Crescimento e Amadurecimento com Auto-suficiência, Parte 1

Moças – Manual 1, 1992


Objetivo

Ajudar cada aluna a reconhecer que sua independência está aumentando e que deve tornar-se mais auto-suficiente.

Preparação

  1. 1.

    Gravuras 6, 7, 8, e 9. Uma Menininha, Uma Jovem, um Casal de Noivos, Mãe com Seu Filho. Todas são encontradas no final do livro.

  2. 2.

    Providenciar lápis e papel para as alunas.

  3. 3.

    Fazer uma cópia do teste que se encontra na página seguinte para cada aluna, ou lê-lo em voz alta.

  4. 4.

    Optativo: Fazer uma cópia do poema “Crescer”, para cada aluna levar para casa.

  5. 5.

    Se desejar, designe alunas para apresentarem escrituras, histórias ou citações.

Sugestão para o desenvolvimento da lição

À Medida que Amadurecemos, Tornamo-nos Menos Dependentes e Mais Auto-Suficientes

Apresentação pela professora e debate

Mostre as gravuras das jovens em várias idades. Peça à classe que considere as gravuras das jovens. Use perguntas para incentivar o debate sobre as habilidades que vamos adquirindo à medida que amadurecemos. Por exemplo:

• O que uma menina de cinco anos pode fazer, que um bebê não pode? (Andar, falar, vestir-se, fazer escolhas simples, etc.)

• O que uma jovem de vinte e dois anos pode fazer, que uma de quatorze não pode? (Guiar carro, namorar, trabalhar fora, casar-se, constituir família, etc.)

• Por que não esperamos que uma menina de cinco anos faça as mesmas coisas que uma de quatorze, ou uma de quatorze faça as coisas de uma jovem de vinte e dois?

Ajude as jovens a entenderem que a mudança da dependência para a auto-suficiência cada vez maior é gradativa, e que cada idade tem suas próprias capacidades.

Citação

O Presidente Spencer W.Kimball disse o seguinte:

“A primeira década de vossa vida foi de dias alegres, felizes, descuidados. Vossos pais e família vos protegiam, ensinavam, vestiam e abrigavam; mas agora, na segunda década, o controle perde algo de sua força. Pouco a pouco desenvolvereis vossa personalidade, tomando um número crescente de decisões próprias; estais ficando adultos e assumindo responsabilidades”. (“O Presidente Spencer W. Kimball Fala sobre como Planejar Nossa Vida”, A Liahona, junho de 1982, p. 44.)

Debate

Por que podem os dez primeiros anos de sua vida ser mencionados como “irresponsáveis”? Quem era, nessa época, basicamente responsável por vocês?

• Como seus pais e sua família as abrigavam?

• Que novas responsabilidades vocês assumiram no batismo?

• Por que o controle diminui na segunda década de sua vida?

• Que tipo de decisões podem tomar agora, que não podiam quando tinham dez anos?

Observação para a professora

• Certifique-se de que as jovens entendem claramente que assumir responsabilidades e tornar-se auto-suficientes é desejável, e que o Pai Celestial espera isso delas. Entretanto, não significa que deixaremos de lado a orientação dele em nossa vida ou os sábios conselhos de nossos pais e líderes no sacerdócio. “O Senhor é muito generoso com a liberdade que nos dá. Quanto mais aprendemos a seguir o certo, mais somos espiritualmente auto-suficientes, e mais nossa liberdade e independência são afirmadas.” (Boyd K. Packer, “Auto-Suficiência”, A Liahona, abril de 1976, p-23.)

Quadro-negro

(Escreva dependência do lado esquerdo do quedro-negro e auto-suficiência do lado direito. Desenhe uma flecha que saia de dependência e aponte para auto-suficiência. Diga que o Profeta Joseph Smith deu uma boa definição de auto-suficiência, quando alguém lhe perguntou como governava os santos. Peça a uma aluna que leia esta citação: “Ensinolhes princípios corretos e eles governam a si mesmos”. (Como citado por John Taylor, Millennial Star 13:339.)

Diga que há dois importantes elementos na auto-suficiência. Primeiro, precisamos conhecer princípios corretos. Depois, precisamos ter capacidade de governar a nós mesmos, baseando-nos nesses princípios.

Teste Para ajudar as jovens a medirem sua auto-suficiência, faça o teste a seguir. Dê a cada aluna uma cópia do teste e um lápis. Leia a lista dos pares de afirmações. As da esquerda indicam que é preciso melhorar; as da direita indicam auto-suficiência. Peça às jovens que classifiquem suas respostas ao teste com pontos de um a dez em cada item, sendo um o ponto mais baixo, e dez o mais alto.

Podemos Tornar-nos Mais Auto-suficientes

Debate e sessão de cochichos

Depois que as jovens tiverem feito o teste, explique-lhes que o desenvolvimento da auto- suficiência é um processo gradual. Não conseguimos ser auto-suficientes de uma só vez. Progredimos em ritmos diferentes nas várias áreas mencionadas no teste.

Com ajuda da classe, escolha dois ou três itens do teste que toquem suas alunas mais de perto. Se tiver uma classe bem grande, divida-a em pequenos grupos, designando a cada um deles um dos temas para debate. As jovens deverão dizer como acham que poderiam tornar-se mais auto-suficientes naquela área. Por exemplo: peça-lhes que digam rapidamente como lembrar a si mesmas que é hora de estudar piano ou fazer tarefas específicas, como controlar as despesas e pagar o dízimo antes de qualquer coisa, como fortalecer-se diariamente por meio das escrituras. Uma jovem de cada grupo deve escrever as idéias mencionadas. Os grupos relatarão suas conclusões para a classe.

Escritura e debate

Peça-lhes que abram Doutrina e Convênios 93:13-14,20, e leiam e marquem esses versículos. Ajude-as a entender que o progresso e o desenvolvimento não ocorrem subitamente. O próprio Salvador foi progredindo até a “plenitude” e recebeu “graça por graça”. Peça-lhes que examinem o versículo 20.

• Que promessa temos neste versículo? (Podemos crescer como o Salvador, pouco a pouco, e chegar à plenitude.)

Explique-lhes que, assim como um pintinho saindo da casca precisa quebrá-la sozinho, crescimento em auto-suficiência requerem nossos próprios esforços. Às vezes este desenvolvimento pode até ser doloroso.

Poema para distribuir às alunas (optativo)

Peça a alguém que leia o seguinte poema: Crescer

Crescer às vezes dói. A criança é tão frágil! Aprender a andar sozinho assusta. Mas como um toque de clarim chamando para o abrigo, ouvimos a promessa: “Eu vos juntarei como a galinha junta os pintinhos debaixo das asas…! Ali podemos crescer - - Fortes! (Adaptação do poema de Diane Dibb Forbis, New Era, dezembro de 1977, p.7.)

Debate

• Em que sentido podemos dizer que vocês estão “aprendendo a andar sozinhas” nesta segunda década da vida? (Alguns exemplos: testemunho mais forte, novas tentações, novos desafios na escola, mudança de relacionamento com amigos, etc.) Estas coisas novas fazem com que vocês às vezes se sintam “frágeis” e amendrontadas?

• O que é “toque de clarim”? (O clarim é uma trombeta medieval que tem um som muito claro e vivo.)

• Quando estamos tentando crescer e nos sentimos inseguras ou amendrontadas, o que o poema sugere que façamos? Que pessoas e lugares podem oferecer-nos abrigo? (O Senhor, nossos pais, nossa família, nosso lar.)

Escritura e debate

Peça às alunas que leiam e marquem Doutrina e Convênios 29:1-2.

• Quem prometeu reunir-nos “como a galinha reúne sob as asas seus pintinhos”?

Mencione que, permanecendo junto do Pai Celestial e do Salvador, podemos obter mais força.

Conclusão

Apresentação pela professora

Explique-lhes que quando nos tornamos mais auto-suficientes agradamos ao Pai Celestial. Ele deseja que aprendamos a fazer muitas coisas sozinhas. Ele não fica feliz com os que só fazem alguma coisa quando são mandados. (Ver D&C 58:27-29.)

Diga-lhes que, à medida que nos tornamos menos dependentes de outras pessoas, precisamos treinar-nos para ouvir a orientação clara, ou o “toque de clarim” do Senhor. Precisamos aprender a nos governar por seus princípios. Nosso Pai nos Céus, que ansiosamente espera nosso desenvolvimento, também nos dará forças para consegui-lo.