Capítulo 6

Jesus Cristo, Nosso Salvador e Redentor

Ensinamentos dos Presidentes da Igreja: Ezra Taft Benson


“Declaramos a divindade de Jesus Cristo. Nós O consideramos a única fonte de nossa salvação.”

Da Vida de Ezra Taft Benson

“Não me lembro de nenhum tempo em que não acreditei em Jesus Cristo”, disse o Presidente Ezra Taft Benson. “Parece que a realidade de Sua vida, morte e ressurreição sempre fez parte de minha vida. Fui criado em um lar de pais fiéis que acreditavam fervorosamente em Cristo e Dele testificavam; sou extremamente grato por isso.”1

Esse testemunho a respeito de Jesus Cristo alicerçou a vida do Presidente Benson. Moldou suas prioridades, guiou suas decisões e ajudou-o a vencer as dificuldades. Deu-lhe perspectiva do propósito da mortalidade e confiança nas promessas e bênçãos da vida eterna.

Durante seu ministério apostólico, como testemunha especial de Jesus Cristo, o Presidente Benson prestou testemunho do Salvador frequentemente. Ao reconhecer que “às vezes é feita a pergunta ‘Os mórmons são cristãos?’”, ele testificou:

“Declaramos a divindade de Jesus Cristo. Nós O consideramos a única fonte de nossa salvação. Esforçamo-nos para viver Seus ensinamentos e ansiamos pelo tempo em que Ele virá novamente a esta Terra para governar e reinar como Rei dos reis e Senhor dos senhores. Nas palavras de um dos profetas do Livro de Mórmon, dizemos (…): ‘Nenhum outro nome se dará, nenhum outro caminho ou meio pelo qual a salvação seja concedida aos filhos dos homens, a não ser em nome e pelo nome de Cristo, o Senhor Onipotente’ (Mosias 3:17)”.2

As declarações do Presidente Benson a respeito da divindade de Jesus Cristo sempre se relacionavam ao Livro de Mórmon.3 “Por meio do Livro de Mórmon, Deus proveu para nossos dias uma prova tangível de que Jesus é o Cristo”, afirmou.4 Ele ensinou que a “principal missão” do Livro de Mórmon é convencer as pessoas quanto a essa verdade.5 “Mais da metade de todos os versículos do Livro de Mórmon fala de nosso Senhor”, observou. “Ele tem mais de cem nomes diferentes no Livro de Mórmon. Esses nomes têm um significado específico ao descrever Sua natureza divina.”6

O testemunho do Presidente Benson sobre o Salvador revelou a proximidade pessoal que tinha com Ele:

“De toda minha alma, eu O amo.

Testifico humildemente que Ele é hoje o mesmo Senhor amoroso e compassivo que foi quando andou pelas estradas empoeiradas da Palestina. Ele está perto de Seus servos nesta Terra. Ele Se preocupa com cada um de nós e nos ama individualmente. Disso vocês podem ter certeza.

Ele vive hoje como nosso Senhor, nosso Mestre, nosso Salvador, nosso Redentor e nosso Deus.

Deus nos abençoe a todos para que creiamos Nele, para que O aceitemos e adoremos, para que confiemos plenamente Nele e O sigamos”.7

“Nenhum evento poderia ser mais importante para as pessoas individualmente ou para as nações do que a Ressurreição do Mestre.”

Ensinamentos de Ezra Taft Benson

1

Devido a Seu infinito amor por nós, Jesus Cristo redimiu-nos da morte física e espiritual.

Nenhuma outra influência teve tanta repercussão nesta Terra quanto a vida de Jesus, o Cristo. Não há como imaginar nossa vida sem Seus ensinamentos. Sem Ele, estaríamos perdidos em uma miríade de crenças e religiões falsas originadas pelo medo e pelas trevas, dominadas pelas coisas sensuais e materialistas. Estamos muito aquém da meta que Ele traçou para nós, mas não devemos jamais perdê-la de vista; tampouco devemos esquecer que nosso grande salto para a luz, para a perfeição, não teria sido possível sem que houvesse Seus ensinamentos, Sua vida, Sua morte e Sua Ressurreição.8

A fim de demonstrar um pouco de nosso apreço e nossa gratidão pelo que [Jesus Cristo] realizou em nosso benefício, precisamos nos lembrar destas verdades cruciais:

Jesus veio à Terra para fazer a vontade do Pai.

Ele veio com o conhecimento prévio de que teria de suportar o peso dos pecados de todos nós.

Sabia que seria levantado em uma cruz.

Ele nasceu para ser o Salvador e Redentor de toda a humanidade.

Ele foi capaz de realizar Sua missão porque era o Filho de Deus e possuía o poder de Deus.

Ele Se dispôs a cumprir Sua missão porque nos ama.

Nenhum ser mortal tinha o poder ou a capacidade de redimir todos os outros mortais de seu estado de perdição e queda; e nenhum poderia voluntariamente entregar a vida proporcionando, dessa forma, uma ressurreição universal a todos os outros mortais.

Somente Jesus Cristo podia e estava disposto a realizar tal ato de amor e redenção.9

Jesus Cristo (…) veio à Terra em um tempo predeterminado e por uma linhagem real que preservou Sua divindade. Em Sua natureza, combinavam-se os atributos humanos de Sua mãe mortal e os atributos e poderes divinos de Seu Pai Eterno.

Sua hereditariedade, portanto, fazia Dele o legítimo detentor do honroso título de — Filho Unigênito de Deus na carne. Como Filho de Deus, Ele possuía poderes e inteligência como ninguém possuíra antes ou viria a possuir depois. Ele foi literalmente Emanuel, que significa “Deus conosco” (ver Isaías 7:14; Mateus 1:23).

Embora Ele tenha sido o Filho que Deus enviou ao mundo, o plano divino do Pai exigia que Jesus Se submetesse a todas as dificuldades e tribulações da mortalidade. Assim, Ele Se sujeitou a “tentações (…), fome, sede e cansaço” (Mosias 3:7).

A fim de qualificar-Se como o Redentor de todos os filhos de nosso Pai, Jesus teve de ser perfeitamente obediente a todas as leis de Deus. Por ter-Se submetido à vontade do Pai, Ele cresceu “de graça em graça, até receber a plenitude” do poder do Pai. E assim, Ele “recebeu todo o poder, tanto nos céus como na Terra” (D&C 93:13, 17).10

Por [Jesus] ser Deus — sim, o Filho de Deus — Ele pôde tomar sobre Si o fardo e o peso dos pecados da humanidade. Isaías profetizou [da] disposição do nosso Salvador em fazer isso: “Verdadeiramente ele tomou sobre si as nossas enfermidades, e as nossas dores levou sobre si; (…) foi ferido por causa das nossas transgressões, e moído por causa das nossas iniquidades; o castigo que nos traz a paz estava sobre ele, e pelas suas pisaduras fomos sarados” (Isaías 53:4–5).

Esse ato sagrado e altruísta de tomar voluntariamente sobre Si os pecados de todos os homens chama-se Expiação. A maneira como apenas Um pôde expiar os pecados de todos é algo que transcende a compreensão mortal. Mas de uma coisa sei com certeza: Ele realmente tomou sobre Si os pecados de todos os homens e fez isso por amar infinitamente cada um de nós. Ele disse: “Pois eis que eu, Deus, sofri essas coisas por todos, para que não precisem sofrer caso se arrependam; (…) sofrimento que fez com que eu, Deus, o mais grandioso de todos, tremesse de dor e sangrasse por todos os poros; e sofresse, tanto no corpo como no espírito—e desejasse não ter de beber a amarga taça e recuar” (D&C 19:16, 18).

Apesar da dor excruciante, Ele tomou da taça e bebeu. Ele sofreu as dores de todos os homens para que nós não tivéssemos de sofrer. Suportou a humilhação e os insultos de Seus perseguidores sem reclamar nem revidar. Foi açoitado e, depois, sofreu a humilhação da execução brutal — na cruz.11

No Getsêmani e no Calvário, [Jesus] concluiu a infinita e eterna Expiação. Foi o maior ato de amor já registrado na história. Seguiu-se a isso Sua morte e Ressurreição.

Dessa forma, Ele Se tornou nosso Redentor — redimindo todos nós da morte física e redimindo da morte espiritual aqueles dentre nós que obedecerão às leis e ordenanças do evangelho.12

Talvez nunca venhamos a compreender ou entender na mortalidade como Ele fez isso, mas não podemos deixar de compreender por que Ele o fez.

Tudo o que Ele fez foi movido por Seu amor altruísta e infinito por nós.13

“Nenhuma outra influência teve tanta repercussão nesta Terra quanto a vida de Jesus, o Cristo.”

2

Jesus Cristo saiu do sepulcro e vive hoje em dia como um ser ressuscitado.

Os eventos mais espetaculares da história são os que afetam o maior número de pessoas pelo maior período de tempo. Seguindo esse padrão, nenhum evento poderia ser mais importante para as pessoas individualmente ou para as nações do que a Ressurreição do Mestre.

A literal ressurreição de cada alma que já viveu e morreu sobre a Terra é uma certeza; e, sem dúvida, todos deveriam preparar-se cuidadosamente para esse evento. A ressurreição gloriosa deveria ser a meta de todo homem e toda mulher, pois a ressurreição será uma realidade.

Nada é mais absolutamente universal do que a ressurreição. Todo ser vivente ressuscitará. “Porque, assim como todos morrem em Adão, assim também todos serão vivificados em Cristo” (I Coríntios 15:22).

O registro das escrituras nos conta que, no terceiro dia após a crucificação de Jesus, houve um grande terremoto. A pedra colocada na entrada do sepulcro foi rolada. Algumas mulheres, dentre Seus seguidores mais dedicados, foram até o local com especiarias e “não acharam o corpo do Senhor Jesus”.

Anjos apareceram-lhes e disseram, simplesmente: “Por que buscais o vivente entre os mortos? Não está aqui, mas ressuscitou” (Lucas 24:3–6). Nada em toda a história se iguala a esse anúncio dramático: “Não está aqui, mas ressuscitou”.

O fato da Ressurreição de nosso Senhor baseia-se no testemunho de muitas testemunhas confiáveis. O Senhor ressuscitado apareceu a diversas mulheres, aos dois discípulos no caminho de Emaús, a Pedro e aos apóstolos; e, “Depois”, como Paulo relata, “foi visto, uma vez, por mais de quinhentos irmãos. (…) E por derradeiro de todos me apareceu também a mim [Paulo]” (I Coríntios 15:6, 8). (…)

Sendo uma de Suas testemunhas nestes últimos dias, testifico que Ele vive nos dias de hoje. Ele é um Ser ressuscitado. Ele é nosso Salvador, nosso Senhor, o próprio Filho de Deus. Testifico-lhes que Ele virá novamente como nosso Senhor glorificado e ressuscitado. Esse dia não demora. A todos os que O aceitam como Salvador e Senhor, Sua Ressurreição literal significa que a vida não termina na morte, pois Ele nos prometeu: “Porque eu vivo, e vós vivereis” (João 14:19).14

Somente Ele tinha o poder de ressuscitar. Assim, no terceiro dia após Seu sepultamento, Ele saiu vivo do sepulcro e mostrou-Se a muitos. (…) Por ser uma [de Suas] testemunhas especiais, como hoje somos conhecidos, testifico-lhes que Ele vive. Ele vive com um corpo ressuscitado. Não existe nenhuma verdade ou nenhum fato do qual eu tenha mais certeza ou esteja mais seguro do que a verdade da ressurreição literal de nosso Senhor.15

3

Devemos ser valentes em nosso testemunho de Jesus Cristo.

A bênção mais inestimável disponível a todos os membros da Igreja é o testemunho da divindade de Jesus Cristo e de Sua Igreja. O testemunho é uma das poucas aquisições que poderemos levar conosco quando deixarmos esta vida.

Possuir um testemunho de Jesus é possuir o conhecimento, por meio do Espírito Santo, da missão divina de Jesus Cristo.

Ter um testemunho de Jesus é saber da natureza divina do nascimento de nosso Senhor — que Ele é, realmente, o Filho Unigênito na carne.

Ter um testemunho de Jesus é saber que Ele é o Messias prometido e que, durante Sua permanência entre os homens, Ele realizou muitos milagres grandiosos.

Ter um testemunho de Jesus é saber que as leis que Ele prescreveu como Sua doutrina são verdadeiras e viver segundo essas leis e ordenanças.

Ter um testemunho de Jesus é saber que Ele voluntariamente tomou sobre Si os pecados da humanidade no Jardim do Getsêmani e que isso O fez sofrer, tanto no corpo como no espírito, a ponto de sangrar por todos os poros. Tudo isso Ele fez para que não tivéssemos de sofrer caso nos arrependêssemos (ver D&C 19:16, 18).

Ter um testemunho de Jesus é saber que Ele saiu do sepulcro triunfantemente, com um corpo físico ressuscitado. E porque Ele vive, a humanidade também viverá.

Ter um testemunho de Jesus é saber que Deus, o Pai, e Jesus Cristo realmente apareceram ao Profeta Joseph Smith a fim de estabelecer uma nova dispensação de Seu evangelho, para que a salvação seja pregada a todas as nações antes de Sua vinda.

Ter um testemunho de Jesus é saber que a Igreja que Ele estabeleceu no meridiano dos tempos e que foi restaurada na modernidade é, como o Senhor declarou, “a única igreja verdadeira e viva na face de toda a Terra” (D&C 1:30).

É vital que tenhamos esse testemunho. Mas é muito mais importante ser valentes em nosso testemunho.

Ter um testemunho de Jesus significa que aceitamos a missão divina de Jesus Cristo, aceitamos Seu evangelho e realizamos Sua obra. Também significa que aceitamos a missão profética de Joseph Smith e seus sucessores e seguimos seus conselhos. Disse Jesus: “Seja pela minha própria voz ou pela voz de meus servos, é o mesmo” (D&C 1:38).

Ao falar a respeito dos que receberão no final as bênçãos do reino celestial, o Senhor disse a Joseph Smith:

“Esses são os que receberam o testemunho de Jesus e creram em seu nome e foram batizados na semelhança de seu sepultamento, sendo sepultados na água em seu nome; e isto de acordo com o mandamento que ele deu” (D&C 76:51).

Esses são os valentes em seu testemunho de Jesus e que, segundo a declaração do Senhor, “vencem pela fé e são selados pelo Santo Espírito da promessa que o Pai derrama sobre todos os que são justos e fiéis” (D&C 76:53).16

4

Ter fé em Jesus Cristo é confiar Nele completamente e seguir Seus ensinamentos.

O princípio básico de nossa religião é a fé no Senhor Jesus Cristo. Por que é tão recomendável que centralizemos nossa segurança, nossa esperança e nossa confiança em uma pessoa somente? Por que é tão necessário ter fé Nele para termos paz de consciência nesta vida e esperança no mundo vindouro?

As respostas a essas perguntas mostram se vamos enfrentar o futuro com coragem, esperança e otimismo ou com apreensão, ansiedade e pessimismo.

Minha mensagem e meu testemunho são que: Somente Jesus Cristo está especificamente qualificado para nos dar essa esperança, essa confiança e essa força de que necessitamos para vencer o mundo e superar nossas fraquezas. Para isso, devemos depositar nossa fé Nele e viver de acordo com Suas leis e Seus ensinamentos. (…)

Ter fé Nele transcende o mero reconhecimento de que Ele vive. É muito mais do que dizer que acreditamos.

Ter fé em Jesus Cristo significa confiar plenamente Nele. Por ser Deus, Ele tem poder, inteligência e amor infinitos. Não há problema humano que Ele não consiga resolver. Por ter descido abaixo de todas as coisas (ver D&C 122:8), Ele sabe como nos ajudar a sobrepujar as dificuldades diárias.

Ter fé Nele significa acreditar que, mesmo que não entendamos todas as coisas, Ele entende. Portanto, devemos buscá-Lo “em cada pensamento; não [duvidar] e não [temer]” (D&C 6:36).

Ter fé Nele significa acreditar firmemente que Ele tem poder absoluto sobre todos os homens e todas as nações. Não há mal que Ele não possa deter. Todas as coisas estão em Suas mãos. Esta Terra é Seu domínio por direito. Mesmo assim, Ele permite que o mal aconteça para que possamos escolher entre o bem e o mal.

Seu evangelho é a fórmula perfeita para todos os problemas humanos e todos os males sociais.

Contudo, Seu evangelho só será eficaz se o aplicarmos a nossa vida. Por isso, devemos “[banquetear-nos] com as palavras de Cristo; pois eis que as palavras de Cristo [nos] dirão todas as coisas que [devemos] fazer” (2 Néfi 32:3).

Se não praticamos Seus ensinamentos, não demonstramos ter fé Nele.

Imaginem como este mundo seria diferente se toda a humanidade fizesse o que Ele disse: “Amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todo o teu pensamento. (…) Amarás o teu próximo como a ti mesmo” (Mateus 22:37, 39).

Portanto, qual é a resposta à pergunta “O que deve ser feito quanto aos problemas e dilemas que as pessoas, comunidades e nações enfrentam hoje?” Aqui está Sua simples fórmula:

“Acreditai em Deus; acreditai que ele existe e que criou todas as coisas, tanto no céu como na Terra; acreditai que ele tem toda a sabedoria e todo o poder, tanto no céu como na Terra; acreditai que o homem não compreende todas as coisas que o Senhor pode compreender. (…)

Acreditai que vos deveis arrepender de vossos pecados e abandoná-los e humilhar-vos diante de Deus; e pedir com sinceridade de coração que ele vos perdoe; e agora, se acreditais em todas estas coisas, procurai fazê-las” (Mosias 4:9–10; grifo do autor).17

“Vinde após mim” (Marcos 1:17).

5

Somos muito mais abençoados e alegres quando nos esforçamos para ser como Jesus Cristo.

Um dos propósitos desta vida é que sejamos provados para ver se “[faremos] todas as coisas que o Senhor” nosso Deus nos ordenar (Abraão 3:25). Em resumo, devemos saber qual é a vontade do Senhor e fazê-la. Devemos seguir o exemplo de Jesus Cristo e ser como Ele.

A pergunta essencial da vida deveria ser a mesma que Paulo fez: “Senhor, que queres que eu faça?” (Atos 9:6). (…)

Precisamos de mais homens e mulheres de Cristo, que sempre vão lembrar-se Dele e cumprir os mandamentos que Ele lhes deu. A melhor medida de nosso sucesso é ver o quanto conseguimos seguir Seus passos em todos os momentos.18

Alguns (…) estão dispostos a morrer por sua fé, mas não estão dispostos a viver plenamente por ela. Cristo tanto viveu como morreu por nós. Por meio de Sua Expiação e ao seguir Seus passos, podemos merecer o maior de todos os dons — a vida eterna, que é o tipo de vida que tem o grande Ser Eterno — nosso Pai Celestial.

Cristo fez a seguinte pergunta: “Que tipo de homens [devemos] ser?” Ele responde em seguida, dizendo que devemos ser como Ele é (3 Néfi 27:27).

É grande, abençoado e ditoso o homem cuja vida se aproxima do padrão de Cristo. Isso nada tem a ver com riqueza, poder ou prestígio mundano. A única verdadeira prova de nossa grandeza, santidade e nosso júbilo é a medida de nossa semelhança com o Mestre, Jesus Cristo. Ele é o caminho certo, a verdade plena e a vida abundante.

A pergunta que deveria ser mais frequente, sempre voltar à nossa mente e influenciar cada pensamento e ato de nossa vida é: “Senhor, que queres que eu faça?” (Atos 9:6). A resposta a essa pergunta só nos vem por meio da Luz de Cristo e do Espírito Santo. Feliz daquele que vive de modo a ter ambos em seu interior. (…)

Considerando tudo o que [Jesus Cristo] já fez e ainda faz por nós, há algo que devemos dar-Lhe em retribuição.

Cristo nos deu a grandiosa dádiva de Sua vida e Seu Sacrifício. Não deveria, pois, ser essa a nossa pequena dádiva a Ele — nossa vida e nossos sacrifícios, não só agora como no futuro?19

[Os que são] liderados por Cristo serão consumidos em Cristo. (…) A vontade desses homens será absorvida pela vontade de Cristo (ver João 5:30). Esses sempre fazem as coisas que agradam ao Senhor (ver João 8:29). Não só morreriam pelo Senhor, mas, o que é mais importante, querem viver por Ele.

Entrando no lar de um deles, os quadros nas paredes, os livros na estante, a música no ar, suas palavras e seus atos mostram que são cristãos. Eles servem de testemunhas de Deus em todos os momentos e em todas as coisas e em todos os lugares (ver Mosias 18:9). Têm Cristo na mente, pois O buscam em cada pensamento (ver D&C 6:36). Têm Cristo no coração, pois seu afeto Lhe pertence para sempre (ver Alma 37:36).

Quase todas as semanas tomam o sacramento e testificam novamente ao Pai Eterno que estão dispostos a tomar sobre si o nome de Seu Filho, a recordá-Lo sempre e a guardar Seus mandamentos (ver Morôni 4:3).

Na linguagem do Livro de Mórmon, eles “se banqueteiam com as palavras de Cristo” (ver 2 Néfi 32:3), “falam de Cristo” (ver 2 Néfi 25:26), “regozijam-se em Cristo” (ver 2 Néfi 25:26), “são vivificados em Cristo” (ver 2 Néfi 25:25) e “gloriam-se em [seu] Jesus” (ver 2 Néfi 33:6). Em resumo, perdem-se no Senhor para encontrar a vida eterna (ver Lucas 17:33).20

Sugestões para Estudo e Ensino

Perguntas

  • O Presidente Benson ensinou que, embora não possamos compreender plenamente como o Salvador realizou a Expiação, podemos compreender por que Ele a realizou (ver seção 1). De que maneira essa compreensão influencia sua vida?

  • Leia novamente a seção 2 e pense a respeito do impacto da Ressurreição do Salvador. De que maneira Sua Ressurreição afeta sua vida?

  • Por que você acha que um testemunho de Jesus Cristo é “a bênção mais inestimável”? (Ver seção 3.) O que significa para você ser valente em seu testemunho sobre o Salvador?

  • Reflita sobre as palavras do Presidente Benson a respeito da fé em Jesus Cristo (ver seção 4). De que maneira essa descrição da fé em Cristo transcende “o mero reconhecimento de que Ele vive”?

  • O Presidente Benson disse que as pessoas “lideradas por Cristo” estão dispostas a “morrer pelo Senhor, mas, o que é mais importante, querem viver por Ele” (seção 5). O que você acha que significa viver pelo Salvador?

Escrituras Relacionadas

João 10:17–18; 2 Néfi 9:20–24; 31:20–21; Mosias 16:6–11; 3 Néfi 27:20–22; Morôni 7:33; D&C 19:1–3, 16–19; 76:22–24; Regras de Fé 1:3

Auxílio de Estudo

“Ao sentir a alegria que provém da compreensão do evangelho, você terá o desejo de colocar em prática o que aprendeu. Faça um esforço para ter uma vida que esteja em harmonia com a sua compreensão. Isso irá fortalecer sua fé, seu conhecimento e seu testemunho” (Pregar Meu Evangelho, 2004, p. 19).

Exibir Referências

Notas

  1. “O Significado da Páscoa”, A Liahona, abril de 1993, p. 2.

  2. The Teachings of Ezra Taft Benson, 1988, p. 10.

  3. Ver “Vinde a Cristo”, A Liahona, janeiro de 1988, p. 82; “Eu Testifico”, A Liahona, janeiro de 1989, p. 91.

  4. “Eu Testifico”, p. 91.

  5. “Vinde a Cristo”, p. 82; ver também “Nascido de Deus, A Liahona, outubro de 1989, p. 2.

  6. “Vinde a Cristo”, p. 82.

  7. “Jesus Cristo: Nosso Salvador e Redentor”, A Liahona, dezembro de 1990, p. 2.

  8. “Life Is Eternal” [A Vida É Eterna], Ensign, agosto de 1991, p. 4.

  9. “Jesus Cristo: Nosso Salvador e Redentor”, p. 2.

  10. “Jesus Cristo: Nosso Salvador e Redentor”, p. 2.

  11. “Jesus Cristo: Nosso Salvador, Nosso Deus”, A Liahona, dezembro de 1991, p. 2.

  12. “Keeping Christ in Christmas” [Lembrar Jesus no Natal], Ensign, dezembro de 1993, p. 4.

  13. “Jesus Cristo: Nosso Salvador e Redentor”, p. 2.

  14. “O Significado da Páscoa”, p. 2.

  15. “Jesus Cristo: Nosso Salvador, Nosso Deus”, p. 2.

  16. “Valentes no Testemunho de Jesus”, A Liahona, junho de 1987, p. 2.

  17. “Jesus Cristo: Nosso Salvador e Redentor”, p. 2.

  18. “Em Seus Passos”, A Liahona, fevereiro de 1989, p. 3.

  19. “Jesus Cristo — Dádivas e Expectativas”, A Liahona, dezembro de 1987, p. 3.

  20. “Nascido de Deus”, p. 2.