Capítulo 21: Proclamar o Evangelho ao Mundo

Ensinamentos dos Presidentes da Igreja: Joseph Fielding Smith, 2013


“Provamos os frutos do evangelho, sabemos que são bons e desejamos que todos recebam as mesmas bênçãos e o mesmo espírito que foram com tanta abundância derramados sobre nós.”

Da Vida de Joseph Fielding Smith

Joseph Fielding Smith e a esposa, Louie, não ficaram surpresos ao receberem uma carta assinada pelo Presidente Lorenzo Snow chamando Joseph para ser missionário de tempo integral. Naquele tempo, na Igreja, era frequente que homens casados fossem chamados para servir longe de casa. Sendo assim, quando a carta chegou no dia 17 de março de 1899, cerca de um mês depois de completarem um ano de casados, Joseph e Louie aceitaram a oportunidade com fé e coragem, e com um misto de tristeza ao pensarem que ficariam separados por dois anos.

O Élder Smith serviu na Inglaterra, e, sendo assim, aproximadamente 7.600 quilômetros de distância o separavam de sua casa. Ele e Louie escreviam um para o outro com frequência. Eram cartas cheias de palavras de amor e testemunho. Em uma de suas primeiras cartas a Louie, o Élder Smith escreveu: “Sei que o trabalho que fui chamado a realizar é a obra de Deus, caso contrário, não ficaria aqui nem um minuto nem teria saído de casa. Mas sei que nossa felicidade depende de minha fidelidade aqui. É o mínimo que posso fazer por amor à humanidade, considerando-se que nosso Salvador sofreu tanto por nós. (…) Estou nas mãos do Pai Celestial, e Ele cuidará de mim e me protegerá, se eu fizer a Sua vontade. E Ele estará com você na minha ausência e cuidará de você e a protegerá de tudo”.1

O Élder Smith e seus companheiros de missão foram servos dedicados do Senhor. Em outra carta a Louie, ele contou que, mensalmente, ele e outros missionários distribuíam cerca de 10 mil panfletos e visitavam cerca de 4 mil lares. Ele, contudo, acrescentou esta observação desanimadora: “Não acredito que um, nem mais do que um, dos folhetos seja lido em cada cem distribuídos”.2 Na época em que o Élder Smith estava na Inglaterra, muito poucas pessoas aceitavam a mensagem do evangelho restaurado. Nos dois anos em que serviu fielmente, “ele não fez nenhum converso, não teve a oportunidade de fazer nenhum batismo, mas confirmou um converso”.3 Sem ver seu trabalho ter grandes resultados, ele consolava-se em saber que estava fazendo a vontade do Senhor e ajudando a preparar pessoas que, talvez, mais tarde na vida receberiam o evangelho.

Durante a missão, o Élder Smith passou cerca de duas semanas confinado a um hospital com outros quatro missionários. Esses cinco élderes tinham sido expostos à varíola, portanto foram colocados em quarentena para evitar que a doença se alastrasse. Apesar de o Élder Smith referir-se à quarentena como “prisão”, ele e seus companheiros aproveitaram a situação ao máximo. Chegaram até a falar do evangelho à equipe do hospital. No final da quarentena, o Élder Smith escreveu o seguinte no diário: “Fizemos amizade com as enfermeiras e com as pessoas que nos visitaram em nosso tempo de prisão. Conversamos muitas vezes sobre o evangelho e também lhes deixamos livros para lerem. Quando deixamos o hospital cantamos um ou dois hinos que, entre outras coisas, impressionaram os ouvintes, pois ficaram com lágrimas nos olhos. Acho que deixamos uma boa impressão no hospital, principalmente entre as enfermeiras, que confessam que não somos o tipo de pessoas que achavam que fôssemos e [disseram que] agora nos defenderiam sempre”.4

O Élder Smith terminou a missão em junho de 1901. Setenta anos depois, voltou à Inglaterra, na posição de Presidente da Igreja, para presidir uma conferência de área. Nesta época, as sementes que ele e outros plantaram haviam germinado e florescido. Ele ficou exultante em ver tantos santos britânicos nas reuniões5 e disse: “Várias estacas de Sião, um templo dedicado ao Senhor, um número considerável de capelas de alas e estacas e uma obra missionária de muito sucesso; tudo isso deixa claro que a Igreja está amadurecendo na Grã-Bretanha”. Disse também que esse progresso na Grã-Bretanha era uma amostra do que aconteceria no mundo inteiro. Ele declarou que o evangelho é para todos e que “a Igreja será estabelecida em todo lugar, em todas as nações, até os confins da Terra, antes da Segunda Vinda do Filho do Homem”.6

O Élder Joseph Fielding Smith em 1910, pouco depois de ser ordenado apóstolo.

Ensinamentos de Joseph Fielding Smith

1

Somos os únicos a ter a plenitude do evangelho restaurado e desejamos que todos recebam essa mesma bênção.

Em sua infinita sabedoria e para cumprir os convênios e as promessas feitos aos profetas antigos, o Senhor restaurou a plenitude de Seu evangelho eterno nestes últimos dias. Esse evangelho é o plano de salvação; foi ordenado e estabelecido nos conselhos da eternidade antes que se lançassem as fundações desta Terra e foi revelado novamente em nossa época para salvar e abençoar todos os filhos do Pai em toda parte. (…)

Quase 600 anos antes de Cristo, ou seja, de Sua vinda, o grande profeta Néfi disse a seu povo: “Há um Deus e um Pastor sobre toda a Terra.

E chegará o tempo em que ele se manifestará a todas as nações” (1 Néfi 13:41–42).

Desponta agora o dia do cumprimento dessa promessa. Esta é a época destinada à pregação do evangelho em todo o mundo, bem como à edificação do reino do Senhor em todas as nações. Em todas as nações, há pessoas boas e justas que atenderão à verdade, que se filiarão à Igreja e que se tornarão luzes para guiar seu próprio povo. (…)

O evangelho é para todos e o Senhor espera que aqueles que o recebem vivam de acordo com suas verdades e levem-nas aos de sua própria nação e língua.

Portanto, agora, em espírito de amor e fraternidade, convidamos todas as pessoas de todas as partes a dar ouvidos às palavras de vida eterna reveladas hoje por meio do Profeta Joseph Smith e seus companheiros.

Convidamos os filhos de nosso Pai a achegarem-se a Cristo, serem aperfeiçoados Nele e negarem-se “a toda iniquidade” (Morôni 10:32).

Convidamos todos a crer em Cristo e em Seu evangelho, a filiarem-se a Sua Igreja e a unirem-se a Seus santos.

Provamos os frutos do evangelho, sabemos que são bons e desejamos que todos recebam as mesmas bênçãos e o mesmo espírito que foram com tanta abundância derramados sobre nós.7

Não ignoro o fato de existirem pessoas boas e dedicadas em todas as religiões, denominações e em todos os partidos, e elas serão abençoadas e recompensadas por tudo de bom que fizerem. Isso, porém, não invalida o fato de que nós somos os únicos que dispõem das leis e ordenanças que preparam o homem para ser plenamente recompensado nas mansões do alto. Portanto dizemos aos bons e nobres, aos retos e religiosos em toda parte: mantenham tudo o que têm de bom; apeguem-se a todo princípio verdadeiro de que agora dispõem, mas venham obter mais luz e conhecimento que aquele Deus, que é o mesmo ontem, hoje e sempre, voltou agora a derramar sobre Seu povo.8

Rogo em oração que os propósitos do Senhor na Terra, tanto na Igreja como fora dela, sejam alcançados rapidamente; que Ele abençoe Seus santos fiéis e que multidões que buscam a verdade e cujo coração é reto perante o Senhor herdem conosco a plenitude das bênçãos do evangelho restaurado.9

2

Todos os membros da Igreja têm a responsabilidade de empregar sua força, sua energia, seus recursos e sua influência na proclamação do evangelho.

Ouvimos dizer que somos todos missionários. (…) Todos fomos designados, não pela imposição de mãos — não recebemos esse chamado especial nem fomos indicados para fazer a obra missionária —, mas, por sermos membros da Igreja e termos prometido dedicar-nos à proclamação do evangelho de Jesus Cristo, tornamo-nos missionários. Isso faz parte da responsabilidade de todo membro da Igreja.10

Com o coração cheio de amor a toda a humanidade, peço aos membros da Igreja que aprendam a viver o evangelho e empreguem sua força, sua energia e seus recursos para proclamá-lo ao mundo. Recebemos um encargo do Senhor. Ele nos deu um mandamento divino. Ordenou que seguíssemos com diligência incansável e levássemos a Seus outros filhos as verdades salvadoras reveladas ao Profeta Joseph Smith.11

Digo que nossa missão, na medida do possível, é regenerar, levar ao arrependimento tantos filhos de nosso Pai Celeste quantos nos for possível. Essa é (…) uma obrigação que o Senhor impôs à Igreja, e mais particularmente aos quóruns do sacerdócio da Igreja; ainda assim, toda alma tem essa obrigação.12

Existem entre nós muitas almas honestas que nunca aceitaram a oportunidade, ou nunca se deram ao trabalho de estudar para encontrar as verdades gloriosas que foram manifestadas nas revelações do Senhor. Essas pessoas não pensam nessas coisas, elas vivem entre nós, nós as conhecemos e temos contato diário com elas. Elas acham que somos gente muito boa, mas com opiniões religiosas peculiares e, portanto, não dão atenção à nossa fé, daí a necessidade do extenso trabalho missionário que vem sendo realizado nas estacas de Sião. Trabalho esse feito para colher uma safra de pessoas honestas e fiéis, bem aqui, dentre aqueles que, anteriormente nunca aproveitaram a oportunidade que, afirmo eu, tiveram de ouvir o evangelho.13

“Cada pessoa que recebe a luz do evangelho torna-se uma luz e um guia para todos a quem consegue ensinar.”

Nós que recebemos a verdade do evangelho eterno não devemos ficar satisfeitos com nada aquém do melhor, e o melhor é a plenitude do reino do Pai. Por isso anseio e oro que vivamos em retidão e sejamos um bom exemplo para todos os homens, para que ninguém tropece, ninguém fraqueje, ninguém se desvie da senda da retidão por causa de alguma palavra ou algum ato nosso.14

Há uma influência que irradia não só do indivíduo, mas da Igreja. Acredito que nosso sucesso no mundo dependa em muito da atitude dos membros da Igreja. Se fôssemos totalmente unidos em pensamento e ações, se amássemos a verdade, se andássemos na verdade como o Senhor desejaria, então irradiaríamos para o mundo, desta comunidade, das [congregações] de santos dos últimos dias em todas essas comunidades, uma influência inevitável. Mais homens e mulheres honestos seriam convertidos, pois o Espírito do Senhor iria adiante de nós para preparar o caminho. (…) Se este povo guardasse os mandamentos do Senhor, seria uma força e uma influência que venceria a oposição e prepararia o povo para receber a luz do Evangelho eterno. Quando falhamos nisso, assumimos uma responsabilidade com consequências terríveis.

Como eu me sentiria, ou como vocês se sentiriam, se, quando chamados para ser julgados, alguém apontasse para mim ou para vocês e dissesse: “Se não fosse pelo que esse homem ou esse grupo fez, eu teria aceitado a verdade, mas fiquei cego porque ele professava ter a luz, mas não vivia de acordo com ela”.15

O Senhor diz que, se trabalharmos todos os nossos dias e salvarmos apenas uma alma, nossa alegria com ela será imensa (ver D&C 18:15); por outro lado, quão grande será nosso pesar e condenação se, por causa de nossos atos, tivermos desviado uma alma da verdade.16

Os santos dos últimos dias, onde quer que estejam, são e devem ser uma luz para o mundo. O evangelho é uma luz que brilha nas trevas, e cada pessoa que recebe a luz do evangelho torna-se uma luz e um guia para todos a quem consegue ensinar.

Vocês têm a responsabilidade de (…) ser testemunhas vivas da veracidade e do caráter divino desta obra. Esperamos que vivam o evangelho e operem sua própria salvação, e que outros vejam suas boas obras e sejam levados a dar glória a nosso Pai que está nos céus (ver Mateus 5:16).17

3

A Igreja precisa de mais missionários que saiam a serviço do Senhor.

Precisamos de missionários. (…) O campo é vasto; grande é a seara; mas os obreiros são poucos (ver Lucas 10:2). Além disso, o campo está branco e pronto para a ceifa (ver D&C 4:4). (…)

Nossos missionários saem ao trabalho, poder algum é capaz de detê-los — e houve quem tentasse. Foi grande o esforço para detê-los no início, quando havia apenas um punhado de missionários, mas foi impossível impedir o progresso desta obra, e agora não é possível detê-la. Ela tem que prosseguir, e prosseguirá, de forma que os habitantes da Terra tenham a oportunidade de se arrepender de seus pecados, ser remidos deles e entrar na Igreja e no reino de Deus antes que a destruição final recaia sobre os ímpios conforme o prometido. (…)

E esses missionários, em sua maioria rapazes, sem preparo nas coisas do mundo, seguem avante com essa mensagem de salvação e confundem os grandes e poderosos, porque eles têm a verdade. Eles proclamam este evangelho; os honestos e sinceros ouvem-no, arrependem-se de seus pecados e filiam-se à Igreja.18

Esperamos ver o dia em que todo rapaz digno e qualificado da Igreja terá o privilégio de sair a serviço do Senhor e ser testemunha da verdade às nações da Terra.

Atualmente existem muitos casais estáveis e maduros trabalhando nesta grande causa missionária, temos serviço para muitos outros casais assim e esperamos que os que forem dignos e estiverem qualificados coloquem seus negócios em ordem, aceitem o chamado para pregar o evangelho e desempenhem suas obrigações de forma aceitável.

Também temos moças engajadas nessa obra e podemos ter muitas mais, apesar de não terem a mesma responsabilidade dos rapazes e de nosso maior desejo com referência a elas ser o de que se casem devidamente no templo do Senhor.

Convidamos os membros da Igreja a ajudar financeiramente a causa missionária e a contribuir liberalmente de seus recursos para a propagação do evangelho.

Louvamos os que trabalham com tamanha valentia na grande causa missionária. Joseph Smith disse: “Depois de tudo o que foi dito, o maior e mais importante dever é pregar o Evangelho”.19

“Louvamos os que trabalham com tamanha valentia na grande causa missionária.”

4

Temos que pregar as doutrinas de salvação como registradas nas escrituras, com clareza e simplicidade, segundo a orientação do Espírito.

Nos primeiros dias desta dispensação, o Senhor disse aos que chamara ao ministério: “Que todo homem, porém, fale em nome de Deus, o Senhor, sim, o Salvador do mundo; (…) para que a plenitude do meu evangelho seja proclamada pelos fracos e pelos simples aos confins da Terra e perante reis e governantes” (D&C 1:20, 23).

Aos que chamara a pregar Seu evangelho e a todos os élderes, sacerdotes e mestres de Sua Igreja, Ele disse: Eles “ensinarão os princípios de meu evangelho que estão na Bíblia e no Livro de Mórmon” e nas outras escrituras “conforme forem dirigidos pelo Espírito” (ver D&C 42:11–13).

Como agentes do Senhor, não somos chamados nem estamos autorizados a ensinar as filosofias do mundo nem as teorias especulativas de nossa era científica. Nossa missão é pregar as doutrinas de salvação com clareza e simplicidade, da forma que foram reveladas e registradas nas escrituras.

Depois de ordenar que ensinemos os princípios do evangelho encontrados nas obras-padrão, segundo a orientação do Espírito, o Senhor fez este importante pronunciamento que governa todas as atividades de ensino do evangelho de todos os membros da Igreja: “E o Espírito ser-vos-á dado pela oração da fé; e se não receberdes o Espírito, não ensinareis” (D&C 42:14).20

5

O evangelho é a única esperança do mundo, a única coisa que trará paz à Terra.

Vocês sabem qual é o maior poder, o fator mais poderoso em todo o mundo para o estabelecimento permanente da paz na Terra? Eu fiz a pergunta e eu mesmo a responderei, pelo menos darei minha opinião quanto ao assunto, sem me referir de forma alguma quanto a outros movimentos. O maior fator para isso em todo o mundo é o poder do Santo Sacerdócio, e os santos dos últimos dias têm esse poder. Desde o início, o Senhor enviou élderes ao mundo e ordenou-lhes que pregassem ao povo dizendo “arrependei-vos e vinde a Sião, crede em meu evangelho e tereis paz”.

A paz virá, é claro, por meio da retidão, da justiça, da misericórdia de Deus, do poder que Ele nos concederá e pelo qual nosso coração será tocado e amaremos uns aos outros. Agora, nosso dever é declarar essas coisas a todos, é chamar todos a virem a Sião, onde o estandarte foi alçado — o estandarte da paz — e a receberem as bênçãos da casa do Senhor e a influência do Espírito Santo, que ali Se manifesta. Quero dizer-lhes que nós mesmos, se servirmos ao Senhor, teremos espantoso poder para estabelecer a paz no mundo.

Bem, desejamos que outros movimentos nesse sentido sigam avante. Somos a favor de tudo o que promova a paz ao mundo; mas não podemos esquecer-nos do fato de que nós, santos dos últimos dias — se nos unirmos e agirmos como um no serviço do Senhor e levarmos as palavras de vida eterna às nações — teremos mais peso, em minha opinião, no estabelecimento da paz no mundo do que qualquer outra fonte de influência. Concordo plenamente com a ideia de que muitos grupos são instrumentos do Senhor; Sua obra não se restringe aos santos dos últimos dias, pois Ele chamou para Seu serviço muitos que não são da Igreja, investiu-os de poder e inspirou-os a realizar Sua obra. (…) Contudo, irmãos e irmãs, não nos esqueçamos do fato de que somos uma força para o bem e para a propagação da verdade na Terra, uma força para o estabelecimento da paz entre todas as nações, tribos, línguas e povos. (…) Nossa missão era e é [clamar]: “Arrependei-vos, pois o reino de Deus está próximo” (ver D&C 33:10).

Temos que prosseguir até que todos os justos sejam reunidos, até que todas as pessoas sejam alertadas, até que os que queiram ouvir ouçam e os que não queiram ouvir também ouçam, pois o Senhor declarou que nenhuma alma ficaria sem ouvir, nenhum coração deixaria de ser penetrado (ver D&C 1:2), pois Sua palavra será proclamada, seja pela voz de Seus élderes ou por algum outro meio, não importa, mas no devido tempo Ele apressará a realização de Sua obra de retidão, estabelecerá a verdade e voltará para reinar na Terra.21

Respeitamos os filhos de nosso Pai de todas as religiões, denominações e de todos os partidos, e nosso único desejo é proporcionar-lhes a oportunidade de receberem mais luz e conhecimento, que nós recebemos por revelação, e de herdarem conosco as grandes bênçãos da restauração do evangelho.

Mas nós temos o plano de salvação, ministramos o evangelho, e o evangelho é a única esperança do mundo, a única coisa que trará paz à Terra e corrigirá os males existentes em todas as nações.22

Sabemos que se o homem tiver fé em Cristo, arrepender-se de seus pecados, fizer nas águas do batismo o convênio de guardar Seus mandamentos e, depois, receber o Espírito Santo pela imposição de mãos daqueles chamados e ordenados a exercer esse poder e, se depois disso guardar os mandamentos, terá paz nesta vida e vida eterna no mundo futuro (ver D&C 59:23).23

Não há cura para os males do mundo, se não for por meio do evangelho do Senhor Jesus Cristo. Nossa esperança de paz, de prosperidade material e espiritual e de, um dia, herdarmos o reino de Deus só pode se concretizar por meio do evangelho restaurado. Nenhuma obra em que qualquer um de nós possa engajar-se é tão importante como a de pregar o evangelho e edificar a Igreja e o reino de Deus na Terra.24

Sugestões para Estudo e Ensino

Perguntas

  • Pense em como Joseph Fielding Smith encarou os desafios com que se deparou como missionário de tempo integral (ver “Da Vida de Joseph Fielding Smith”). Como o exemplo dele poderia influenciar a forma como você serve na Igreja?

  • Medite sobre a bênção de experimentar os “frutos do evangelho” (seção 1). Pense nas pessoas com quem você poderia compartilhar esses “frutos”.

  • Como as palavras do Presidente Smith encontradas na seção 2 nos ajudam a falar do evangelho às outras pessoas?

  • O Presidente Smith disse que a Igreja precisa de mais missionários de tempo integral, inclusive “casais maduros” (seção 3). O que podemos fazer para ajudar os jovens a prepararem-se para servir? O que você pode fazer a fim de preparar-se para a missão?

  • Como nossas palavras e ações podem transmitir o evangelho de forma clara e simples? (Ver seção 4.) Alguma vez você sentiu que o Espírito Santo o orientava nisso?

  • Que ensinamentos da seção 5 mais o inspiraram? O que você sente ao pensar em levar aos outros “a única esperança do mundo, a única coisa que trará paz à Terra”?

Auxílio Didático

Sempre que um aluno ler um trecho dos ensinamentos do Presidente Smith em voz alta, peça aos demais que ouçam e “identifiquem ideias e princípios específicos. Se uma passagem contiver palavras ou expressões difíceis ou incomuns, explique-as antes de lê-la. Se alguma pessoa do grupo tiver dificuldade para ler, solicite o auxílio de voluntários em vez de pedir a ela que leia” (Ensino, Não Há Maior Chamado, 2009, p. 56).

Show References

    Notas

  1.   1.

    Joseph Fielding Smith a Louie Shurtliff Smith, em Joseph Fielding Smith Jr. e John J. Stewart, The Life of Joseph Fielding Smith, 1972, pp. 114–115.

  2.   2.

    Joseph Fielding Smith a Louie Shurtliff Smith, The Life of Joseph Fielding Smith, p. 102.

  3.   3.

    Ver The Life of Joseph Fielding Smith, p. 91.

  4.   4.

    Diário de Joseph Fielding Smith, 30 de abril de 1901, Biblioteca de História da Igreja; pontuação e uso de maiúsculas padronizado.

  5.   5.

    Ver Conference Report, British Area General Conference 1971, p. 85.

  6.   6.

    Conference Report, British Area General Conference 1971, p. 176.

  7.   7.

    “I Know That My Redeemer Liveth” [Eu Sei Que Meu Redentor Vive], Ensign, dezembro de 1971, p. 26.

  8.   8.

    “A Witness and a Blessing” [Um Testemunho e uma Bênção], Ensign, junho de 1971, p. 109.

  9.   9.

    “Out of the Darkness” [Das Trevas para a Luz], Ensign, junho de 1971, p. 2.

  10.   10.

    Take Heed to Yourselves, Joseph Fielding Smith Jr. (comp.), 1966, pp. 27–28.

  11.   11.

    Conference Report, outubro de 1970, pp. 5–6.

  12.   12.

    Conference Report, abril de 1944, p. 50; ver também Doutrinas de Salvação, comp. por Bruce R. McConkie, 3 vols. , 1954–1956, vol. I, p. 331 [tradução atualizada].

  13.   13.

    Conference Report, abril de 1921, p. 42.

  14.   14.

    Conference Report, abril de 1923, p. 139.

  15.   15.

    Conference Report, outubro de 1933, pp. 62–63.

  16.   16.

    Conference Report, abril de 1951, p. 153.

  17.   17.

    Conference Report, British Area General Conference 1971, p. 176.

  18.   18.

    Conference Report, abril de 1953, pp. 19–20.

  19.   19.

    Conference Report, outubro de 1970, p. 7; ver também Ensinamentos dos Presidentes da Igreja: Joseph Smith, 2007, p. 346.

  20.   20.

    Conference Report, outubro de 1970, p. 5.

  21.   21.

    Conference Report, outubro de 1919, pp. 89–90.

  22.   22.

    “To the Saints in Great Britain” [Aos Santos da Grã-Bretanha], Ensign, setembro de 1971, p. 2.

  23.   23.

    Conference Report, outubro de 1970, p. 7.

  24.   24.

    “Counsel to the Saints and to the World” [Conselhos aos Santos e ao Mundo], Ensign, julho de 1972, p. 27.