Desenvolver União no Casamento

Relacionamento Conjugal e Familiar: Manual do Professor, 2001


Objetivo

Ajudar os alunos casados a ser mais unidos e os solteiros a prepararem-se para ter união no casamento.

Preparação

  1. 1.

    Ao preparar-se para ensinar, procure meios de utilizar os princípios relacionados na seção “As Responsabilidades do Professor”. (Páginas ix–xi deste manual)

  2. 2.

    Leia os subtítulos em negrito. Eles formam um esboço das doutrinas e princípios da lição. Como parte de sua preparação, pense no que fará para ajudar os alunos a colocarem essas doutrinas e princípios em prática. Empenhe-se em conseguir a orientação do Espírito para decidir o que deve salientar para atender às necessidades dos alunos.

  3. 3.

    Caso Noite Familiar: Livro de Recursos (31106 059) esteja disponível, estude “Como Conseguir Unidade no Casamento”, página 239. Considere a possibilidade de mencionar esse artigo em aula.

  4. 4.

    Leve papel e lápis, ou caneta, para cada aluno.

Sugestões para o Desenvolvimento da Lição

O Senhor ordenou que marido e mulher sejam unidos.

Comece a aula escrevendo 1+1=1 no quadro-negro.

• Como essa soma reflete o relacionamento conjugal?

Depois que os alunos tiverem discutido essa pergunta, leia Gênesis 2:24 com eles. Saliente que Deus ordenou que marido e mulher sejam um.

• O que significa o marido e a mulher serem um?

Peça que os alunos leiam a seguinte declaração do Élder Henry B. Eyring, do Quórum dos Doze Apóstolos (página 8 de Relacionamento Conjugal e Familiar Guia de Estudo do Participante):

“Quando o homem e a mulher foram criados, a união no casamento não lhes foi dada como uma esperança; era um mandamento! ‘Portanto deixará o homem o seu pai e a sua mãe e apegar-se-á à sua mulher, e serão ambos uma carne.’(Gênesis 2:24) Nosso Pai Celestial quer que sejamos unidos. No amor, essa união não é meramente ideal. É necessária.” (A Liahona, julho de 1998, p. 73.)

Diga-lhes que esta lição trata de várias maneiras de marido e mulher alcançarem a união.

Marido e mulher devem considerar um ao outro, como parceiros iguais.

Diga que um princípio importante da união no casamento é que marido e mulher devem considerar um ao outro como parceiros iguais. Quando era Primeiro Conselheiro na Primeira Presidência, o Presidente Gordon B. Hinckley disse: “O casamento, em seu significado mais verdadeiro, é uma sociedade igualitária, onde um não exerce domínio sobre o outro, mas os dois se encorajam e auxiliam mutuamente em todas as responsabilidades e aspirações que venham a ter.” “Eu Creio”, tópico 6: “Creio que a Família É a Unidade Básica e Mais Importante da Sociedade”, A Liahona, março de 1993, p. 7.

• Por que marido e mulher devem considerar um ao outro como parceiros iguais para serem unidos?

• Citem algumas atitudes ou costumes que impedem que o marido e a mulher sejam parceiros iguais no casamento. O que marido e mulher podem fazer para superar essas dificuldades?

O Élder Boyd K. Packer, do Quórum dos Doze Apóstolos, ensinou:

“Não é só a mulher que deve adaptar-se aos deveres que o marido ou os filhos têm como portadores do sacerdócio. É claro que ela deve apoiá-los e incentivá-los.

Os portadores do sacerdócio, por sua vez, devem adaptar-se às necessidades e responsabilidades da mulher e mãe. O bem-estar físico, emocional, intelectual e cultural dela, bem como o seu desenvolvimento espiritual devem estar entre os mais importantes deveres do sacerdócio [que eles tenham].

Não há trabalho, por mais servil que seja, relacionado a cuidar de bebês, dos filhos ou da manutenção da casa que não seja igualmente obrigação [do marido].” (“A Tribute to Women”, Ensign, julho de 1989, p. 75.)

O Élder Richard G. Scott, do Quórum dos Doze Apóstolos, deu este conselho aos portadores do sacerdócio: “Como marido e portador digno do sacerdócio, você desejará imitar o exemplo do Salvador, cujo sacerdócio possui. O centro de sua vida será dedicar-se à mulher e aos filhos. Às vezes, acontece de o homem tentar controlar o destino de cada membro da família. Toma todas as decisões sozinho. A mulher fica sujeita aos caprichos dele. Não interessa se tradicionalmente as coisas sejam ou deixem de ser assim. Não é assim que o Senhor quer que sejam. Não é assim que um marido SUD deve tratar a mulher e a família”. (Receber as Bênçãos do Templo, A Liahona, julho de 1999, p. 30.)

• Citem algumas coisas que o marido e a mulher fazem quando se consideram parceiros iguais. (Sugere-se que você resuma as respostas dos alunos no quadro-negro. Conforme o necessário, fale das idéias relacionadas abaixo e peça aos alunos que contem experiências relacionadas a elas.)

  1. a.

    Dividem a responsabilidade de dirigir a reunião familiar e de assegurar que a família ore e estude as escrituras em conjunto.

  2. b.

    Trabalham juntos no planejamento de como o dinheiro da família será utilizado.

  3. c.

    Consultam um ao outro e chegam a um acordo quanto às regras da casa e como disciplinar os filhos. Os filhos percebem que os pais são unidos nesse tipo de decisão.

  4. d.

    Planejam juntos as atividades familiares.

  5. e.

    Os dois se ajudam nas tarefas domésticas.

  6. f.

    Freqüentam a Igreja juntos.

Marido e mulher devem deixar que as características e habilidades individuais de um complementem as do outro.

Leia I Coríntios 11:11 com os alunos. Depois, leia, ou repita, a seguinte declaração do Élder Richard G. Scott: “No plano do Senhor, são precisos dois—um homem e uma mulher—para formar um todo. (…) Para alcançar o máximo de felicidade e de produtividade na vida, ambos, marido e mulher, são necessários. Seus esforços conjugam-se e complementam-se. Cada um possui traços individuais que melhor se adaptam ao papel que o Senhor definiu para a felicidade do homem ou da mulher. Quando utilizadas conforme o Senhor planejou, essas aptidões permitem a um casal pensar, agir e regozijar-se como se fossem uma só pessoa, enfrentar juntos as dificuldades e juntos sobrepujá-las, crescer em amor e entendimento e, por meio das ordenanças do templo, ser selados como um todo, eternamente. Esse é o plano.” (A Liahona, janeiro de 1997, pp. 78–79.)

Faça a seguinte atividade para ilustrar o princípio que o Élder Scott ensinou:

Dê papel e lápis, ou caneta, para cada aluno. Peça que todos os alunos casados façam uma lista de algumas de suas próprias características e habilidades e de algumas das características e habilidades do marido (ou mulher). Peça que todos os alunos solteiros pensem em um casal casado e façam uma lista de algumas das características do marido e da mulher. Depois de dar alguns minutos para os alunos escreverem, faça estas perguntas:

• Como as características e habilidades que vocês relacionaram poderiam ajudar o casal a ser unido? (Peça aos alunos que dêem exemplos específicos.)

• Dêem exemplos concretos de situações em que as diferentes características do marido e da mulher se tenham transformado em pontos fortes do relacionamento entre eles.

Leia a seguinte declaração que a irmã Marjorie P. Hinckley, mulher do Presidente Gordon B. Hinckley, fez a respeito de seu primeiro ano de casada:

“Amávamos um ao outro, não havia dúvidas disso, mas também tivemos de acostumarmo-nos um ao outro. Acho que em todos os casais um tem de acostumar-se ao outro. Logo percebi que seria melhor nos empenharmos mais em acostumar-nos um ao outro do que viver tentando modificar o outro.” (Church News, 26 de setembro de 1998, p. 4.)

• Em que os resultados conseguidos pelos casais que se empenham em acostumar-se um ao outro podem ser diferentes dos resultados conseguidos pelos casais que vivem tentando modificar um ao outro?

O marido e a mulher devem ser leais um ao outro.

Leia, ou repita, o seguinte conselho do Presidente Gordon B. Hinckley, 15º Presidente da Igreja:

“Tomem a decisão de que não permitirão que nada se interponha entre vocês, que nada destrua seu casamento. Façam com que seu casamento seja bemsucedido. Decidam que farão com que isso aconteça. Já há um número excessivo de divórcios que magoam sentimentos e muitas vezes destroem vidas. Sejam ardentemente fiéis um ao outro.” “As Obrigações da Vida”, A Liahona, maio de 1999, pp. 4.)

• Em sua opinião, o que significa a palavra lealdade? (Algumas das respostas possíveis são: fidelidade, sinceridade e ser digno de confiança em nosso relacionamento com os outros.)

Diga que o Senhor salientou a necessidade de marido e mulher serem leais um ao outro. Leia Doutrina e Convênios 42:22 com os alunos. Saliente que esse mandamento se aplica tanto ao marido quanto à mulher.

• O que significa apegar-se à mulher (ou ao marido) e a nenhuma outra (ou outro)?

O Presidente Spencer W. Kimball, 12º Presidente da Igreja, ensinou: “As palavras nenhuma outra eliminam tudo e todos. O cônjuge então se torna preeminente na vida do marido ou esposa e nem a vida social, nem profissional ou política, nem qualquer outro interesse, pessoa ou coisa jamais terá prioridade sobre (…) como companheiro ou companheira (…). (O Milagre do Perdão, 1999, p. 250.)

• Como podemos evitar que os nossos compromissos sociais, profissionais e religiosos interfiram com nossa lealdade para com o marido ou mulher?

• Citem algumas coisas específicas que os casados podem fazer para demonstrar que são leais ao cônjuge. (Caso os alunos tenham dificuldade de responder essa questão, mencione alguns exemplos, como os citados abaixo.)

  1. a.

    O marido pode adaptar seu horário de trabalho, lazer ou remarcar outros compromissos para ter tempo de comemorar o aniversário da mulher.

  2. b.

    A mulher pode orar todos os dias pedindo que o marido se saia bem nas tarefas do dia.

  3. c.

    Um pode escutar o que o outro tem a dizer, mesmo que não lhe convenha.

  4. d.

    Ao conversarem com os familiares e amigos, podem falar do outro com carinho e respeito.

Conclusão

Saliente que o Senhor e Seus profetas ordenaram que marido e mulher sejam unidos em amor e trabalhem como parceiros iguais. Marido e mulher podem demonstrar lealdade um ao outro diariamente, por meio do que pensam, dizem e fazem.

Seguindo a orientação do Espírito, preste testemunho das verdades abordadas em aula.

Indique as páginas 8–11 do guia de estudos do curso de Relacionamento Conjugal e Familiar Guia de Estudo do Participante e incentive os alunos a recapitularem os princípios e doutrinas desta lição (1) colocando em prática no mínimo uma das idéias da seção “Sugestões de Aplicação” e (2) lendo o artigo “Para que Sejamos Um”, escrito pelo Élder Henry B. Eyring. Saliente que os casados podem beneficiar-se muito lendo juntos os artigos do guia de estudo e conversando sobre eles.

Lembre os alunos de trazerem o guia de estudos na próxima aula.