Lorenzo Snow Recebe Uma Revelação sobre o Dízimo

Primária 5: Doutrina e Convênios, 1996


Propósito

Ajudar as crianças a terem o desejo de pagar integralmente o dízimo.

Preparação

  1. 1.

    Em espírito de oração, estude os relatos históricos desta lição; Malaquias 3:8–12 e Doutrina e Convênios 64:23, 119:4. Em seguida, estude a lição e decida como pretende usar os relatos escriturísticos e históricos para ensinar as crianças. (Ver “Preparação das Aulas”, p. vi–vii, e “Como Usar os Relatos Escriturísticos e Históricos para Ensinar as Crianças”, p. vii–xii.)

  2. 2.

    Leitura adicional: Princípios do Evangelho (31110 059), capítulo 32.

  3. 3.

    Escolha as perguntas do debate e atividades complementares que mais envolvam e ajudem as crianças a alcançar o propósito da lição.

  4. 4.

    Faça para cada criança o desenho de uma caixa de presente em papel colorido. (Ver ilustação.) Ou desenhe várias caixas de presente no quadro- negro antes do início da aula.

  5. 5.

    Materiais Necessários:

    1. a.

      Uma Bíblia e um livro de Doutrina e Convênios para cada criança;

    2. b.

      Um lápis para cada criança;

    3. c.

      Gravura 5–58, Lorenzo Snow.

Sugestões para o Desenvolvimento da Lição

Convide uma criança para fazer a primeira oração.

Atividade Motivadora

Dê o desenho de uma caixa de presente a cada criança. (Ou aponte para as caixas de presentes desenhadas no quadro-negro.) Peça às crianças que imaginem que dentro de cada caixa está uma bênção do Pai Celestial.

• Que bênçãos podemos encontrar dentro dessas caixas?

Dê um lápis a cada criança e peça-lhe que escreva em sua caixa de presente o nome de uma bênção que o Pai Celestial nos deu. Peça às crianças que digam quais foram suas respostas e preguem as caixas de presente no quadro-negro ou coloquem-nas sobre a mesa ou no chão. (Se tiver desenhado as caixas de presente no quadro-negro, peça às crianças que digam algumas bênçãos em voz alta. Escreva o nome de uma bênção em cada caixa do quadro-negro.)

• O que precisamos fazer para receber as bênçãos do Pai Celestial?

Ouça as respostas das crianças e depois explique-lhes que uma das coisas que devemos fazer foi mencionada em Malaquias 3:10. Peça a uma criança que leia a primeira frase de Malaquias 3:10 (até casa do tesouro) enquanto as outras acompanham em suas Bíblias. Explique às crianças que, nesta lição, irão aprender algo mais sobre o dízimo e as bênçãos que recebemos quando pagamos um dízimo integral.

Relatos Históricos

Ensine as crianças a respeito da colonização do território de Utah, sob a direção de Brigham Young, conforme descrição nos relatos históricos a seguir. Depois ajude as crianças a compreenderem que o pagamento do dízimo abençoou os moradores de St. George durante uma grande seca, e que o dinheiro do dízimo permite que a Igreja realize o trabalho do Senhor. Dê ênfase à maneira pela qual os membros da Igreja são abençoados individual e coletivamente quando pagam um dízimo integral.

Estabelecidas Novas Comunidades

Durante os primeiros dez anos que os santos passaram em Utah, Brigham Young organizou aproximadamente uma centena de colônias (novas comunidades) por todo o território de Utah. Milhares de membros da Igreja chegavam a cada ano, e todos precisavam de um lugar para morar. O Presidente Young enviou pessoas para o norte, sul, leste e oeste de Salt Lake City a fim de procurarem e colonizarem lugares em que houvesse água suficiente, solo fértil e outros recursos necessários, e onde os colonos estivessem a salvo dos ataques de índios hostis.

Brigham Young escolheu homens capazes e sábios para liderarem essas colônias. Bispos, élderes presidentes e presidentes de estaca supervisionaram a edificação de cidades, assim como o desenvolvimento de alas e ramos. Quando uma nova colônia era criada, geralmente as famílias chamadas para estabelecerem-na ficavam sabendo de seu chamado quando ouviam o Presidente Young anunciar seus nomes na conferência geral. Em outras ocasiões, o Presidente Young escolhia os líderes da colônia, e esses líderes então procuravam famílias dispostas a mudarem-se para a nova colônia com eles. Quando membros novos chegavam a Utah, vindos do Leste, geralmente eram enviados para uma das novas comunidades. Muitas vezes eram mandados para um determinado lugar, dependendo das aptidões que tinham. Cada comunidade precisava de vários tipos de trabalhadores, como fazendeiros, carpinteiros, oleiros, açougueiros, padeiros e professores.

Nem todos ficavam contentes por terem de mudar-se para as novas colônias, mas os santos eram geralmente obedientes e faziam o que o profeta lhes ordenava. Certa vez, todos os colonos de Nephi, Utah, reuniram-se para dar boas-vindas ao Presidente Young e outros líderes da Igreja, que estavam chegando a sua cidade, com bandas, bandeiras e as ruas decoradas com flores e ramos. As moças da cidade estavam todas vestidas de branco para saudarem o profeta. Uma dessas moças foi Elizabeth Claridge, que tinha quinze anos na época.

Depois de um excelente jantar na casa de moradores locais, o Presidente Young e os outros líderes da Igreja realizaram uma reunião vespertina para todos os santos de Nephi. Próximo ao final da reunião, o Presidente Young leu o nome de alguns homens que haviam sido chamados para mudarem-se com suas famílias mais para o sul e colonizarem uma região chamada “o Lamaçal”. As pessoas não sabiam que iriam ser chamadas até o Presidente Young ler seus nomes. Samuel Claridge, pai de Elizabeth, foi um dos homens chamados. Quando Elizabeth ouviu o nome de seu pai, chorou, porque não queria mudar-se de sua nova casa. O pai da menina que estava sentada ao lado de Elizabeth também foi chamado, e a menina disse a Elizabeth: “Por que está se sentindo tão mal? Meu pai também foi chamado, mas não estou chorando porque sei que ele não irá”.

“Essa é a diferença”, respondeu Elizabeth. “Meu pai foi chamado e eu sei que ele IRÁ. Nada poderá impedi-lo de ir. Ele nunca deixa de fazer algo quando é chamado; e por mais que me desagrade a idéia de nos mudarmos, eu ficaria envergonhada se ele não fosse.” Mesmo sendo difícil para Elizabeth deixar sua casa e seus amigos, ela sabia que a família seria abençoada se seu pai obedecesse ao Senhor e aceitasse o chamado de estabelecer uma nova comunidade. [Ver S. George Ellsworth, Samuel Claridge: Pioneering the Outposts of Zion, (Samuel Claridge: Pioneirismo nos Postos Avançados de Sião) pp. 80–81.]

Os Santos Constroem Casas de Dízimo

O Presidente Young desejava que os santos das comunidades fossem capazes de cuidar de suas próprias necessidades e por isso instruíu-os a construírem casas de dízimo, ou armazéns do bispo, em cada comunidade. Os santos precisavam de armazéns para guardar o dízimo, porque naqueles dias a maior parte do dízimo era paga “em espécie”. Isso significa que em vez de pagarem com dinheiro, as pessoas pagavam o dízimo com os bens que produziam. Por exemplo, para cada dez ovos que a galinha de um fazendeiro botava, o fazendeiro levava um ovo para o armazém, como dízimo. As pessoas levavam alimentos que plantavam, animais que criavam e coisas feitas em casa para as casas do dízimo. Muitas pessoas também pagavam o dízimo com serviço, trabalhando um em cada dez dias nos vários projetos da Igreja. Aproximadamente um terço do dízimo recolhido em cada comunidade era usado para suprir as necessidades dos santos locais, e o restante era enviado ao escritório geral do dízimo, em Salt Lake City, a fim de ser usado para atender às necessidades gerais da Igreja.

Certo dia, Mary Fielding Smith, viúva de Hyrum Smith, foi ao escritório do dízimo em Salt Lake City para pagar seu dízimo, levando um carregamento das melhores batatas que produziu. Um dos secretários do escritório repreendeu-a, dizendo: “Viúva Smith, é uma vergonha que a senhora tenha que pagar o dízimo”. Mary respondeu: “William, devia envergonhar-se do que diz. Quer negar-me uma bênção? Se não pagar meu dízimo, sei que o Senhor irá tirar Suas bênçãos de mim. Pago meu dízimo não apenas por que é uma lei de Deus, mas porque espero ser abençoada. Cumprindo essa e outras leis, espero prosperar e poder sustentar minha família”.

Joseph F. Smith, filho de Mary, registrou que Mary realmente veio a prosperar por obedecer aos mandamentos de Deus. A família sempre teve o suficiente para comer, e todos desenvolveram forte testemunho. Joseph F. relatou: “Quando William Thompson disse a minha mãe que não deveria pagar o dízimo, achei que ele era o sujeito mais formidável do mundo. (…) Eu tinha que trabalhar até a fadiga, tive que ajudar a arar a terra, a plantar as batatas, a desenterrar e a colher as batatas e tantos outros deveres necessários e para depois encher uma carroça com o melhor de nossos esforços, deixando de lado o produto de qualidade inferior, e entregá-la como dízimo; isso para mim, no meu modo infantil de encarar as coisas, parecia um pouco injusto, especialmente quando via alguns de meus companheiros (…) brincando, andando a cavalo e divertindo-se, sem quase nunca terem sabido o que era trabalho. (…) Após alguns anos de experiência, porém, fui convertido e descobri que minha mãe estava certa e que William Thompson estava errado. (…) Pagar o dízimo é uma bênção que desfruto e não deixarei que ninguém me prive desse prazer.” (Doutrina do Evangelho, pp. 207–208.)

A Revelação de Lorenzo Snow sobre o Dízimo

Com o passar dos anos, as comunidades de Utah continuaram a progredir. Foi inventado o telégrafo, facilitando a comunicação entre lugares distantes. A estrada de ferro estendeu-se por todos os Estados Unidos, facilitando as viagens e a obtenção de suprimentos provenientes de áreas mais desenvolvidas. A Igreja teve problemas com o governo dos Estados Unidos e com os índios americanos da região de Utah, mas todas essas situações foram por fim resolvidas. O Presidente John Taylor tornou-se Presidente da Igreja depois da morte de Brigham Young. Foi sucedido pelo Presidente Wilford Woodruff, que, por sua vez, foi sucedido pelo Presidente Lorenzo Snow (mostre a gravura de Lorenzo Snow.)

Quando Lorenzo Snow se tornou o quinto Presidente da Igreja, a Igreja tinha muitas dívidas. A resolução dos problemas com o governo tinha custado muito para a Igreja, e não havia dinheiro para pagar tudo de que a Igreja necessitava. O Presidente Snow orou fervorosamente para saber o que deveria fazer com relação àquele problema. Sua oração não foi respondida imediatamente, mas sentiu que deveria visitar St. George e outras cidades do sul de Utah. Não sabia por que deveria ir para lá, mas obedeceu aos sussurros do Espírito Santo. Acompanhado de outros líderes da Igreja, viajou para St. George de trem e carruagem puxada a cavalo.

Na época da visita do Presidente Snow, havia meses que não chovia no sul de Utah. À medida que viajavam para o sul, o Presidente Snow percebeu a terra seca e as plantações e os animais sedentos. Sem chuva, o povo do sul de Utah não sabia como iria produzir o alimento necessário para sua sobrevivência.

No dia 17 de maio de 1899, o Presidente Snow falou em uma conferência realizada em St. George, Utah. Durante o discurso, subitamente parou de falar. Fez-se silêncio no salão, todos esperando que ele voltasse a discursar. Quando retomou seu discurso, falou com voz forte, e toda a congregação sentiu que ele falava sob a inspiração do Senhor. Ele disse: “A palavra do Senhor diz: ‘É chegado o tempo de todo santo dos últimos dias (…) fazer a vontade do Senhor e pagar um dízimo integral. Essa é a palavra do Senhor para vós e será a palavra do Senhor para todos as comunidades da terra de Sião.” [Citado em Le Roi C. Snow, “The Lord’s Way Out of Bondage”, (o meio do Senhor para Sair do Cativeiro) p. 439.]

O Presidente Snow disse aos santos que o Senhor não estava satisfeito com eles, pois não pagavam o dízimo. Prometeu ao povo que, se pagassem o dízimo, haveria chuva e poderiam plantar e produzir boas colheitas.

Depois de seu discurso em St. George, o Presidente Snow quis que toda a Igreja soubesse da revelação que havia recebido. No caminho de volta para Salt Lake City, parou em várias comunidades para pregar a lei do dízimo às pessoas, e quando retornou a Salt Lake, convocou uma importante reunião no templo para falar aos líderes do sacerdócio a respeito do dízimo. Em um dos discursos, ele disse: “O mais pobre dos pobres pode pagar o dízimo; o Senhor o requer de nossas mãos. (…) Todos devem pagar o dízimo. (…) A lei deverá ser cumprida. (…) E pagaremos nossas dívidas. (…) Deus vos abençoe”. [Citado em Carter E. Grant, The Kingdom of God Restored, (Restaurado o Reino de Deus) p. 546.] Os santos de toda a parte aceitaram a orientação do Presidente Snow e começaram a pagar o dízimo.

O Presidente Snow aguardou ansiosamente os relatórios meteorológicos do sul de Utah. Passou-se um mês, depois dois meses, mas não choveu. As pessoas de St. George não apenas estavam pagando um dízimo integral, como davam ainda mais como oferta ao Senhor. O profeta orou mais fervorosamente para que o Senhor abençoasse o povo. Prometera-lhes chuva se pagassem o dízimo. Finalmente, no dia 2 de agosto de 1899, ele recebeu um telegrama que dizia: “Chuva em St. George”. Os santos foram abençoados e tiveram sua colheita naquele outono.

No ano que se seguiu à revelação do Presidente Snow, os santos contribuíram duas vezes mais em dízimo do que haviam feito nos dois anos anteriores. Não apenas os santos de St. George foram abençoados com chuva, mas em oito anos a Igreja conseguiu pagar todos as suas dívidas. Desde aquele dia, a Igreja continuou a ter dinheiro suficiente para realizar o trabalho do Senhor, porque os membros fiéis da Igreja pagam o dízimo.

Debate

Estude as perguntas e passagens das escrituras a seguir quando preparar a aula. Use as perguntas que, na sua opinião, ajudarão as crianças a compreenderem melhor as escrituras e aplicarem seus princípios na própria vida. A leitura das passagens com as crianças, na sala de aula, irá ajudá-las a ganhar maior entendimento das escrituras.

• Como os membros da Igreja descobriam que tinham sido chamados para estabelecer novas colônias no território de Utah? Como mostravam sua fé ao estabelecerem essas colônias?

• Por que Mary Fielding Smith pagava o dízimo, mesmo não tendo muito dinheiro nem bens? Peça às crianças que falem sobre experiências em que suas famílias foram abençoadas por pagarem o dízimo.

• Por que o Presidente Snow foi a Saint George? (O Espírito Santo fez com que ele se sentisse inspirado a ir.) Como o Presidente Snow foi abençoado por ter seguido os sussuros do Espírito Santo? Como somos abençoados quando seguimos os sussuros do Espírito Santo?

• Que problemas preocupavam o Presidente Snow quando viajou para St. George? (As dívidas da Igreja.) Que problema afligia os membros de St. George? (A seca.) Como o Senhor disse que os santos poderiam resolver ambos os problemas?

• Por que pagamos o dízimo? O que estamos fazendo se deixarmos de pagar o dízimo integral? (Malaquias 3:8) Por que o dízimo pertence ao Senhor? Lembre às crianças que tudo que existe na Terra foi criado por Jesus Cristo, sob a direção do Pai Celestial. Tudo o que possuímos ou recebemos na Terra nos foi dado por Eles.

• O que o Senhor promete àqueles que pagarem o dízimo integral? (Malaquias 3:10–12; D&C 64:23) O que é o dízimo integral? (D&C 119:4; ver atividade complementar 1.) Explique-lhes que pagar o dízimo integral significa pagar um décimo de nossa renda, ou seja, daquilo que ganhamos, ao Senhor.

• Como os santos de St. George foram abençoados pelo pagamento do dízimo? Quanto tempo tiveram que esperar para a chuva cair? Como os santos demonstraram sua fé, esperando pela chegada da chuva?

• Como a Igreja foi abençoada quando os membros começaram a pagar o dízimo integral? Como a Igreja continua a ser abençoada atualmente porque os membros pagam o dízimo integral? Como é usado o dinheiro do dízimo? (Ver atividade complementar 3.)

Atividades Complementares

Você pode usar uma ou mais das atividades abaixo, em qualquer momento da aula, ou como recapitulação, resumo ou desafio.

  1. 1.

    Lembre às crianças que o dízimo integral é um décimo de nossa renda, ou seja, daquilo que ganhamos. Escreva no quadro-negro várias quantias em dinheiro e mostre às crianças como calcular um décimo de cada quantia. Dê lápis e papel a cada criança e peça-lhes que calculem o valor do dízimo que deveriam pagar referente a diversas quantias em dinheiro (para as crianças pequenas, pode mostrar objetos reais, como moedas ou pedaços de fruta, e ajudá-las a calcular o dízimo a ser pago sobre aqueles objetos). Saliente a importância de pagarmos integralmente os dez por cento de nossa renda como dízimo. Se pagarmos menos que isso, não estaremos sendo honestos com o Senhor.

    Dê a cada criança um formulário de Dízimo e outras Ofertas e mostre-lhes como preenchê-lo corretamente.

  2. 2.

    Para ajudar as crianças a compreenderem que as bênçãos que recebemos pelo pagamento do dízimo nem sempre são de natureza financeira, escreva as seguintes bênçãos em folhas de papel e coloque-as em um recipiente. (Pode usar papéis em forma de caixa de presente, como na atividade motivadora.)

    • Compreensão do evangelho de Jesus Cristo

    • Um forte testemunho

    • Sentimento de proximidade do Senhor

    • Força para viver o evangelho

    • Capacidade para ser um bom exemplo para a família

    • Paz e alegria

    • Capacidade para servir ao próximo

    • Vida eterna

    • Dinheiro suficiente para nossas necessidades

    Leia ou peça que uma criança leia a citação do Élder Melvin J. Ballard, que foi membro do Quórum dos Doze Apóstolos:

    “O Senhor prometeu que o homem e a mulher que pagarem um dízimo honesto serão abençoados, [mas] não promete torná-los ricos em coisas materiais. As maiores bênçãos do Senhor são espirituais e não materiais.” [Citado em The Teachings of Ezra Taft Benson (Os Ensinamentos de Ezra Taft Benson)(Salt Lake City: Bookcraft, 1988), pp. 472–473.]

  3. 3.

    Entregue a cada criança uma folha de papel contendo uma das seguintes declarações sobre o uso do dinheiro do dízimo (explique a declaração, se necessário):

    • Construção de capelas, templos e outros edifícios da Igreja

    • Financiamento de atividades da ala e da estaca e dos manuais didáticos.

    • Pagamento de contas de luz, gás e manutenção da capela

    • Pagamento de despesas de viagens e suprimentos para os missionários

    • Pagamento de despesas de viagens e outros gastos das Autoridades Gerais

    • Compra de computadores para serem usados no templo e no trabalho de história da família

    • ••

      Ajuda na publicação de revistas da Igreja • Transmissão via satélite para a Igreja

    • Tradução e publicação das escrituras

    Peça a uma criança que desenhe no quadro-negro uma ilustração representando o uso do dízimo mencionado em seu papel. Peça às outras crianças que tentem adivinhar o que a ilustração representa. Repita a atividade até que todas as crianças tenham sua vez.

  4. 4.

    Leia a seguinte citação de Heber J. Grant, o sétimo Presidente da Igreja, e realize um debate sobre essa citação:

    “O dízimo é uma lei de Deus e seu pagamento proporciona paz e alegria ao santo dos últimos dias que cumpre essa lei. Existe uma satisfação no coração do homem que é absolutamente honesto para com o Senhor. (…)

    Posso falar do dízimo, porque desde menino, quando comecei a trabalhar, pago meu dízimo. Fui sempre honesto com o Senhor e estou disposto a continuar a sê-lo. É o que tenho feito todos os dias de minha vida: ser primeiro honesto com o Senhor” [Gospel Standards, (Padrões do Evangelho) comp. G. Homer Durham (Salt Lake City: Improvement Era, 1941), pp. 60, 63].

    Diga que no final de cada ano temos a oportunidade de declarar se fomos completamente honestos com o Senhor nas questões financeiras. Essa entrevista chama-se acerto do dízimo. Somos entrevistados pelo bispo (ou presidente do ramo) e dizemos se fomos ou não dizimistas integrais.

    Ajude as crianças a representarem uma entrevista de acerto do dízimo, com uma das crianças representando o bispo e o restante das crianças, uma família de dizimistas integrais. Peça ao bispo que pergunte a cada membro da família se é dizimista integral e diga a cada membro da família que responda.

  5. 5.

    Conte a seguinte história com suas próprias palavras:

    “Quando o Natal do ano de 1929 se aproximava, muitas trabalhadores estavam desempregados. Nossa família era afortunada. (…) Meu marido ainda estava empregado.

    Inesperadamente, porém, uma semana antes do Natal, ele ficou sem emprego. Quando levou para casa seu último cheque de pagamento, que era de sessenta e três dólares, nosso primeiro pensamento foi: ‘Como vamos usar esse dinheiro?’

    Tínhamos enlatado muitas frutas e legumes, e nossa vaca e nossas galinhas podiam fornecer leite, manteiga e ovos. Nosso suprimento de alimento era grande, por isso planejamos usar o dinheiro para comprar presentes para nossos três filhos de seis, quatro e um ano de idade.

    O bispo, então, anunciou que realizaria o acerto do dízimo no fim de semana seguinte. Havíamos pago parte do dízimo a cada mês, mas não integralmente. Sempre esperávamos que nossas condições financeiras fossem melhorar para que pudéssemos pôr o dízimo em dia.

    Depois de fazer alguns cálculos, descobrimos que devíamos ao bispo exatamente sessenta dólares, se quiséssemos terminar o ano como dizimistas integrais. Nunca sessenta dólares pareceram uma quantia tão grande! Estávamos aprendendo uma das grandes lições da vida: ‘Seja honesto com o Senhor a cada dia de pagamento’.

    (…) Decidimos ir até a casa do bispo e entregar-lhe os sessenta dólares, antes que ficássemos tentados a gastar parte do dinheiro. (…) Ainda nos restaram três dólares para as compras de Natal. No dia seguinte, (…) compramos uma latinha de tinta preta e outra de tinta vermelha. (…) Meu marido e eu trabalhamos várias horas, enquanto as crianças dormiam, para construir brinquedos de madeira, esculpindo e pintando sobras de lenha. Costurei bichos de pano e fiz uma boneca de trapo.

    (…) Passamos um Natal agradável, apesar da falta de dinheiro.

    Por volta da metade de janeiro, meu marido recebeu um telefonema oferecendo-lhe um emprego no qual iria ganhar cento e cinqüenta dólares por mês. Parecia uma fortuna para nós! Daquele dia em diante, até quando faleceu, meu marido nunca mais ficou desempregado, e prosperamos tanto espiritual quanto financeiramente.

    Em Malaquias 3:10 lemos: ‘Trazei todos os dízimos à casa do tesouro, para que haja mantimento na minha casa, e depois fazei prova de mim nisto, diz o Senhor dos Exércitos, se eu não vos abrir as janelas do céu, e não derramar sobre vós uma bênção tal até que não haja lugar suficiente para a recolherdes’.

    Aceitamos o desafio, e realmente recebemos as bênçãos.” [Jennie N. Ernstrom, “Tithing Came before Presents”, (O Dízimo vem Antes dos Presentes) Ensign, dezembro de 1988, p. 41.]

  6. 6.

    Ajude as crianças a decorarem Malaquias 3:10.

Conclusão

Testemunho

Testifique às crianças que serão abençoadas, tanto espiritual quanto materialmente, se obedecerem à lei do dízimo. Pode contar uma experiência em que foi abençoado por ter pago o dízimo.

Sugestão para Designação de Leitura

Sugira às crianças que estudem Malaquias 3:8–12 em casa, para recapitularem a lição.

Sugestão para Atividade com a Família

Incentive as crianças a conversarem com a família a respeito de uma parte específica da lição, como, por exemplo, uma história, pergunta ou atividade, ou a lerem com a família a “Sugestão para Designação de Leitura”.

Convide uma criança para fazer a última oração.