Economia Doméstica

Moças – Manual 1, 1992


Objetivo

Fazer com que cada aluna aprecie suas responsabilidades domésticas.

Preparação

Providenciar papel e lápis para cada jovem.

Sugestão para o desenvolvimento da lição

Cuidar de um Lar é uma Responsabilidade Importante e Sagrada

Pesquisa de emprego

Peça a cada aluna que imagine que lhe foi oferecido um emprego. Enquanto lêem as características desse emprego, as jovens deverão levantar a mão, sempre que as condições lhes agradarem.

Descrição do Emprego

  1. 1.

    Realizarão algo valioso que poderá afetar a felicidade de todos que as rodeiam.

  2. 2.

    Terão oportunidade de escolher as condições de trabalho e estabelecer um ambiente agradável para os outros.

  3. 3.

    Ajudarão a controlar as despesas.

  4. 4.

    Decidirão qual o trabalho a ser realizado, como e quando será feito.

  5. 5.

    As horas de trabalho estarão a seu critério.

  6. 6.

    Terão o prazer de associar-se com todos os membros da organização e a oportunidade de agradá-los.

Debate

• Que trabalho foi descrito? (Economia doméstica, ou uma mulher cuidando de sua família.)

Apresentação pela professora

Explique-lhes que ser dona-de-casa é uma das responsabilidades que recebemos. Nosso Pai Celestial quer que todos os homens e mulheres dêem prioridade ao lar, ao cônjuge, e à família. A família é parte de nossa missão divina.

História

Peça às alunas que prestem atenção à dedicação demonstrada pela mãe da seguinte história:

“Talvez, como a maioria das adolescentes, encarasse o amor de meus pais como algo que me era devido. Jamais considerei realmente o quanto eles me dedicavam de seu tempo, trabalho, dinheiro ou paciência. Isto acontecia especialmente em relação à minha mãe.

Parece-me, agora, que muitas vezes fiquei ressentida com minha mãe; ressenti-me das coisas que ela defendia, das coisas que me mandava fazer e das que me contava sobre sua infância. Fiquei ressentida por ser a mais velha de sete filhos, arcando com toda a responsabilidade; pelo menos assim eu pensava. Era sempre eu quem devia dar bom exemplo — uma palavra que cheguei a odiar - mostrar o caminho, experimentar coisas e arranjar problemas, e tudo isso, pensava eu, para que meus irmãos tivessem o caminho livre para fazerem o que bem entendessem. Lembro-me de como ficava contrariada com certo tom de voz que minha mãe usava para me chamar, a fim de ajudá-la. Certas frases ainda ecoam em minha mente e ainda hoje consigo ouvir aquele tom.

‘Cristina, venha ajudar-me a fazer o jantar.’

‘Limpe os sapatos dos gêmeos.’

‘Cristina, Suzana e Márcio estão brigando; quer cuidar deles?’

‘Nancy precisa de atenção; poderia ler uma história para ela?’

Sempre tive vontade de dizer ‘Não’, mas naturalmente nunca o fiz.

Então chegou a época em que eu devia ir para a faculdade, numa cidade vizinha. A faculdade sempre tivera uma aura de romantismo para mim. Foi onde meus pais se conheceram, se apaixonaram e se casaram; foi lá que eu nasci. Assim, esperava ansiosamente o dia de ir para o que era para mim, o ‘lar’.

Na ocasião, porém, eu desejava mais que isso: queria sair de casa — de meu verdadeiro lar, mas, à medida que o tempo passava e eu lia as cartas de minha mãe, as quais falavam das coisas cotidianas, comecei a sentir, no fundo de meu ser, que ela dedicava aos filhos todo o seu tempo, dinheiro, trabalho e pensamentos. Compreendi que todas as reuniões, compras, limpeza da casa, ensinamentos — tudo, enfim — era direta ou indiretamente relacionado ao serviço que prestava à família. Aprendi tudo isso tão lenta e sutilmente, que mal notei.

Então, certo dia, quando voltei das aulas matinais, recebi uma carta de minha mãe. Era uma carta simples e comum, cheia de novidades da casa. Relatava como os gêmeos haviam jogado um rolo inteiro de papel higiênico no vaso sanitário, entupindo-o e fazendo-o transbordar bem na hora em que minha mãe ia sair para a Sociedade de Socorro. Contava como estava tentando arranjar tempo para cortar o cabelo de Sandra e como levava Nancy às aulas de dança e o orgulho que sentia observando-a.

Era uma carta normal, cheia de fatos corriqueiros, porém mal chegara à segunda página, quando uma sensação explodiu subitamente dentro de mim. Era como o fulgor do sol rompendo as nuvens que o toldavam, iluminando-me intensamente o coração. De repente, pude ver minha mãe como realmente era — um ser altruísta, amoroso… a pessoa que fez por mim mais do que qualquer outra e, no entanto, aquela a quem menos demonstrara reconhecimento.

Atirei-me em minha cama e chorei; mas eram lágrimas de alegria por causa dessa súbita descoberta; chorei de infelicidade ao perceber minha ingratidão, que, sem dúvida, havia magoado minha mãe. Escrevi-lhe rapidamente uma carta, falando-lhe de meu amor e gratidão. Não foi uma carta muito boa, mas foi totalmente sincera; e minha mãe respondeu com a mesma rapidez:

‘Querida Cristina: Li sua carta e chorei!’”. (Kristine Walker, “I Found My Mother”, New Era, outubro de 1974, p. 27.)

Debate

• Por que é importante que cada jovem aprecie e compreenda o papel de sua mãe como dona-de-casa?

Apresentação pela professora

Explique-lhes que cada uma de nós pode sentir a mesma alegria da mãe de Cristina. A satisfação pessoal que uma dona-de-casa sente ao saber que está contribuindo para a felicidade de sua família é um estímulo que a encoraja nas atividades diárias. E essa satisfação aumenta quando os membros da família lhe demonstram gratidão.

Cuidar de um Lar é Mais do que Administrá-lo

Apresentação pela professora

Diga-lhes que o cuidado do lar envolve uma grande variedade de atividades, todas elas muito importantes. É de grande importância conservar a casa limpa e cuidar das necessidades físicas dos membros da família. Entretanto, há outro aspecto valioso nesse trabalho, conforme declarou a irmã Belle S. Spafford, ex-presidente geral da Sociedade de Socorro: Citação “A meu ver, o trabalho da dona-de-casa divide-se em duas partes principais: a formação do lar e economia doméstica. A formação do lar trata dos valores espirituais: amor, paz, tranqüilidade, harmonia entre membros da família, segurança. Transforma um lugar de residência num recanto no qual as pessoas da família podem afastar-se de um mundo confuso e transtornado, encontrando compreensão e renovação de suas energias. Sua característica é a paz; evidencia bom gosto, cultura e refinamento. Tanto o homem quanto a mulher e os filhos contribuem individualmente para uma boa vida familiar, e cada um deles desfruta seus benefícios.

A economia doméstica envolve a limpeza da casa, a ordem em que ela é mantida e a sua administração. Isto inclui a gestão da parte financeira, cujo insucesso muitas vezes se torna fonte de desentendimento dentro da família.” (Belle S. Spafford, A Woman’s Reach, Salt Lake City: Deseret Book Co., 1974, pp. 24-25.)

Debate

Qual a ligação entre administração do lar e economia doméstica? Como cada um destes aspectos pode trazer recompensas?

Solicite às alunas que descrevam um lar onde se estão desenvolvendo os valores espirituais e expliquem por que conhecimentos sobre administração financeira ou culinária são importantes para a criação de um lar onde o Espírito de Deus possa habitar.

A Jovem Pode Ser uma Dona-de-Casa Já

Debate com uso do quadro-negro

• Como podem ser donas-de-casa no lar agora?

Se desejar, aliste as respostas no quadro-negro. Não deixe de mencionar na lista as idéias contidas nas citações acima.

Atividade com grupos pequenos

Divida as jovens em dois grupos e dê a cada um deles um dos seguintes problemas. Peça -lhes que debatam o problema apresentado, preparando algumas instruções precisas sobre como resolvê-lo e como realizar a tarefa necessária. Diga-lhes que mencionem fontes de ajuda. Providencie papel e lápis para as anotações.

Tarefa 1

Você chega da escola e encontra sua mãe com forte dor de cabeça. Seu irmãozinho está chorando, seus dois irmãos mais novos estão brigando e a casa está desarrumada. Seu pai chegará logo para o jantar. O que poderia fazer para criar uma atmosfera espiritual no lar? Que providências tomaria?

Tarefa 2

Sua mãe estará fora até a hora do jantar e ela pediu-lhe que planejasse uma refeição equilibrada e nutritiva para sua família de quatro pessoas. Diga como escolheria e prepararia cada item do seu cardápio. Explique como planejaria o tempo, para que tudo ficasse pronto ao mesmo tempo.

Conceda às jovens alguns minutos para trabalharem com os problemas; depois, cada grupo deverá apresentar suas instruções para a classe. Todas as alunas deverão contribuir na apresentação de seu grupo. Dê as informações adicionais que forem necessárias.

Apresentação pela professora

Explique-lhes que, embora ainda não administre seu próprio lar, cada jovem é uma donade-casa e pode cumprir um importante papel, ajudando na manutenção e melhoria da atmosfera de sua casa. A maneira como o faz pode proporcionar alegria a sua família. Se houver tempo, poderá relatar a seguinte história, contada por certa mãe: História “Quando Karen voltou do colégio para passar uma semana de férias em casa, fizemos muitas atividades divertidas juntas. Fomos às compras, conversamos, fizemos confidências uma à outra, costuramos, passeamos e realizamos muitas atividades com a família.

Os afazeres domésticos foram um pouco negligenciados, em favor de coisas mais importantes. Nem tiramos o pó da sala, que ficou em desordem, cheia de materiais de costura.

A semana passou depressa demais e às cinco horas daquela tarde de quarta-feira, seus amigos deviam ir buscá-la, a fim de voltarem para a escola. Eu tinha um compromisso marcado para as três horas, por isso lhe dei um beijo de despedida e parti satisfeita, sabendo que ela estaria lá para receber seus irmãos menores quando voltassem da escola e que cuidaria deles até que o pai voltasse do trabalho.

Logo depois que saí, os amigos de Karen telefonaram dizendo que demorariam um pouco e não poderiam ir buscá-la antes das nove horas. Como já estava com as malas prontas, isso lhe deu mais quatro horas para ficar em casa. Sentou-se ao piano com Sérgio e ajudou-o a estudar seus exercícios; conversou com Rogério enquanto o ajudava a encapar alguns cadernos; arrumou a mesa e preparou o jantar para quando o pai chegasse do trabalho; e, pedindo ajuda aos irmãos, arrumou a cozinha.

Depois que o pai e os irmãos saíram para uma reunião na igreja, Karen pegou os materiais de limpeza e o aspirador de pó e transformou a sala desarrumada numa sala da qual poderia orgulhar-se. E como sobrava algum tempo, limpou também o banheiro.

Mais tarde, quando voltei para casa e fui ao quarto dos meninos para dar-lhes um beijo de boa-noite, passei pela sala e vi também a cozinha e o banheiro, sentindo um orgulho especial.

Quando meu marido e eu conversamos sobre o assunto, meditamos sobre Karen, que à medida que crescia, se tornava uma verdadeira dona-de-casa. Recordamos as vezes em que a encontramos fazendo biscoitos junto com os irmãos menores. Lembramos aquele Natal em que ela comprou um pedaço de tecido, um molde, e surpreendeu-me com uma bonita saia longa. Uso-a com orgulho. O quanto essa linda jovem, com sua atitude feliz em relação à vida, enriquece nosso lar!”

Debate

  • De que modo Karen proporcionou alegria a seus irmãos? A seu pai? A sua mãe?

  • Como as tarefas domésticas podem aproximá-la de sua família?

  • De que maneira a ordem e asseio encorajam os membros da família a darem o melhor de si?

  • Por que é gostoso chegar em casa e encontrá-la limpa?

  • De que forma um lar bem cuidado reflete o amor que os membros da família dedicam uns aos outros?

  • Como as tarefas domésticas aumentam a atmosfera espiritual de um lar?

Explique-lhes que um lar arrumado e bem cuidado, que convida o Espírito do Senhor, edifica a confiança e o orgulho das pessoas que ali vivem. Elas sentem-se mais confortáveis e calmas. É também um lugar onde a fé e o testemunho podem crescer. Um lar assim requer os esforços de todos os familiares e reflete a mútua consideração que há entre eles. É um lar que evidencia industriosidade e trabalho árduo.

Possíveis Atividades de Classe

Decida, com a presidência da classe, que atividades poderiam realizar durante a semana para ajudar as alunas a aprenderem novas habilidades e a experimentarem os aspectos positivos dos afazeres domésticos. Eis algumas sugestões (peça aprovação ao líder do sacerdócio, antes de convidar um orador visitante):

  1. 1.

    Convide um técnico para ensinar a substituir uma torneira, trocar um fusível, consertar uma tomada, desentupir uma pia ou ralo, ou pendurar um quadro.

  2. 2.

    Aprenda a fazer pequenos consertos em roupas e realize uma festa de consertos com as alunas.

  3. 3.

    Convide um especialista para ensinar como se usam as cores, modelos e tecidos nas roupas e aplique estas informações ao planejarem seu guarda-roupa.

  4. 4.

    Convide um especialista para ensinar que tipo de roupas devem comprar, como entender as instruções das etiquetas e como cuidar dos tecidos.

  5. 5.

    Convide uma mãe para ensinar a dar banho, vestir, trocar, alimentar e cuidar de bebês e crianças pequenas, inclusive a consolar um bebê chorão.

  6. 6.

    Convide um especialista para ensinar administração financeira, orçamento doméstico e compras a crédito.

  7. 7.

    Convide um especialista para ensinar sobre decoração de interiores, incluindo o uso das cores, equilíbrio, harmonia e proporção e como as jovens poderão melhorar a aparência do lar.

  8. 8.

    Planeje e realize um programa culinário especial como uma festa de bolos enfeitados, uma feira internacional de alimentos, festa do desjejum, ou noite de receitas familiares.

  9. 9.

    Faça uma festa de troca de receitas, onde cada uma traz um prato para as outras experimentarem, havendo troca de receitas.

  10. 10.

    Organize uma noite de cozinha criativa, dividindo a classe em equipes que prepararão pratos usando os ingredientes encontrados em um saco ou caixa.