Lição 10: Casamento Eterno

"Lição 10: Casamento Eterno," Princípios e Doutrinas do Evangelho, ()


O propósito desta lição é ajudar-nos no planejamento e na preparação para recebermos o convênio do casamento eterno.

Por Que Devemos Casar no Templo

  • Mostre a gravura 10-a, “Um casal é selado para a eternidade no templo.”

A vida não termina com a morte, e o casamento também não foi feito para terminar com a morte. Porém, o casamento realizado por oficiais civis ou de outras igrejas, fora do templo, é só para esta vida. O casamento eterno no templo é o único que continuará após a morte, e a exaltação no grau mais alto do reino celestial só vem para aqueles que fazem tal convênio e o observam.

  • Ler Doutrina e Convênios 131:1–4.

Depois que ressuscitarmos, iremos para um dos três reinos de glória. Precisamos tomar decisões corretas, arrepender-nos continuamente e seguir os mandamentos do Pai Celestial por toda a vida para entrar no reino mais alto. (Ver Spencer W. Kimball, O Milagre do Perdão, reimpresso em 1999, capítulo 17.) Uma das decisões que tomamos é a de nos casarmos para a eternidade no templo. Aqueles que fazem e guardam o convênio do casamento eterno ficarão unidos a suas respectivas famílias por toda a eternidade.

  • Ler Doutrina e Convênios 132:15–17.

Joseph Smith ensinou: “A menos que o homem e sua mulher entrem no convênio eterno e sejam casados para a eternidade (…) Não terão filhos depois da ressurreição”. (History of the Church, 5:391)

“A exaltação só é alcançada pelos membros íntegros de A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias; somente por aqueles que aceitam o evangelho; somente por aqueles que receberam sua investidura no templo santo de Deus e foram selados para a eternidade, e que continuam a viver em retidão durante todo o tempo em que vivem na mortalidade.” [Spencer W. Kimball, O Milagre do Perdão, (reimpresso em 1999), p. 246]

  • Por que deveríamos querer que nossa família fosse selada no templo? O que devemos fazer depois de sermos selados no templo, a fim de permanecermos casados para a eternidade?

As Bênçãos do Casamento Eterno

O Presidente Lorenzo Snow ensinou: “Quando um casal santo dos últimos dias se une em casamento, recebe promessas espetaculares referentes a sua descendência e que vão de eternidade a eternidade. Aos dois é prometido que terão o poder e o direito de governar, controlar e administrar salvação, exaltação e glória a seus descendentes, mundos sem fim. E os filhos que não tiverem aqui, indubitavelmente poderão ter na vida futura. O que mais o homem pode desejar? Um homem e uma mulher, na outra vida, com corpo celestial, livre de enfermidades, glorificado e embelezado acima de qualquer descrição, junto com seus descendentes, governando-os e controlando-os, administrando-lhes vida, exaltação e glória, mundos sem fim”. [Deseret News, 13 de março de 1897; citado por Spencer W. Kimball, O Milagre do Perdão (reimpresso em 1999), p. 246.]

  • Mostre a gravura 10-b, “Sala de selamento do Templo de Washington D.C.”

Que promessas gloriosas! Se formos selados para a eternidade e continuarmos a viver dignamente, ficaremos com nossa família para sempre. Nossa família terrena ficará permanentemente conosco e poderemos continuar a crescer, acrescentando filhos espirituais à nossa posteridade.

  • Como você se sente sabendo que pode receber essas bênçãos?

O irmão Bo. G. Wennerlund, da Suécia, expressou estes pensamentos depois que ele e sua mulher foram selados no Templo da Suíça:

“Jamais esquecerei a alegria, felicidade e a determinação de viver o evangelho que me encheu a alma depois da primeira visita ao templo. Alcancei conhecimento e visão a respeito do meu destino eterno, que jamais sonhara alcançar. O ponto alto foi quando nossa família foi selada para o tempo e toda a eternidade.

Fitei os olhos de minha mulher por sobre o altar e vi lágrimas de felicidade correndo-lhe pela face. Eu a amava antes, mas nunca tanto quanto naquele momento. Ela, uma filha de Deus, era mãe de meus filhos! Parecia que até então eu nunca entendera isso. Depois, nossas orações passaram a ser mais significativas, amávamos o Senhor mais do que nunca, e O servíamos com todo o prazer.

Continuamos a voltar ao templo, porque amamos o trabalho e o espírito ali reinante. Toda vez que retornamos, somos lembrados dos convênios que fizemos e isso é o mais forte incentivo para continuarmos a viver de acordo com o evangelho”. (“I Had Loved Her Before (…), Ensign, agosto de 1974, p. 62.)Devemos viver de modo a sermos dignos de receber as bênçãos de um casamento eterno. Deveríamos mostrar-nos dispostos a fazer grandes sacrifícios para alcançá-las.

  • Convide as irmãs que já foram seladas no templo a expressarem seus sentimentos a respeito do casamento eterno e das famílias eternas.

Como Se Preparar para o Casamento Eterno

Antes de irmos ao templo, precisamos ter uma entrevista pessoal com nosso bispo ou presidente de ramo e nosso presidente de estaca ou distrito. Nessa entrevista, nossos líderes fazem-nos certas perguntas a respeito de nossa dignidade para entrar no templo.

  • Mostre um cartaz com o tipo de perguntas feitas nessa entrevista, (ver Princípios do Evangelho, capítulo 38) ou escreva-as no quadro-negro.

  • Se não estivermos vivendo de acordo com os requisitos para entrar no templo, o que podemos fazer para corrigir isso? Que sacrifícios poderíamos fazer?

Precisamos conservar o objetivo do casamento no templo constantemente diante de nós. Uma forma de lembrarmos, a nós e nossos filhos, da importância do viver digno, é pendurar em nossa casa gravuras do templo mais próximo.

  • Mostre a gravura 10-c, “O Templo de Preston Inglaterra”.

Como mães, podemos ajudar nossos filhos a ver a importância do casamento no templo. Podemos ensiná-los a terem fé em Deus. Devemos incentivar nossas filhas a procurar um bom marido, que irá guiá-las em retidão, por meio do poder do sacerdócio. Um homem de Deus é um grande conforto para sua mulher, principalmente durante os problemas e dificuldades da vida. Também é importante ensinar nossos filhos a procurar uma esposa digna e boa, que os apóiem na Igreja e que ensinem os princípios verdadeiros a seus filhos.

Uma jovem da América Central apaixonou-se por um homem que não era membro da Igreja. Tentara ensinar-lhe o evangelho, mas ele não estava interessado. Estava para se comprometer com ele, quando recebeu um telefonema interurbano de alguns amigos íntimos. Eles enfatizaram a importância de ser casada com um homem que haveria de apoiá-la durante as dificuldades e de conduzi-la à exaltação depois desta vida. Ela escutou, ponderando cuidadosamente as conseqüências de sua decisão. O incentivo foi suficiente para ajudá-la a decidir não se casar com aquele homem. Ela sentiu-se muito agradecida por ter esperado, pois mais tarde encontrou um homem que foi digno de levá-la ao templo.

  • Que qualidades devemos ensinar nossos filhos a considerar quando tiverem que escolher um companheiro?

Precisamos ensinar-lhes que, se realmente querem um marido ou uma mulher dignos, também devem ser dignos.

  • Por que devemos começar a nos preparar agora mesmo para o casamento no templo?

Todos aqueles que ainda não são casados ou que já são casados no civil podem preparar-se para serem selados ao seu cônjuge no templo. Se temos filhos, podemos selá-los a nós, mas não devemos procrastinar esse dia importante. Uma vez que tenhamos ouvido e aceitado o evangelho, devemos fazer tudo o que estiver ao nosso alcance para receber as ordenanças, enquanto estamos na Terra. [Ver Spencer W. Kimball, O Milagre do Perdão (reimpresso em 1999), p. 246.]

“Embora muitos jovens não tenham, presentemente, templos em suas próprias comunidades, há em geral esses edifícios santos a uma distância razoável (…).

Esperamos sinceramente que, (…) quando vocês planejarem sua lua-de-mel, façam-no de modo que possam ir a um desses templos mais próximos, a fim de serem selados para toda a eternidade, para que seus filhos sejam permanentemente seus e que vocês sejam definitivamente seus pais”. (…) (Spencer W. Kimball, “A Decisão do Matrimônio”, A Liahona, julho de 1976, p. 1.)

Algumas pessoas, devido a circunstâncias além do seu controle, poderão não entrar no templo nesta vida. É confortante saber que poderão receber a ordenança do selamento eterno vicariamente no templo.

  • Peça a um membro da classe designado que apresente uma breve revisão dos dois subtítulos de Princípios do Evangelho; capítulo 40. (Ver “Preparação da Professora” no final da lição.)

Devemos Estar Dispostos a Sacrificar

O Senhor sabe com que intensidade desejamos algo, pelos sacrifícios que estamos dispostos a fazer a fim de consegui-lo. Se realmente desejarmos o casamento eterno, estaremos dispostos a nos sacrificar por ele.

O irmão Vaha’i Tonga e sua mulher, das ilhas de Tonga, sacrificaram-se para poder ir ao templo. “Não era fácil para um santo tonganês economizar dinheiro suficiente para uma viagem assim. Foram meses de preparação e economia, mas, finalmente, o dinheiro foi juntado e os planos feitos”.

Entretanto, o presidente da missão dirigiu-se ao irmão Tonga e pediu-lhe que contribuísse com todo o dinheiro que tinha economizado a fim de ir ao templo, para a construção de uma capela em seu ramo. Se ele não fizesse isso, mais dois anos se passariam antes que uma capela pudesse ser construída lá. O irmão Tonga conversou a respeito com sua mulher.

“Era difícil desistir de seu sonho de ver o novo templo”, mas, no dia seguinte, eles deram o dinheiro ao presidente da missão. Naquela noite, o irmão Tonga disse a sua mulher: “(…) O Senhor nos prometeu, por intermédio de nossos líderes, que, se guardássemos Seus mandamentos, Ele nos prepararia o caminho para que pudéssemos ir à dedicação [do Templo de Nova Zelândia]. Nós temos vacas, porcos e alguns cavalos, além da mobília e esteiras. Vamos vender tudo para que possamos receber as bênçãos da dedicação”.

O irmão Tonga e sua mulher tentaram vender sua criação na quinta e na sexta-feira, mas ninguém queria comprá-la. O tempo encurtava; na segunda-feira seguinte o navio deveria partir para a Nova Zelândia. O irmão Tonga contou:

“Na manhã de sábado, três famílias vieram, as quais necessitavam de algumas vacas, porcos e outras coisas, e recebemos 500 a 600 dólares em aproximadamente meia hora”. Agora eles já tinham o dinheiro e podiam partir.

O irmão Tonga e sua mulher foram o primeiro casal a ser selado no Templo de Nova Zelândia, mas a história não termina aí. O irmão Tonga contou:

“Quando minha mulher e eu fomos selados um ao outro, algo tocou meu coração. Nossos filhos não estavam conosco e vieram-me lágrimas aos olhos. Quando chegamos em casa, prometi aos nossos quatro filhos que, se eles ajudassem, poderíamos ir juntos ao templo. Pensei comigo mesmo: ‘Como lhes posso dizer: seja um bom menino, ou uma boa menina, se não sou selado a eles no templo?’ Senti-me como se não fossem meus.

Durante dois anos, sacrificamos quase tudo. Dividia o meu salário da escola entre cada um de nós, e economizávamos isso. Mas pagávamos nosso dízimo e oferta de jejum. Ficamos com setenta centavos de dólar por mês durante dois anos. Vivíamos daquilo que podíamos cultivar e juntar (…). Meus filhos não podiam comprar doces ou sapatos, ou ir ao cinema, porque estavam economizando para ir ao templo.

Para economizar nos custos de transporte, eu também ia de bicicleta para as reuniões do distrito (…), a 11 quilômetros de distância. (…) A maioria das reuniões de nosso distrito começava às 6 horas da manhã, assim, eu tinha que sair de casa bem cedo.

Quando chegou o prazo final para termos nosso dinheiro (…), os dois garotos mais velhos disseram que tinham cerca de 235 dólares. Depois de economizar durante dois anos, o pequenino (com apenas cinco anos de idade) havia conseguido 65 dólares. Eu havia economizado 1300 dólares para minha família.Pudemos, por meio de sacrifício, levar nossa família à Nova Zelândia para ser selada no templo. Tivemos que fazer algumas coisas extras para realizar nossos objetivos, mas foi-nos uma grande bênção”. (Ver “Pelo Templo, Vivemos com 70 centavos por Mês”, A Liahona, julho de 1976, p. 12)

Conclusão

Quando somos selados uns aos outros por meio da ordenança no templo, e vivemos dignamente, seremos unidos em famílias para sempre. Na próxima vida, poderemos continuar a nos multiplicar, acrescentando filhos espirituais à nossa família. Se ainda não nos casamos no templo, devemos preparar-nos, por meio do viver digno, para essa bênção eterna.

Desafio

Fale da importância do casamento eterno com sua família e faça da ida ao templo uma meta. Pendure em sua casa uma gravura do templo, para servir-lhes de lembrete.

Preparação da Professora

Antes de apresentar esta lição:

  1. 1.

    Estude Princípios do Evangelho, capítulo 38, “O Casamento Eterno”, e capítulo 40, “O Trabalho do Templo e da História da Família”;

  2. 2.

    Estude Doutrina e Convênios 132:14–20;

  3. 3.

    Prepare o cartaz sugerido na lição ou escreva as informações no quadro-negro;

  4. 4.

    Designe um membro da classe para fazer um breve resumo de dois subtítulos do capítulo 40 de Princípios do Evangelho: “As Ordenanças do Templo Selam as Famílias para Sempre” e “História da Família—Como Começamos a Ajudar Nossos Antepassados”.

  5. 5.

    Designe às irmãs a apresentação de histórias, escrituras e citações da lição.