“Tomai sobre Vós Toda a Minha Armadura”

Doutrina e Convênios e História da Igreja: Manual do Professor de Doutrina do Evangelho, 2000


Objetivo

Ajudar os alunos a vestirem toda a armadura de Deus para protegerem-se na batalha contra o mal.

Preparação

  1. 1.

    Em espírito de oração, estude as escrituras desta lição.

  2. 2.

    Estude o material do Guia de Estudo do Aluno (35686 059) referente a esta lição. Prepare-se para utilizá-lo durante a aula.

  3. 3.

    Caso esteja ensinando os jovens, peça a diferentes alunos que se preparem para resumir as informações relativas a alguns dos assuntos tratados em Para o Vigor a Juventude (34285 059), ou a todos eles.

    1. a.

      “Pureza Sexual” (pp. 14–16).

    2. b.

      “Vestuário e Aparência” (p. 8).

    3. c.

      “Os Meios de Comunicação: Filmes, Televisão, Rádio, Videocassetes, Livros e Revistas” (pp. 11–12).

    4. d.

      “Música e Dança” (pp. 13–14).

    5. e.

      “Honestidade” (pp. 9–10).

    6. f.

      “Linguajar” (pp. 10–11)

Sugestões para o Desenvolvimento da Lição

Atividade Motivadora

Considere o que seja mais adequado e utilize esta atividade ou outra de sua preferência para iniciar a aula.

Faça um desenho simples no quadro-negro, representando uma pessoa, como o do modelo abaixo. Depois, desenhe vários dardos, ou várias flechas, apontados para a figura, vindos de todos os lados.

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Diga que as escrituras, às vezes, se referem às tentações como sendo “os dardos flamejantes do adversário”. (D&C 3:8; ver também Efésios 6:16; 1 Néfi 15:24 e D&C 27:17.) Esta lição fala de algumas dessas tentações e da “armadura” que podemos usar para protegermo-nos delas.

Discussão e Aplicação

Em espírito de oração, escolha as partes da lição mais adequadas às necessidades dos alunos. Incentive-os a falar de como poderiam aplicar esses princípios à própria vida.

1. Colocar toda a armadura de Deus.

• Leia D&C 76:25–28 e Moisés 4:3 com os alunos. Quem eram os líderes dos dois lados envolvidos na “batalha no céu” e qual era o objetivo de cada um? Em que sentido se pode dizer que estamos em meio a uma batalha semelhante na Terra atualmente? (Ver D&C 76:29; Moisés 4:4.)

• Saliente que o Senhor não nos deixou desprotegidos na batalha contra o mal. Leia D&C 27:15–18 com os alunos. Que partes da armadura do Senhor esses versículos descrevem? (Escreva o seguinte no quadro-negro. Caso tenha utilizado a atividade motivadora, escreva perto da figura humana que desenhou.)

  • Os lombos cingidos com a verdade

  • A couraça da retidão

  • Os pés calçados com a preparação do evangelho da paz

  • O escudo da fé

  • O capacete da salvação

A espada do Espírito de Deus e as palavras que Ele nos revela

• O que podemos fazer para vestirmos “toda a armadura” de Deus? Falem de ocasiões em que tenham sentido que foram mais protegidos contra a tentação por intermédio da oração, do estudo das escrituras, de santificação do Dia do Senhor, de ir ao templo, ou de honrar o sacerdócio.

• Quais são as possíveis conseqüências de usar somente parte da armadura do Senhor ou de deixar de usá-la, ainda que seja por pouco tempo?

O Élder Joseph B. Wirthlin, do Quórum dos Doze, fez um alerta, dizendo que Satanás “tenta encontrar alguma falha na armadura de cada um. Ele sabe quais são as nossas fraquezas e sabe explorá-las, caso permitamos que o faça. Só conseguimos proteger-nos de seus ataques e engodos quando compreendemos os mandamentos e nos fortalecemos diariamente por intermédio da oração, do estudo das escrituras e da obediência aos conselhos do ungido do Senhor”. [Conference Report (Relatório da Conferência Geral),outubro de 1988, p. 44; Ensign, novembro de 1988, p. 35.]

Diga que o restante desta lição tratará dos três pontos em que, atualmente, Satanás está tentando explorar as fraquezas de nossa armadura: a castidade, a honestidade e o linguajar.

2. Viver de acordo com a lei da castidade.

• Em que consiste a lei da castidade dada pelo Senhor? (Ver D&C 42:22–24; 59:6; 63:16 e as próximas citações.)

A Primeira Presidência declarou: “A lei de conduta moral do Senhor é a abstinência de relações sexuais fora do casamento legal, e fidelidade no casamento. As relações sexuais são corretas apenas entre marido e mulher, adequadamente expressas dentro dos laços do matrimônio. Qualquer outro contato sexual, incluindo fornicação, adultério e comportamento homossexual masculino ou feminino é pecaminoso”. (Carta da Primeira Presidência, 14 de novembro de 1991)

O Élder Richard G. Scott, do Quórum dos Doze, ensinou: “Qualquer intimidade sexual fora dos laços do casamento—quero dizer, qualquer contato intencional com as partes sagradas e íntimas do corpo de outra pessoa, com ou sem roupa—é pecado e proibido pelo Senhor. É também transgressão estimular intencionalmente essas emoções usando o próprio corpo”. (A Liahona, janeiro de 1995, p. 40.)

Caso você tenha pedido a um aluno que resuma a seção “Pureza Sexual” de Para o Vigor da Juventude, peça-lhe que o faça agora.

• Citem algumas das conseqüências da violação da lei da castidade. (Discuta as conseqüências espirituais e físicas de curto e longo prazo.) Como o fato de alguém violar a lei da castidade atinge outras pessoas?

O Élder Joseph B. Wirthlin ensinou: “Uma das mais difundidas fraudes dos últimos anos é a idéia de que a imoralidade é normal e aceitável, não tendo qualquer conseqüência negativa. Na verdade, a imoralidade é a causa implícita de muitos sofrimentos e muitos outros problemas predominantes hoje, inclusive de doenças graves, aborto, separação de famílias, famílias sem pai, e mães que são, elas próprias, crianças”. (A Liahona, janeiro de 1995, p. 83.)

• Que bênçãos recebemos quando somos obedientes à lei da castidade? (Ver D&C 121:45–46. Algumas das respostas possíveis são que temos mais paz, alegria, amor ao cônjuge e aos outros membros da família, mais auto-respeito e mais respeito aos outros. A obediência à lei da castidade é necessária também para que tenhamos a companhia do Espírito Santo, recebamos as ordenanças do sacerdócio e tomemos o sacramento dignamente.) Como o fato de obedecermos à lei da castidade pode vir a afetar as outras pessoas?

• De que forma Satanás tenta as pessoas a violarem a lei da castidade? Como as pessoas tentam racionalizar a violação dessa lei?

Caso você tenha pedido a diferentes alunos que se preparassem para resumir as seções de Para o Vigor da Juventude, peça-lhes agora que resumam as seguintes seções: “Vestuário e Aparência”, “Os Meios de Comunicação: Filmes, Televisão, Rádio, Videocassetes, Livros e Revistas” e “Música e Dança”.

O Presidente Gordon B. Hinckley alertou: “Não fiquem perdendo tempo na Internet procurando pornografia. Não liguem para serviços telefônicos para ouvir coisas imundas. Não aluguem vídeos que contenham qualquer tipo de pornografia. Essas coisas sexualmente excitantes não são para vocês. Evitem a pornografia como se fosse uma doença grave. Ela é igualmente destrutiva. Torna-se um vício e os que se permitem envolver-se com ela não conseguem abandoná-la. Pornografia vicia”. (A Liahona, julho de 1998, p. 55.)

• O que podemos fazer para protegermo-nos da tentação de violar a lei da castidade? O que podemos fazer para evitar as influências imorais em casa?

• A lei da castidade engloba a pureza de pensamentos bem como a de ações. Qual é o resultado espiritual de termos pensamentos impuros? (Ver D&C 63:16.) O que podemos fazer para tirar os pensamentos impuros da cabeça?

O Élder Boyd K. Packer, do Quórum dos Doze, aconselhou-nos a banir os maus pensamentos de nossa mente “substituindo-os por algo edificante”. [Conference Report (Relatório da Conferência Geral), outubro de 1977, p.90; Ensign, novembro de 1977, p. 60.] Discutam o que podemos fazer para seguir esse conselho. Algumas das sugestões possíveis são orar pedindo forças, cantar um hino de que gostemos, recitar mentalmente uma escritura favorita, ou pensar no amor que temos aos membros da família.

3. Ser honestos.

• O que significa ser honesto?

O Presidente James E. Faust ensinou: “A honestidade é mais do que não mentir. É contar a verdade, dizer a verdade, viver a verdade e amar a verdade”. (A Liahona, janeiro de 1997, p. 44.)

Caso tenha pedido a algum aluno que resumisse a seção “Honestidade” de Para o Vigor da Juventude, peça-lhe que o faça agora.

• Leia D&C 42:21; 51:9 e 97:8 com os alunos. Por que é importante sermos honestos em todos os aspectos de nossa vida? Quais são as conseqüências da desonestidade? Que bênçãos recebemos quando somos honestos?

• De que formas somos tentados a ser desonestos? Como nos tornamos mais vulneráveis a outras tentações quando cedemos às pequenas tentações de sermos desonestos? Como podemos sobrepujar a tentação de ser desonestos?

• O que significa ser honesto com o Senhor? (Algumas das respostas possíveis são: honrar os convênios e outras promessas que fizemos ao Senhor, cumprir as designações da Igreja, tomar o sacramento dignamente e pagar o dízimo e as ofertas.)

• O que é ser honesto consigo mesmo? (Uma das coisas é não racionalizar os pecados nem arrumar desculpas para eles.)

• Como podemos ensinar a honestidade com eficiência em casa? [Depois que os alunos responderem, você poderia sugerir que utilizem o manual Noite Familiar: Livro de Recursos (31106 059), páginas 207–208 para ensinar a honestidade em casa.)

Peça aos alunos que falem de ocasiões em que preferiram ser honestos, mesmo que tenha sido difícil; ou peça-lhes que falem de exemplos de honestidade que tenham visto no trabalho, na escola, na comunidade ou em casa.

4. Ter um linguajar que demonstre reverência a Deus e seja edificante.

• Leia D&C 63:60–62 e 136:21 com os alunos. Que mandamento o Senhor deu com relação ao Seu nome? De que maneiras as pessoas tomam o nome do Senhor em vão? (Algumas das respostas possíveis são: empregando-o desrespeitosamente, corriqueiramente ou em conjunto com pensamentos ou ações torpes.)

• Além de não tomar o nome do Senhor em vão, que outras palavras não devemos utilizar? (Algumas das respostas possíveis são: palavras vulgares, obscenas, rudes ou degradantes.)

O Presidente Hinckley disse: “Não digam palavrões, não sejam profanos abstenham-se do que chamamos de piadas sujas. Não participem das conversas em que se empreguem palavras vís e sujas. Vocês serão mais felizes se agirem assim e o seu exemplo fortalecerá outras pessoas”. [Conference Report (Relatório da Conferência Geral), outubro de 1987, p.59; Ensign, novembro de 1987, p. 48.]

Caso tenha pedido a um aluno que resuma a seção “Linguajar” de Para o Vigor da Juventude, peça-lhe que o faça agora.

• Citem algumas das conseqüências do uso de palavrões. (Algumas das respostas possíveis são que dizer palavrões é uma ofensa a Deus, a outras pessoas, é degradante e faz com que percamos a companhia do Espírito Santo.)

O Élder Dallin H. Oaks, do Quórum dos Doze, disse: “A linguagem indecorosa e vulgar (…) é um pecado que nos afasta de Deus e mina as nossas defesas espirituais, fazendo com que o Espírito Santo se afaste de nós”. [Conference Report (Relatório da Conferência Geral), abril de 1986, p. 69; Ensign, maio de 1986, p. 52.]

• Como Satanás nos tenta a empregar um linguajar indecoroso, vulgar ou obsceno? Como podemos vencer a tentação de dizer palavrões? (Sugere-se que você discuta as formas de vencer o hábito de dizer palavrões.)

• Aprender a controlar o que dizemos é essencial ao nosso desenvolvimento espiritual. Por quê? De que forma o fato de controlarmos o que dizemos nos ajuda a evitar outras tentações?

• Como deveríamos reagir ao nos vermos rodeados por pessoas que dizem palavrões ou quando somos expostos à eles no cinema, na televisão ou em livros? (Sempre que possível, devemos sair do lugar em que estamos sendo expostos aos palavrões. Outra coisa que podemos fazer é protestar contra esse tipo de linguagem.)

• Como os pais podem ensinar os filhos a não dizerem palavrões? [Depois que os alunos responderem, você poderia sugerir que utilizem o Noite Familiar: Livro de Recursos (31106 059), páginas 184–185 para ensinar os filhos a não dizerem palavrões.]

• Que tipo de palavras o Senhor deseja que empreguemos? (Ver D&C 52:16; 136:24; Efésios 4:29.) De que forma as nossas palavras podem edificar os outros? Como podemos incentivar as outras pessoas a empregarem palavras que demonstrem reverência a Deus e sejam edificantes?

Conclusão

Saliente que o Pai Celestial nos ama e deseja que usemos toda a Sua armadura, como proteção contra as tentações. Incentive os alunos a obedecerem à lei da castidade, serem honestos e empregarem um linguajar edificante. De acordo com a orientação do Espírito, preste testemunho das verdades abordadas na aula.

Sugestões Didáticas Complementares

Você pode utilizar uma ou mais das seguintes idéias para complementar o plano de aula sugerido.

1. A armadura de Deus inclui armas que podemos utilizar

Na época em que era membro do Quórum dos Doze, o Élder Harold B. Lee explicou que a armadura de Deus não se constitui somente de dispositivos protetores, mas de armas que podemos utilizar ativamente:

“[O] homem que veste uma armadura tem um escudo em uma mão e, na outra, uma espada. (…) O escudo é o escudo da fé e a espada, a espada do espírito que é a Palavra de Deus. Não consigo imaginar armas mais poderosas do que a fé e o conhecimento das escrituras (…) que contêm a Palavra de Deus. Quem estiver vestido nessa armadura e preparado com essas armas estará preparado para lutar contra o inimigo.” (“Feet Shod with the Preparation of the Gospel of Peace”, Brigham Young University Speeches of the Year, 9 de novembro de 1954, p. 7.)

2. Atividade utilizando Para o Vigor da Juventude

Diga que viver de acordo com os padrões citados em Para o Vigor da Juventude nos ajuda a ter uma armadura forte e segura. Separe a classe em dois grupos e dê um tópico de Para o Vigor da Juventude para cada um.

Diga aos grupos que terão cinco minutos para discutir o tópico que lhes foi designado e para prepararem algumas idéias para apresentar à classe. Diga-lhes que empreguem um destes métodos na apresentação:

  1. a.

    Citar exemplos de situações reais em que o padrão em questão seja um problema.

  2. b.

    Falar de coisas que aconteceram a eles ou a algum amigo.

  3. c.

    Utilizar uma dramatização para demonstrar como lidar com uma situação da vida real que esteja relacionada ao assunto.

  4. d.

    Falar de coisas que os ajudou a seguir esse padrão.

  5. e.

    Dar idéias de como ajudar outras pessoas a seguir esse padrão.

  6. f.

    Falar do que fazer em situações em que seguir o padrão gere conflitos em seu grupo de amigos ou com alguém.

3. Apoiar a juventude

Caso você esteja ensinando os adultos, peça a um pai ou a um líder dos Rapazes ou das Moças que mencione brevemente algumas das dificuldades que os jovens estão enfrentando e alguns dos progressos que estão fazendo.

Peça aos alunos que ponderem o que escutaram e que pensem em como poderiam dar maior apoio aos jovens. Resuma as respostas no quadro-negro. A lista abaixo dá algumas sugestões:

  1. a.

    Aprender e não esquecer o nome dos jovens.

  2. b.

    Interessar-se genuinamente por eles, e fazer com que percebam o seu interesse.

  3. c.

    Descobrir algumas necessidades específicas que eles têm e tomar a iniciativa de atendê-las.

  4. d.

    Procurar as oportunidades de contar-lhes histórias que aconteceram com vocês, experiências que tiveram quando jovens, ou que edifiquem o testemunho, e de utilizar os próprios talentos em benefício dos jovens.

  5. e.

    Continuar em contato com os jovens mesmo depois de serem desobrigados de algum chamado da Igreja em que trabalhassem com eles ou os ensinassem.

  6. f.

    Dar um bom exemplo de vida cristã.

  7. g.

    Perdoar os erros do passado e abster-se de rotular negativamente as pessoas.

4. Vídeo “Revesti-vos de Toda a Armadura de Deus”

Caso a fita Apresentações de Vídeo do Novo Testamento (53914 059) esteja disponível, considere a idéia de exibir “Revesti-vos de Toda a Armadura de Deus”, que é um segmento de treze minutos.