Casamento no Templo – Requisito para a Vida Familiar Eterna

Moças – Manual 1, 1992


Objetivo

Ajudar cada aluna a compreender que o casamento no templo é necessário para a vida familiar eterna.

Preparação

  1. 1.

    Gravura 8, Um Casal de Noivos, encontrada no final do livro.

  2. 2.

    Se desejar, designe algumas jovens para apresentarem histórias ou citações.

Sugestão para o desenvolvimento da lição

Introdução

Debate com uso do quadro-negro

Apresente às alunas a gravura do casal de noivos. Escreva a palavra casamento no quandro-negro e peça à classe que sugira tantas palavras quantas forem possíveis, descrevendo o que a gravura e a palavra casamento significam para elas. Aliste rapidamente as palavras no quadro-negro. A lista poderá incluir vestido de noiva, felicidade, alianças, eternidade, recomendação para o templo, flores, damas de honra, amor, dignidade, lua-demel, cerimônia, presentes, amigos, familiares, autoridade e festa.

Apague a palavra casamento do quadro-negro e escreva casamento no templo em seu lugar. Esclareça que há uma diferença entre o casamento no templo e uma cerimônia nupcial. Há muitas maneiras de celebrar um casamento, podendo-se incluir uma recepção e presentes, mas o casamento no templo é uma cerimônia sagrada – um convênio entre a noiva, o noivo e o Senhor. A noiva faz convênio com o noivo e com o Senhor; o noivo faz convênio com a noiva e com o Senhor; e os dois juntos fazem convênio com o Senhor. Peça às alunas que identifiquem as palavras da lista que se relacionam com o casamento no templo e não com um casamento comum. Desenhe um círculo ao redor dessas palavras. Pergunte às jovens se gostariam de acrescentar outras palavras à lista.

Gravura e apresentação pela professora

Refira-se à gravura do casal de noivos e explique-lhes que o casamento no templo não é realizado com a pompa e formalidade freqüentemente associadas às grandes cerimônias nupciais. Ele é realizado em uma pequena sala de selamento, simples e bonita. Os noivos ajoelham-se no altar, um de frente para o outro, na presença da família e de amigos íntimos que possuam recomendação para o templo. Um homem que possui autoridade para selá-los para esta vida e para a eternidade dá-lhes conselhos e realiza a ordenança de selamento.

Debate

Peça às alunas que sugiram algumas razões pelas quais os jovens dizem não querer casarse no templo. Damos aqui uma lista de razões apresentadas por jovens. Examine-as rapidamente com a classe e considere outras sugestões oferecidas pelas alunas.

  1. 1.

    Alguns não compreendem a importância do casamento no templo.

  2. 2.

    Alguns se casam muito jovens.

  3. 3.

    Alguns não desejam usar garments.

  4. 4.

    Alguns não são dignos (moralmente impuros, não guardam a Palavra de Sabedoria, não pagam dízimo, etc.)

  5. 5.

    Alguns têm pais, familiares, parentes ou amigos que não poderiam comparecer ao casamento.

  6. 6.

    Alguns se casam com pessoas que não são membros da Igreja.

  7. 7.

    Alguns não estão suficientemente seguros de seu amor para se casarem para a eternidade.

Agora peça às alunas que apresentem razões pelas quais os jovens desejam casar-se no templo. Abaixo, damos uma lista dos motivos citados pelos jovens. Analise-os rapidamente, junto com outras sugestões apresentadas pela classe.

  1. 1.

    É um mandamento de Deus.

  2. 2.

    O Pai Celestial tem muitas bênçãos prometidas para quem se casa em seu templo e vive de acordo com os convênios feitos lá.

  3. 3.

    É a única maneira pela qual marido e mulher podem viver juntos eternamente, com sua família.

  4. 4.

    Permite-nos viver na presença de Deus, no mais alto grau de glória do reino celestial.

  5. 5.

    Os pais ensinaram e desejam um casamento no templo para seus filhos.

  6. 6.

    Os amigos estão se casando no templo.

  7. 7.

    O dois se amam tanto que desejam estar junto para sempre.

  8. 8.

    Um sabe que o outro dá valor ao evangelho.

  9. 9.

    Um pode estar seguro de que o outro é casto e virtuoso.

O Casamento no Templo É uma Ordenança Eterna.

História

Leia a seguinte citação do élder Bruce R. McConkie:

“Minha esposa e eu conversávamos seriamente a respeito das muitas bênçãos que recebemos. Mencionamos uma porção de coisas que obtivemos, por causa da Igreja, por causa de nossa família, por causa da gloriosa restauração da verdade eterna ocorrida nos últimos dias. Ela levou a conversa ao seu ponto culminante, perguntando: `Qual a maior bênção que já recebeu?

“Sem hesitar um só momento, eu disse: ‘A maior bênção que recebi na vida foi no dia 13 de outubro de 1937, às 11h20 da manhã, quando tive o privilégio de ajoelhar-me diante do altar do Senhor, no Templo do Lago Salgado, e recebê-la como minha companheira eterna.’

“Ela disse: ‘Bem, você passou no teste.’

“Creio que a coisa mais importante que um santo dos últimos dias pode fazer neste mundo é casar-se com a pessoa certa, no lugar certo, pela autoridade certa; e que, após haverem sido selados pelo poder e autoridade que Elias, o profeta, restaurou, a outra coisa mais importante é viver de maneira que os termos e condições do convênio feito no templo sejam válidos e eficazes agora e para sempre” (Agency or Inspiration?” New Era, janeiro de 1975, p. 38).

Apresentação pela professora

Explique-lhes que o poder que une um homem a uma mulher para a eternidade é o sacerdócio. Quando eles se casam no templo, fazem um convênio ou promessa ao Pai Celestial, pelo poder do sacerdócio, de que viverão dignamente e guardarão os mandamentos. O Pai Celestial faz convênio com eles de que, juntamente com seus filhos, permanecerão juntos, como família, pela eternidade. Ele também promete ao casal muitas outras bênçãos especiais, se forem dignos e guardarem os mandamentos.

Debate

• Por que a coisa mais importante que podemos fazer nesta vida é casar com a pessoa certa, no lugar certo, pela autoridade certa?

• Quão importante é o casamento?

• Por que o Pai Celestial espera que seus filhos se casem no templo?

• Existe algum outro poder, à exceção do sacerdócio, que possa selar um homem e uma mulher para a eternidade?

• Se um casal for casado pelas autoridades civis, esse contrato de casamento une os dois para a eternidade? Por que, ou por que não?

Apresentação pela professora

Explique-lhes que o Pai Celestial ordenou que seus filhos se casem no templo. O Presidente Kimball afirmou: “Só podemos encontrar o caminho reto e estreito através do casamento celestial. A vida eterna não pode ser conseguida de nenhum outro modo. O Senhor foi muito específico e definitivo na questão do casamento” (“Marriage – The Proper Way”, New Era, fevereiro de 1976, p.6). Para continuarem como marido e mulher para a eternidade, o casal precisa casar-se pela autoridade do sacerdócio, na casa do Senhor, e viver de acordo com os convênios feitos no templo.

Agora É a Hora de Nos Prepararmos para o Casamento no Templo.

Citações e debates

Leia e debata as seguintes citações de antigos Presidentes da Igreja:

“Creio que nenhum jovem SUD digno, rapaz ou moça, deve poupar qualquer esforço razoável para ir à casa do Senhor e iniciar uma vida em comum. Os votos matrimoniais feitos nesse lugar sagrado e os santos convênios para o tempo e a eternidade são barreiras contra muitas tentações da vida que tendem a desmanchar lares e destruir a felicidade.

“As bênçãos e promessas obtidas por meio desse início de vida em comum, para o tempo e a eternidade, no templo do Senhor, não podem ser obtidas de qualquer outra forma, e os casais SUD que assim iniciam a vida, descobrem que essa sociedade eterna, realizada sob o convênio eterno, se torna o alicerce sobre o qual se edificam a paz, a felicidade, a virtude, o amor e todas as outras verdades eternas da vida presente e futura.” (Heber J. Grant, “Presidents of the Church Speak on Temple Marriage”, New Era, junho de 1971, p.8.)

“As sementes de uma vida matrimonial feliz são plantadas na juventude. A felicidade não começa no altar, e sim no período da juventude e do namoro. Essas sementes de felicidade são plantadas por nossa capacidade de dominar paixões. A castidade deve ser a virtude principal dos jovens. A Igreja tem apenas um padrão, que se aplica tanto aos rapazes quanto às moças. Se o seguirem – na verdade, se ouvirem a orientação de seu próprio coração – aprenderão que o autodomínio durante a juventude e a obediência ao padrão único de moralidade, é a fonte da masculinidade viril, a coroa da feminilidade, a base de um lar feliz e um fator que contribui para a força e perpetuação da raça.

A complacência, na juventude, é uma nota promissória que deverá ser paga com o correr dos anos. Daqui a vinte, trinta, quarenta anos, terão de pagá-la. O autodomínio e a castidade são também sementes que, plantadas, renderão grandes dividendos nos anos futuros, e esses anos passam muito rapidamente.” (David O. Mckay, “The Choice of an Eternal Companion”, Improvement Era, abril de 1965, p. 285.)

A Jovem Terá Alegria através do Casamento no Templo

História

Leia a seguinte história:

“Tudo começou no primeiro domingo de março. Será que foi mesmo? Acho que não podia ter sido no começo, porque Carina, Emília e eu éramos amigas inseparáveis. Fosse nas comemorações de aniversário, nos programas da Primária, nas equipes da escola e depois quando saíamos juntas com nossos namorados, nossas personalidades imensamente diferentes, de algum modo, pareciam completar-se e fomos praticamente inseparáveis durante quinze anos.

Depois do colegial, entretando, as coisas começaram a mudar em nosso alegre trio. Carina e Emília moravam com os pais e freqüentavam a faculdade, ao passo que eu morava a três horas de distância, numa faculdade estadual, com cinco estranhas. Depois de passarmos tanto tempo juntas, não achamos que alguns quilômetros poderiam afetar nossa grande amizade. Logo, porém, descobrimos…

Percebi que a comunicação especial que tínhamos desaparecera, e fiquei surpresa quando abri a correspondência certo dia e encontrei um convite de casamento de Emília. Mais surpreendente ainda foi a ausência da palavra templo no convite.

Fui para casa naquele fim de semana e visitei Emília. Conversamos – conversamos da maneira quase esquecida de tempos atrás. Ela conhecia Tiago havia apenas dois meses, mas ele era o rapaz mais bonito, inteligente e popular da universidade. Estudava odontologia, e os pais já tinham concordado em ajudá-los financeiramente, de modo que não teriam problemas. Após a formatura dele, gracejou Emília, tudo o que teriam de fazer era sentar-se e contar o dinheiro.

Começara novamente a me sentir unida a Emília, quando subitamente me encontrei dizendo em voz alta que o convite não mencionava a cerimônia no templo. `Bem, não podemos’, disse ela, com uma atitude petulante que mal ocultava a preocupação que sentia. `Tiago é batista, e, além disso, desejamos casar no clube a que seus pais pertencem e compor as palavras de nossa própria cerimônia matrimonial. Um casamento deve ser algo realmente pessoal e significativo e não um monte de palavras iguais todas as pessoas. Um dia Tiago aceitará a Igreja, mas, mesmo que não o faça, meu pai não é membro da Igreja e isso não impediu minha mãe de ser ativa. Também não vai me impedir.’

“Quando Emília terminou seu pequeno discurso bem ensaiado, sua atitude de desafio havia novamente criado uma barreira entre nós. O que eu poderia dizer? Depois de mais alguns minutos de conversa desajeitada para tentar disfarçar o embaraço, despedi-me.”

Interrompa a narrativa e peça às alunas que meditem na seguinte pergunta:

• Se fossem amigas de Emília, o que lhe diriam?

Continue a história:

“Três semanas mais tarde, assisti ao casamento de Tiago e Emília no clube. Ao contrário do que eu esperava, foi um acontecimento impressionante, embora nada religioso.

Ambos leram poesias um para o outro como cerimônia matrimonial, enquanto uma flauta tocava suavemente um fundo musical. Depois houve baile e foi servido um ponche de frutas a nós, mórmons, e champanha aos demais. Os pais de Tiago eram super-ricos, podia-se notar, e haviam planejado a festa. Estavam delirantemente felizes com sua nova nora (também um pouco devido ao champanha). Notei, porém, que a mãe de Emília estava com os olhos vermelhos e inchados – como se tivesse chorado muito. As mães são assim mesmo – principalmente quando se trata de sua única filha.

Para minha surpresa, Emília continuou ativa na Igreja. Apesar de todos os seus trabalhos de escola e deveres de dona-de-casa, comparecia fielmente às reuniões e servia como bibliotecária assistente. Ela e Tiago moravam em um apartamento na área de nossa ala e eu a via com freqüência. Sempre me contava coisas maravilhosas de sua vida conjugal e como Tiago era bom para ela. `Que vida boa’, eu pensava.

Seis meses depois, Carina casou-se com um ex-missionário que estava terminando o mestrado em Educação. Casaram-se no Templo de Logan, e eu naturalmente não pude assistir à cerimônia, mas compareci à recepção oferecida no salão cultural de nossa capela. Foi realmente linda…

“Continuei a ver Emília, que vinha para a Igreja radiante e entusiasmada com tudo o que fazia. `Não temos problemas’, costumava dizer. `Ele é realmente muito liberal.

“Vá à sua Igreja que eu vou à minha”. Só que ele nem vai à dele. No fundo de minha mente, porém, eu podia vê-la quando éramos mais jovens; orando para que seu pai, que não era membro da Igreja, pudesse batizá-la, imaginando se ele a levaria à festa da Primária de pais e filhas, tentando fingir que não fazia diferença se ele ia jogar futebol em vez de comparecer à sua formatura no seminário. A infância, porém, é uma parte tão curta da vida! No cômputo geral das coisas, que diferença faz?

Carina e Emília, ainda fazendo as coisas paralelamente, tornaram-se mães de duas menininhas com uma semana de diferença. Levei um vestido cor-de-rosa para a filhinha de Emília e apaixonei-me completamente por ela. A mãe de Carina me disse certo dia na Igreja que ela, Davi e a filhinha, Melissa, chegariam em março para mostrar o bebê e abençoá-lo. O avó e os três tios ‘coruja’, irmãos mais velhos de Carina, participariam do círculo.

Então chegou o primeiro domingo de março…

Encontrei Emília e a criança no saguão da capela no momento em que cheguei. Era a primeira vez que ela ia à Igreja depois do nascimento de Júlia. Conversamos e depois entramos na capela. Emília e a mãe sentaram-se na fileira que ficava em frente à minha…

Da quarta fileira, contando de trás para a frente, onde me encontrava, pude vislumbrar, através de inúmeras cabeças e ombros, Carina e seus familiares ocupando um dos bancos centrais…

Depois que terminaram os hinos e anúncios, após o sacramento, o Bispo Eduardo chegou ao púlpito e disse; `Hoje temos um acontecimento especial. Sei que muitos de vocês conhecem Carina Campos desde pequena’. Emília olhou para mim e assentiu, sorrindo, mas voltou-se rapidamente quando o bispo continuou a falar. `Pois bem, hoje, Carina, agora Carina Vieira, trouxe sua filha para receber um nome e uma bênção, dada por seu marido. No círculo de portadores do sacerdócio estarão seu pai e irmãos’.

Ao observar Davi pegando a filha dos braços de Carina e levando-a quase que reverentemente para a frente, pude ver também Emília. As lágrimas enchiam-lhe os olhos profundamente azuis e escorriam-lhe pelo rosto, caindo sobre a cabecinha de Júlia. Seus ombros sacudiam-se violentamente, ao baixar a cabeça e apertá-la de encontro ao pescoço do bebê. A mãe de Emília colocou o braço ternamente sobre os ombros da filha que soluçava. Pude notar que ela também chorava. Emília olhou para ela e ouvi sua pergunta desesperada: `Oh, mamãe! quem vai abençoar meu bebê?’

`Eu a abençôo, Melissa, com corpo e mente sadios’, ouvi Davi Vieira dizer,’ para que você viva dignamente e um dia encontre um filho escolhido de nosso Pai Celestial, que honre o sacerdócio e a leve ao templo do Senhor, a fim de serem selados para a eternidade.’

Durante a bênção e o transcorrer da reunião, o xale do bebê absorveu as lágrimas de Emília.

E agora, embora já se tenha passado um ano…sempre…que vejo uma mãe e um bebê, sozinhos, sinto um aperto no coração. Continuo a ver Emília.” (Carolyn White Zaugg, “I Keep Seeing Emília”, New Era, junho de 1975, pp. 26-29.)

Conclusão

Citação

Leia o seguinte trecho do discurso do Élder Boyd K. Packer. Poderá também fazer uma cópia desta declaração para cada aluna.

“Imagino-vos vindo ao templo para serdes seladas para esta vida e para a eternidade. Anseio falar-vos sobre esta ordenança sagrada, mas não fazemos isso fora das paredes sagradas do templo. A natureza transcendental de tudo o que nos é conferido no altar matrimonial é tão maravilhosa, que vale a pena toda a espera e toda a resistência…

“Esta, porém, não é a conclusão da história de amor. Nos livros, nas peças, nos palcos, as cortinas descem neste momento, mas o mesmo não acontece com um amor verdadeiro. Este não é o final - apenas o começo.” (Eternal Love, Salt Lake City: Deseret Book Co., 1973, p. 20.)