Tornar-se um Mestre Familiar Melhor

Manual de Sacerdócio Aarônico 1, 1992


Objetivo

Através da preparação e do amor, todos os rapazes serão uma bênção para as famílias que ensinam.

Preparação

  1. 1.

    Materiais necessários:

    1. a.

      Obras-padrão para cada rapaz

    2. b.

      Lápis para marcar as escrituras

  2. 2.

    Faça uma cópia do lembrete “Os Dez Mandamentos do Mestre Familiar” para cada rapaz e para os líderes de dupla de mestre familiar que assistirão à reunião.

  3. 3.

    Faça uma cópia do lembrete “Quatro Famílias” para cada rapaz.

Observação para o professor

Freqüentemente fazemos com que nossos jovens se conscientizem da responsabilidade de seus chamados,mas damos-lhes pouca ajuda para cumprirem e magnificarem tais chamados. Esta lição tem por propósito ajudá-lo a auxiliar os jovens a magnificarem seus chamados como mestres familiares, não apenas agora, mas pelo resto da vida.

Esta lição será muito mais eficiente e terá uma influência muito mais duradoura sobre os rapazes, se seus companheiros de visita partilharem desta reunião especial do quorum. Se seu bispo aprovar, faça os arranjos e convites necessários.

Sugestão para o desenvolvimento da lição

Introdução

Quadro-negro e debate Faça, no quadro-negro, uma espécie de escala, como a seguinte:

scale from 0 to 10

• Como você classificaria sua atuação como mestre familiar? (Deixe que cada rapaz responda, indicando onde haveria de colocar-se a si mesmo na escala desenhada. Talvez você deseje escrever as iniciais de cada rapaz no lugar de onde se colocou.)

Explique que os mestres familiares representam o bispo e o presidente do quorum nas visitas.

• Em que lugar da escala o bispo e o presidente do quorum gostariam que vocês estivessem? Debata as respostas e marque as conclusões finais na escala.

Diga aos rapazes que você gostaria de despender o restante da lição ajudando-os a se tornarem melhores mestres familiares.

O Bom Mestre Familiar Preocupa-se com Suas Famílias e As Serve

Primeiro lembrete e debate

Distribua entre os rapazes e os mestres familiares convidados o lembrete “Os Dez Mandamentos do Mestre Familiar”. Debata rapidamente cada “mandamento”, cuidando para que os rapazes compreendam a sua importância. Saliente que a forma como cada mandamento é observado pode demonstrar se eles realmente se preocupam com cada membro das famílias que lhes foram designadas. Por exemplo:

• Como pode o ato de marcarmos a visita com antecedência com a família mostrar que realmente nos importamos com ela? (Mostramos que respeitamos sua privacidade e seus compromissos.)

Continue com o segundo mandamento, e assim por diante, até haver debatido rapidamente todos eles.

Segundo lembrete e debate

Distribua o lembrete “Quatro Famílias”.

Leia junto com os rapazes todas as descrições. Não haverá tempo para debater cada um dos dez mandamentos em relação às quatro famílias; portanto, recomenda-se que se escolham três ou quatro deles, para servirem de exemplos do que o bom mestre familiar deveria fazer. Os escolhidos poderão ser os de número 2, 3, 8 e 9, se forem do seu agrado.

Faça perguntas semelhantes às abaixo:

• Como poderiam fazer com que suas orações, na capacidade de mestres familiares, fossem mais significativas, ao visitarem a família Pereira? E a família Souza? E a família Teixeira? E a irmã Tereza?

Continue fazendo o mesmo tipo de perguntas, até ter debatido três ou quatro dos dez mandamentos, aplicando-os a todas as quatro famílias. Não se esqueça de salientar a importância de amar e cuidar de cada família e de cada indivíduo.

Como Posso Ser um Mestre Familiar Melhor

História

Diga aos rapazes que vai contar uma história verídica sobre um jovem como eles, que era um bom mestre familiar. Peça-lhes que observem, à medida que você lê a história, quais os mandamentos do ensino familiar que este jovem seguiu.

“Recentemente…um irmão e seu filho, um mestre, foram designados para serem nossos mestres familiares. Nós sabíamos da dedicação do pai ao evangelho, mas não o que esperar de seu filho, embora sua aparência e comportamento indicassem a mesma dedicação. Durante a primeira visita deles, fiquei de olho no rapaz. Além de se mostrar razoavelmente quieto, tudo o que fazia ou dizia emprestava dignidade ao sacerdócio que possuía. Logo souberam que nosso filhinho falecera um ano antes e que estava para nascer outra criança. Daquele momento em diante, eles tornaram-se uma parte especial de nossa vida, orando por nós e nos incentivando. Ao fim daquela primeira visita, pedi ao rapaz que oferecesse a oração. Na prece, ele pediu ao Senhor que nos sustentasse na perda de nosso filho e abençoasse a criança que estava para nascer. Rogou, especificamente, que minha esposa não tivesse dificuldades em dar à luz o filho. Minha esposa e eu nos sentimos comovidos com a sinceridade e sensibilidade daquele jovem mestre. Durante os dias e semanas seguintes, esses irmãos pediam notícias nossas periodicamente (mais do que uma vez por mês.) Após o nascimento do bebê, o rapaz e seu pai nos trouxeram um presente. Ao ajoelharmo-nos todos em oração, o mestre expressou seu agradecimento ao Senhor pelo feliz nascimento da criança.” (“O Papel do Mestre”, A Liahona, novembro de 1974, pp. 20-21.)

Debate

• A que mandamento do mestre familiar este jovem obedeceu especialmente bem? (Os de número 5,7,8,9 e 10.)

História

“Quando menino, eu sempre esperava pela visita dos mestres familiares. De quem eu mais me lembro é do irmão Labelle, que sempre nos visitava. O irmão Labelle era um jovem de mais ou menos quinze anos, quando começou a ir à nossa casa…Era um bom atleta e um dos jogadores de futebol mais promissores da escola, mas, acima de tudo, era um bom santo dos últimos dias, e eu o admirava pela maneira como portava o sacerdócio de Deus.

Ele era alegre e cortês com toda a minha família. Não falava muito, mas o que dizia sempre fazia sentido para nós e nos parecia bom. Eu via o irmão Labelle na cidade, na escola e em outros lugares, e realmente admirava o seu exemplo. Ele sabia o meu nome, e sempre que me via me acenava, cumprimentando. Como eu me sentia privilegiado então (com dez anos) em receber suas visitas. Francamente, não consigo lembrar-me do companheiro sênior daquela dupla. Tenho certeza de que ele era um bom homem e que também o admirávamos, mas para um menino que ainda estava no quinto ano, aquele mestre de quinze anos, irmão Labelle, era realmente alguém especial. O bispo não poderia ter enviado ninguém melhor para nos visitar. Graças à influência daquele mestre de apenas quinze anos de idade, ainda me lembro claramente de eventos passados há trinta e três anos.” (Conforme contado em Priesthood Study Course, Teachers Quorum, Série B [1971], p. T-10.)

• Quais foram algumas das coisas que o irmão Labelle fez, que o tornaram tão importante aos olhos deste menino?

Atividade

Peça aos rapazes e seus companheiros adultos que coloquem uma marca em suas cópias de “Os Dez Mandamentos do Mestre Familiar” em frente de cada um dos mandamentos a que já estão obedecendo completamente. Conceda-lhes tempo para fazerem isto juntos, conscientemente, depois peça-lhes que virem os papéis e desenhem um gráfico simples, com duas colunas, como abaixo. Faça com que alistem os próximos quatro meses do ano na coluna dedicada aos meses, e que determinem quais dos dez mandamentos desejam cumprir melhor a cada mês, marcando-os na coluna da direita. O gráfico deverá ficar semelhante a este:

MÊS MANDAMENTO A SER MELHOR

CUMPRIDO

Maio Orar com as famílias Junho Marcar as visitas com antecedência Julho Lembrar dos aniversários fazendo uma visita breve Agosto Ficar mais atento às emergências

Conclusão

Citação

Leia em voz alta a seguinte declaração do Presidente Ezra Taft Benson:

“Eis algumas perguntas que todo verdadeiro [mestre familiar] deveria fazer…Estais cuidando de vossas famílias como deveríeis?

Estais satisfazendo suas necessidades?

Cuidais do bem-estar de vossas famílias a ponto de conhecer seus interesses, vos lembrardes de aniversários e datas especiais e orardes continuamente por elas?

Sois os primeiros a chegar, quando a família precisa de assistência?

O chefe da família recorre primeiro a vós?

Atentais para as necessidades de cada membro da família?

Quando uma das famílias a vosso encargo muda de casa, sabeis para onde vão? Esforçai-vos para conseguir o novo endereço? Verificastes junto aos vizinhos, amigos e parentes?” (“Um Apelo ao Sacerdócio: Alimentem Minhas Ovelhas”, A Liahona, julho de 1983, pp. 81-82.)

Desafio

Incentive cada um dos rapazes, com seus companheiros, a fazerem o acordo de se tornarem mestres familiares mais eficientes e prestativos.

Os Dez Mandamentos do Mestre Familiar

  1. 1.

    Marcareis com antecedência toda visita que fizerdes.

  2. 2.

    Orareis juntos antes de sairdes para fazer as visitas.

  3. 3.

    Preparareis uma mensagem apropriada para cada família.

  4. 4.

    Sereis pontuais em vossas visitas.

  5. 5.

    Sereis cordiais e demonstrareis interesse naquilo que as famílias tiverem a dizer durante a visita.

  6. 6.

    Vossas visitas serão breves.

  7. 7.

    Orareis com cada família antes de terminar a visita (se o dono da casa consentir).

  8. 8.

    Fareis contatos ou visitas, se achardes serem necessárias.

  9. 9.

    Fareis visitas, enviareis cartões ou telefonareis, lembrando os aniversários de cada membro da família, ou outras ocasiões especiais.

  10. 10.

    Ficareis alerta a toda e qualquer emergência e outras formas de poder ser úteis às vossas famílias.

Quatro Famílias

A família PEREIRA é constituída por um casal jovem com três filhos pequenos. Foram convertidos à Igreja e são muito fiéis em tudo o que lhes é pedido. Um dos filhos vive constantemente doente, mas eles enfrentam o problema com bom ânimo. O filho mais velho está com quase oito anos. A família Pereira é bem educada e gosta de música clássica, poesia e teatro.

A família SOUZA é composta de um casal mais velho, com uma filha adolescente. Todos os filhos mais velhos estão casados e têm os próprios lares. A filha adolescente não demonstra interesse pela Igreja e se tornou inativa. Associou-se a um grupo de jovens rebeldes e causa muita preocupação aos pais. Seus interesses principais são o cinema e sua coleção de caixas de fósforos.

A família TEIXEIRA é muito boa, mas está inativa. Deixam os mestres familiares visitarem-nos, mas não se envolvem em nenhuma das funções da Igreja. Tem filhos adolescentes e filhos pequenos, mas nenhum deles vai à Igreja. Os filhos adolescentes gostam de atividades ao ar livre, adoram nadar e praticar esportes em geral.

A irmã TEREZA é uma velhinha muito querida, membro da Igreja há muito tempo. Ela faz todo o possível para não faltar às reuniões no domingo, mas nem sempre isto lhe é fácil. Gosta muito de plantas, cultiva lindas folhagens e tem um belo jardim. Sente-se solitária e gosta muito da visita dos mestres familiares.