“O Campo Já Está Branco para a Ceifa”

Doutrina e Convênios e História da Igreja: Manual do Professor de Doutrina do Evangelho, 2000


Objetivo

Ajudar os alunos a tomarem a resolução de fortalecerem o reino de Deus, trabalhando diligentemente, principalmente na divulgação do evangelho por intermédio da obra missionária.

Preparação

  1. 1.

    Em espírito de oração, estude as seguintes escrituras e outros materiais:

    1. a.

      Doutrina e Convênios 4, 11, 12, 14, 15, 16, 18, 31, 33, 75 e as outras escrituras citadas na lição.

    2. b.

      Nosso Legado, p. 11.

  2. 2.

    Estude o material do Guia de Estudo do Aluno (35686 059) referente a esta lição. Prepare-se para utilizá-lo durante a aula.

Sugestões para o Desenvolvimento da Lição

Atividade Motivadora

Considere o que seja mais adequado e utilize esta atividade ou outra de sua preferência para iniciar a aula.

Escreva Samuel Smith Phineas Young e John P. Greene → ____________________ no quadro negro. Diga que assim que o evangelho foi restaurado, a Igreja deu início a um intenso trabalho missionário para divulgar as boas-novas em todo o mundo. Muitos recém-conversos aceitaram entusiasmados o chamado para serem missionários. Um deles foi Samuel, irmão de Joseph Smith.

Em abril de 1830, Samuel Smith começou a percorrer as cidades vizinhas, no Estado de Nova York, para pregar o evangelho e apresentar o Livro de Mórmon às pessoas. Ele não foi muito bem-sucedido, mas conseguiu vender um exemplar do livro a um homem chamado Phineas Young. Em junho de 1830, Samuel foi designado por Joseph Smith para fazer uma viagem missionária ao Leste dos Estados Unidos. Ele percorreu 25 milhas (aproximadamente 40 quilômetros) a pé no primeiro dia e parou em várias casas, mas foi tratado com rudeza e não foi ouvido. No dia seguinte, deixou um exemplar do Livro de Mórmon com John P. Greene, que era pastor metodista. Rhoda, mulher de John Greene, era irmã de Phineas Young.

Samuel foi rejeitado por quase todas as pessoas com quem falou e ficou com a sensação de que sua missão não fora muito bem-sucedida. Entretanto, o livro que deixou com Phineas e o que deixou com John P. Greene levaram-nos à conversão, bem como muitas outras pessoas. Por exemplo, Phineas Young e Rhoda Greene tinham um irmão chamado Brigham, que se converteu e veio a ser o segundo Presidente da Igreja. Heber C. Kimball, que era amigo de Brigham Young, também se filiou à Igreja e, posteriormente, fez parte da Primeira Presidência. Tanto Brigham Young como Heber C. Kimball serviram como instrumento para a conversão de milhares de pessoas nos Estados Unidos e na Inglaterra.

Saliente que se você fosse preencher a lacuna no quadro-negro com o nome de todas as pessoas que foram influenciadas pelo serviço missionário de Samuel Smith, teria de escrever milhões de nomes. Alguns dos grandes líderes da Igreja estão entre as pessoas que foram influenciadas diretamente por esse trabalho, bem como muitos alunos de sua classe (se não todos). Sugere-se que você escreva o seu nome e o nome de alguns alunos no quadro-negro.

Esta aula fala de algumas revelações fundamentais que o Senhor fez com relação ao trabalho em Seu reino, principalmente o trabalho de proclamação do evangelho. Saliente que assim como o serviço que Samuel Smith prestou como missionário foi uma bênção para muitas gerações de membros da Igreja, existe a possibilidade de que, divulgando o evangelho, abençoemos muitas pessoas agora e centenas, ou até milhares, de pessoas no futuro.

Discussão e Aplicação

Esta lição contém mais material do que é possível ensinar em uma aula. Em espírito de oração, escolha as partes da lição mais adequadas às necessidades dos alunos.

Em fevereiro de 1829, os pais de Joseph Smith fizeram uma visita a ele e a Emma em Harmony, Pensilvânia. Nessa ocasião, o Profeta pediu ao Senhor e recebeu uma revelação para seu pai, Joseph Smith Sr., que está registrada em D&C 4.

Além da revelação para o pai, o Profeta recebeu revelações para muitas pessoas que lhe pediram que perguntasse ao Senhor o que Ele desejava que fizessem. Algumas dessas revelações estão registradas em D&C 11, 12, 14, 15 e 16. Ainda que essas revelações se refiram a determinadas pessoas, os princípios que contêm dizem respeito a todos os que trabalham no reino do Senhor. (D&C 11:27)

1. “[Servi-O] de todo o coração, poder, mente e força”

• Leia D&C 4:1–2 com os alunos. De acordo com o versículo 2, o que o Senhor exige de quem trabalha em Seu reino? O que significa servir com todo o nosso coração, poder, mente e força? (Indica dedicação total ao serviço do Senhor.)

• Por que é importante que devotemos todo o nosso ser ao serviço do Senhor? Por que nem sempre nos empenhamos totalmente no serviço do Senhor? Como podemos aumentar o nosso empenho em servir ao Senhor com devoção total?

Diga que o pai de Joseph Smith dedicou a vida ao serviço do Senhor, como instruído em D&C 4. Leia esta história que demonstra o quanto ele se empenhava em divulgar o evangelho:

“Joseph Smith Sr. tinha um testemunho muito intenso e estava sempre ansioso por falar dele a outras pessoas. Quando estava com quase sessenta anos, fez uma viagem tediosa (…) para levar o evangelho a seus pais, irmãs e irmãos. Pouco depois de voltar [para casa], foi preso devido a uma pequena dívida (devia 14 dólares) pois não quis negar a origem divina do Livro de Mórmon, que era a condição para que a dívida fosse perdoada! Colocaram-no na mesma cela que um assassino condenado e não lhe deram comida por quatro dias. Depois, ele foi transferido para o campo de trabalho da prisão, onde pregou o evangelho e converteu duas pessoas que, posteriormente, vieram a ser batizadas. Ele passou um mês inteiro na prisão, até que a família conseguisse que fosse libertado.” (E. Ceci McGavin. The Family of Joseph Smith, 1963, p. 68; ver também Lucy Mack Smith, History of Joseph Smith, (org.) por Preston Nibley, 1958, pp. 172–173, 179–186.)

• Como podemos demonstrar o mesmo empenho de Joseph Smith Sr. em divulgar o evangelho? Relatem ocasiões em que falaram do evangelho à família ou aos vizinhos, aos colegas de escola ou de trabalho, a pessoas que tenham conhecido em alguma viagem ou em outras situações.

2. Preparem-se para servir ao Senhor.

Em todo o livro de Doutrina e Convênios, o Senhor aconselha que nos preparemos para servi-Lo. Diga que devemos estar continuamente empenhados nessa preparação durante toda a nossa vida.

• Citem alguns atributos que o Senhor deseja que as pessoas que O servem tenham. (Ver as escrituras abaixo. Faça uma lista dos atributos no quadro e utilize as perguntas para promover a discussão.)

  1. a.

    D&C 4:3; 11:8. Por que desejar é importante quando servimos o Senhor? Como podemos fazer com que o nosso desejo de servi-Lo aumente?

  2. b.

    D&C 4:5–6; 12:8; 18:19. Que atributo é repetido mais vezes nesses versículos? Peça aos alunos que falem de experiências que demonstrem a importância que algum desses atributos tenha quando servimos ao Senhor.

  3. c.

    D&C 11:6, 20. Por que a obediência é importante quando servimos ao Senhor?

  4. d.

    D&C 4:7; 31:12. Falem de como a oração os tem ajudado a servir ao Senhor.

Incentive os alunos a escolherem um desses atributos e empenharem-se em melhorá-lo.

• Leia D&C 11:21 com os alunos. O que aprendemos com esse versículo quanto à preparação para servir ao Senhor? Como as suas experiências demonstram que esse é um conselho sábio?

3. “O campo está branco.”

Em todo o livro de Doutrina e Convênios, o Senhor transmite a idéia da urgência de pregar o evangelho. Isso acontece porque o objetivo da obra missionária é “a salvação de almas”. (D&C 100:4)

• Leia D&C 4:4, 11:3 e 33: 3 com os alunos. O que o Senhor quer dizer com a comparação entre a obra missionária e um campo pronto para a colheita? (Uma das respostas pode ser que muitas pessoas estão preparadas para receber o evangelho.)

• O Senhor advertiu os élderes a não serem ociosos e disse que deveriam “ir sem demora”. (D&C 60:13; 75:3) Como essa advertência se aplica a nós? Por que algumas pessoas adiam o momento de falar do evangelho?

O Élder Henry B. Eyring, do Quórum dos Doze, contou a seguinte experiência:

“É fácil dizer ‘não é o momento’, mas a procrastinação é perigosa. Há anos, trabalhei para um homem na Califórnia. Ele deu-me um emprego, era bom para mim, parecia preocupar-se muito comigo. Talvez eu tenha sido o único membro da Igreja que ele chegou a conhecer bem. Não sei dizer todas as razões que me fizeram esperar um momento melhor para falar com ele sobre o evangelho. Só sei que me lembro da tristeza que senti quando soube que depois de haver-se aposentado e mudado para longe, ele e a mulher haviam sido assassinados ao irem de carro para sua casa em Carmel, na Califórnia, tarde da noite. Ele amava a mulher. Amava os pais. Amava os netos e continuará a amá-los; e desejará ficar com eles para sempre.

Não sei como ficaremos no meio da multidão no mundo vindouro, mas suponho que o encontrarei, que ele olhará nos meus olhos, e verei neles a pergunta: ‘Hal, você sabia. Por que não me contou?’” (A Liahona, janeiro de 1999, p. 38.)

4. “Abri vossa boca e ela encher-se-á.”

Em Doutrina e Convênios, o Senhor orienta-nos quanto ao que devemos ensinar e a como devemos fazê-lo ao falar do evangelho. Ele também nos incentiva a falar do evangelho sem medo e promete ajudar-nos quando nos sentirmos incapazes.

• Leia alguns destes versículos com os alunos: D&C 11:9, 15:6, 18:6, 31:3–4, 33:10–11, 42:12 e 52:8–9. O que esses versículos revelam quanto ao que os servos do Senhor devem ensinar? Por que a mensagem de arrependimento é tão importante? (Ver D&C 18:10–14.)

• Leia alguns destes versículos com os alunos: D&C 18:20–21, 38:41, 42:6, 42:14, 75:4 e 100:7–8. O que esses versículos revelam acerca de como os servos do Senhor devem ensinar? Por que é importante que não haja contenda quando ensinamos o evangelho? O que significa “[elevar] as vossas vozes como com o som de uma trombeta”? (D&C 42:6; 75:4) Como podemos ser ao mesmo tempo ousados e humildes ao pregar o evangelho? (Ver Alma 38:10–12.)

• O Senhor muitas vezes exortou os élderes a abrir a boca para declarar o evangelho “não temendo o que o homem possa fazer”. (D&C 30:11; ver também D&C 30:5; 33:8–11.) O Senhor também disse que não está contente com as pessoas que “não abrem a boca (…) por causa do temor aos homens”. (D&C 60:2) Como isso se aplica a nós? Como podemos vencer o medo de falar do evangelho? (Ver D&C 19:38; 33:12–14; 75:9–13.)

• Diga que algumas pessoas hesitam em falar do evangelho porque não confiam na própria capacidade de falar ou de ensinar. Como podemos superar esse tipo de temor? (Ver D&C 11:21; 14:8; 31:3.) Peça aos alunos que relatem ocasiões em que, ao falarem do evangelho, o Espírito lhes tenha sussurrado o que deveriam dizer.

• Mencione a história da primeira missão de Samuel Smith, resumida na atividade motivadora. O que poderia levar Samuel a sentir que havia fracassado após a sua primeira missão? Em que aspectos podemos dizer que ele foi bem-sucedido? O que podemos aprender com a experiência dele que nos ajuda em nosso trabalho missionário?

5. O Senhor promete bênçãos grandiosas a quem trabalhar a Seu serviço.

• O que o Senhor promete a quem trabalhar com diligência a Seu serviço? (Escolha algumas das seguintes passagens de escritura para ler com os alunos. Discuta as promessas contidas em cada passagem, resuma as informações no quadro-negro e utilize as sugestões para discussão para incentivar os alunos a aplicá-las.)

  1. a.

    D&C 4:4; 11:3; 75:5.

  2. b.

    D&C 18:15–16. Peça aos alunos que digam o que sentem pelos membros da Igreja que lhes falaram do evangelho, ou o que sentem quando falam do evangelho.

  3. c.

    D&C 31:5; 84:60–61. d. D&C 31:7; 109:55–57. Peça aos alunos que falem de alguma ocasião em que o Senhor tenha tocado o seu coração e o de outras pessoas para que se voltassem ao evangelho.

  4. e.

    D&C 31:11; 84:85; 100:5–6. Peça aos alunos que relatem experiências em que o Espírito os tenha orientado ou inspirado a falarem do evangelho.

  5. f.

    D&C 31:13; 75:9–13; 84:88. Peça aos alunos que falem de ocasiões em que o Senhor os apoiou e fortaleceu ao falarem do evangelho.

  6. g.

    D&C 71:9–10. Saliente que o Senhor fez essa promessa na época em que a Igreja estava sendo atacada por um apóstata impiedoso. Como essa promessa nos pode ajudar atualmente?

  7. h.

    D&C 84:80 Peça aos alunos que falem de alguma ocasião em que o Senhor os tenha apoiado física, psicológica e espiritualmente ao pregarem o evangelho.

  8. i.

    D&C 100:7–8. Peça aos alunos que relatem ocasiões em que, ao falarem do evangelho, sentiram o Espírito Santo prestar testemunho.

Conclusão

Incentive os alunos a dedicarem-se totalmente ao serviço do Senhor. Saliente que o Senhor os abençoará quando falarem do evangelho com outras pessoas. Preste testemunho das verdades discutidas durante a aula, seguindo a orientação do Espírito.

Sugestões Didáticas Complementares

Você pode utilizar uma ou mais das seguintes idéias para complementar o plano de aula sugerido.

1. Ensinamentos repetidos

Peça aos alunos que abram quatro seções diferentes: D&C 6, 11, 12 e 14. Peça a uma pessoa que leia os primeiros seis versículos de qualquer dessas seções e peça às outras que acompanhem a leitura na seção em que abriram. Diga que o Senhor repete muitas instruções nas escrituras e que, muitas vezes, o faz palavra por palavra.

• O que podemos aprender com o fato de o Senhor repetir essas instruções? Por que é importante que as compreendamos atualmente?

2. “Procura trazer à luz e estabelecer a causa de Sião” (D&C 6:6)

• O Senhor admoestou os Seus servos muitas vezes a procurar “trazer à luz e estabelecer a causa de Sião”. (D&C 6:6; 11:6; 12:6; 14:6) Como podemos ajudar a estabelecer a causa de Sião? (Algumas das respostas podem ser: vivendo retamente e edificando o reino de Deus em nossa casa, estaca e ala, por intermédio da obra missionária e do trabalho no templo.) Citem algumas coisas que possam desviar a nossa atenção do estabelecimento da causa de Sião.

3. Vídeo “Chamados a Servir”

Caso a fita Vídeos Inspiradores (53670 059) esteja disponível, considere a idéia de apresentar, em aula, parte do segmento “Chamados a Servir”, que tem 21 minutos.