• Por que é importante que sejamos um bom exemplo em todas as ocasiões? (Nossas ações podem levar alguém a interessar-se pelo evangelho. Entretanto, um exemplo ruim poderia desencorajar os outros a quererem saber mais.)

Escritura e debate

• Como você acha que o Pai Celestial se sente em relação àqueles que dão maus exemplos?

Peça a um rapaz que leia Marcos 9:42 e relacione esse versículo com aqueles que ofendem os outros com seus maus exemplos.

Quadro-negro ou cartaz

Mostre o cartaz que preparou ou escreva a seguinte citação no quadro-negro: “Todos os santos dos últimos dias devem saber que muitas almas são atingidas ou perdidas através do exemplo e da influência que cada um de nós irradia.” (John T. Kesler, “Being An Example”, Ensign, outubro 1977, p.58.)

• Como o nosso exemplo pode ajudar outras pessoas a encontrarem a verdade?

Explique que muitas pessoas se filiaram à Igreja por causa do exemplo digno de um membro.

Explique que apresentar o evangelho aos outros nem sempre significa que temos que nos sentar com eles e falar de religião. Algumas pessoas se interessarão mais pelo evangelho se puderem perceber, através da maneira como vivemos, que ele faz uma grande diferença em nossa vida. A seguir há uma história verídica sobre um jovem que inspirou um amigo de forma inesperada.

História

“Alan Harris e Ed Hoppes tinham se conhecido durante o serviço militar. Harris era um santo dos últimos dias de Layton, Utah, e era técnico da área médica. Hoppes era técnico de raio-x e vinha de Springfield, Ohio.

Davam-se muito bem. Nenhum deles gostava da vida noturna. Sempre que tinham tempo livre, saíam para longas caminhadas. Visitavam lugares de interesse histórico.

‘Às vezes, simplesmente nos deitávamos na grama e observávamos as nuvens. Não acho que conversássemos muito, exceto a respeito da vida na fazenda. Nós dois gostávamos da vida no campo. Não me lembro de termos falado muito sobre religião. Apenas parecíamos saber que ambos vínhamos de bons lares religiosos’, disse Alan.

Aparentemente, Alan não percebeu por muitos anos que suas atitudes e bons hábitos transmitiam mais a Ed do que as palavras que trocavam.

[Quando a Segunda Guerra Mundial terminou, os dois militares voltaram para casa. Ed Hoppes tornou-se empreiteiro e dedicou-se à construção de casas.] Ele…estava fazendo os projetos para construir shopping centers, igrejas, escolas e 2.200 novas residências na pequena cidade de Northridge.

[Um dia], três jovens senhoras casadas decididas foram a seu escritório. Disseram que representavam um novo ramo de A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias.

‘Trata-se da Igreja Mórmon?’, perguntou Ed.

‘Somos conhecidos como mórmons’, disseram elas.

Tinham sido autorizadas pelos líderes do ramo a entrar em contato com o Sr. Hoppes a fim de ver se ele lhes venderia um terreno onde pudessem construir uma capela.

‘Tive um bom amigo durante o serviço militar que era membro de sua igreja’, disse para as jovens. ‘Senti-me inspirado e impressionado pela vida limpa e sadia que ele levava. Saibam o que vou fazer. Vou doar-lhes o terreno de que precisam para construir a capela. Não lhes custará nenhum centavo.’

Ed Hoppes entregou ao Comitê de Construção do Ramo de Springfield a escritura de dois acres de terra, de alto valor comercial. Ele também prestou outros serviços de valor para ajudar na construção. Tudo porque conheceu um jovem mórmon que levou sua religião a sério e inspirou outra pessoa.” (Dorothy O. Rea, “…When You Lest Expect It”, Church News, 21 de janeiro de 1967, p.11.)

Escritura e debate

Peça a um jovem que leia Mateus 5:16. Peça aos rapazes que marquem essa escritura.

Debata como as pessoas das histórias contadas deixaram resplandecer sua luz de forma a influenciar outras pessoas.

Relatos Permita que os rapazes designados tenham oportunidade de relatar qualquer experiência pessoal em suas próprias famílias em que um bom exemplo tenha influenciado alguém para aprender mais a respeito do evangelho. Deixe que qualquer um dos outros jovens relate experiências semelhantes que conhecerem.

Como Posso Ser um Exemplo

Lembretes Para ajudar os rapazes a ponderar o tipo de exemplo que estão dando, dê a cada rapaz uma cópia do questionário “Que Tipo de Exemplo Sou Eu?” e um lápis. Depois que todos os rapazes tiverem completado a lista de verificação, encoraje-os a comentarem a respeito de qualquer uma das perguntas. Sugira que levem as listas de verificação para casa e procurem meios de melhorar seus exemplos.

Escritura

Peça aos rapazes que leiam Doutrina e Convênios 123:12. Ressalte a frase “só estão afastados da verdade por não saberem onde encontrá-la.” Depois leia a seguinte declaração:

“Se estamos dando um bom exemplo de como o evangelho afeta nossa vida, as pessoas vão notar - e freqüentemente se interessarão em saber o que faz a diferença em nossa vida…

O coração dos que não são membros se abre primeiro pela boa impressão da Igreja e de seus membros, e pelo amor e preocupação dos membros que conhecem” (Jay A. Parry, “Converts Tell… What Brought Me In”, Ensign, fevereiro de 1978, p.43.)

Lembre aos jovens que eles têm oportunidade de ser um exemplo para os outros ao viverem os ensinamentos do evangelho e ao seguirem Cristo como o maior exemplo em sua vida.

Para enfatizar isso, peça a um rapaz que leia I Timóteo 4:12, enquanto os outros acompanham em suas escrituras.

Conclusão

Desafio

Desafie os rapazes a escolherem duas ou três áreas na lista de verificação que possam melhorar e a se esforçarem nessas áreas durante a semana seguinte.