Pensamentos Dignos

Moças – Manual 1, 1992


Objetivo

Ajudar cada aluna a compreender que os pensamentos virtuosos levam a uma vida virtuosa.

Preparação

  1. 1.

    Providenciar o filme estático e fita cassete de Boa Música, Bons Pensamentos (20 minutos; 51129 059). Providenciar também o projetor, gravador e tela. Montar o equipamento antes da aula.

  2. 2.

    Alguns dias antes da apresentação desta aula, assista ao filme. (Há uma cópia do roteiro do filme no final da lição, para auxiliá-la na preparação da aula. Se não conseguir o filme, use o roteiro do segmento da aula “Atividade Sugerida”, como base para o debate.)

  3. 3.

    Preparar um cartaz com a escritura: “Que a Virtude Adorne Teus Pensamentos Incessantemente” (D&C 121:45).

  4. 4.

    Preparar uma cópia da escritura acima para cada aluna. Ver a sugestão encontrada no final da lição.

  5. 5.

    Se desejar, designe algumas jovens para apresentarem escrituras, histórias ou citações.

Sugestão para o desenvolvimento da lição

Quando Aprendemos a Controlar Nossos Pensamentos, Adquirimos Força para Viver Virtuosamente

Apresentação pela professora

Diga que talvez algumas alunas conheçam alguém que quebrou a lei da castidade e desejaria, de todo o coração, jamais ter cometido esse grave pecado. Esta aula proverá a chave de uma vida virtuosa para cada aluna.

Citação

Peça às jovens que ouçam a citação do Élder Boyd K. Packer e determinem qual é o ingrediente chave: “Nossos pensamentos são o painel de controle de nossas ações”. (Let Virtue Garnish Thy Thoughts, Brigham Young University Speeches of the Year, Provo, 26 de setembro de 1967, p. 4.)

Debate com uso de cartaz

Mostre o cartaz com a escritura de Doutrina e Convênios 121:45.

• Por que acham que o Senhor nos diz que devemos ter a virtude no pensamento, “incessantemente”?

Filme estático e debate No filme estático Boa Música, Bons Pensamentos, Élder Packer explica como a virtude pode adornar nossos pensamentos e como, aprendendo a controlá-los, podemos viver virtuosamente. Peça às jovens que prestem atenção às maneiras específicas pelas quais podem aprender a controlar seus pensamentos.

Mostre o filme. (Se não conseguir, use o texto como base do debate.) Ao término da apresentação do filme, debata com a classe como as jovens podem desenvolver a capacidade de controlar seus pensamentos.

Debate

As peguntas a seguir são optativas e poderão ser utilizadas para debate.

  1. 1.

    O que o Élder Packer diz que provavelmente é a coisa mais difícil que teremos de enfrentar na vida mortal? (Aprender a controlar nossos pensamentos.)

  2. 2.

    Quais são alguns benefícios de se controlar os pensamentos? (Vencer maus hábitos, adquirir coragem, vencer o medo, ter uma vida feliz.)

  3. 3.

    Quem comanda seus pensamentos? (Você mesma.)

  4. 4.

    De que maneira os pensamentos indignos podem ser apresentados de modo que pareçam inocentes e inofensivos?

  5. 5.

    O que podem fazer, para livrar a mente dos pensamentos impuros? 6. O que o Élder Packer sugere que usemos, para ajudar a controlar os pensamentos? (Boa música.)

  6. 7.

    Qual é o perigo das músicas impróprias? (Levam a maus pensamentos; geralmente sugerem ou são acompanhadas de irreverência, imoralidade, vícios.)

  7. 8.

    Que tipo de música devemos procurar? (Edificante, inspiradora, que promova a espiritualidade, a reverência, a felicidade e a consciência das coisas belas.)

  8. 9.

    Qual é uma das bênçãos prometidas, se conservarmos a mente repleta de coisas boas, belas e inspiradoras? (A orientação e inspiração constantes do Espírito Santo.)

  9. 10.

    O que o Élder Packer recomendou que fizéssemos para controlar os pensamentos? (Que escolhêssemos um hino e o usássemos como canal para nossos pensamentos.)

Aplicação da Lição

Sugira a cada aluna que escolha um hino para ser usado segundo a sugestão do Élder Packer. Incentive-as a decorarem a letra do hino, para usá-la como canal a ser seguido pelos seus pensamentos.

Escritura

Dê a cada aluna uma nota musical com a escritura “Que a virtude adorne os teus pensamentos incessantemente” escrita na haste. No verso, as alunas poderão escrever o nome do hino que escolheram. Peça a uma aluna que releia Doutrina & Convênios 121:45.

Atividade sugerida

Sugira às alunas que avaliem os discos e fitas que têm em casa e joguem fora os que não as ajudam a ter bons pensamentos.

Boa Música, Bons Pensamentos

Filme estático, com texto do Élder Boyd K. Packer.

“Quando eu era menino, morávamos numa casa situada no meio de um pomar. Aquelas árvores precisavam de muita água. As valetas de irrigação costumavam ser refeitas na primavera e logo ficavam cheias de mato. Um dia em que eu estava encarregado da irrigação, vi-me em apuros. Ao escorregar pelas valetas cheias de mato, a água transbordava em todas as direções. Então comecei a trabalhar nas poças ao longo da valeta, procurando elevar o talude. Assim que conseguia estancar a água num ponto, ela transbordava mais adiante. Um vizinho passou pelo pomar e ficou observando por alguns minutos. Depois, com alguns vigorosos golpes de enxada, ele limpou o fundo da valeta, permitindo que a água escorresse livremente. E comentou: `Se quiser que a água siga seu curso, você tem que lhe abrir um caminho’.

Descobri que os pensamentos, assim como a água, se manterão em seu curso, se tiverem para onde ir. Doutra sorte, nossos pensamentos, como a água, seguirão o curso de menor resistência, procurando sempre os níveis mais baixos. O maior desafio e a coisa mais difícil que vocês encontrarão na vida mortal, provavelmente será aprender a dominar os pensamentos. A Bíblia diz: `Como (o homem) imaginou no seu coração, assim é ele” (Provérbios 23:7). Aquele que conseguiu dominar seus pensamentos, venceu a si mesmo.

Aprendendo a dominar os pensamentos, vocês conseguirão vencer hábitos, até mesmo hábitos pessoais degradantes. Serão capazes de ganhar coragem, vencer o medo e ter uma vida feliz. Enquanto eu crescia, disseram-me centenas de vezes que era preciso dominar os pensamentos, mas ninguém me ensinou como fazê-lo. Venho pensando nisso há anos, e cheguei à conclusão de que a mente é igual a um palco, cuja cortina está sempre aberta. Nesse palco está sendo constantemente encenado algum ato. Pode ser uma comédia ou uma tragédia, interessante ou maçante, boa ou má, mas o palco da sua mente nunca estará vazio.

Vocês já notaram como pequenos pensamentos duvidosos conseguem insinuar-se pelos bastidores e atrair sua atenção, bem no meio de qualquer espetáculo e sem nenhuma intenção de sua parte? Tais pensamentos furtivos procurarão “roubar” o espetáculo. Se permitirem que eles entrem no palco de sua mente, todos os pensamentos bons se afastarão. Vocês, por terem consentido nisso, serão abandonados à influência dos pensamentos maus. Se vocês se entregarem, eles passarão a encenar no palco de sua mente tudo o que for imaginável, até o limite de sua tolerância. Encenarão atos de amargura, inveja ou ódio. Podem ser vulgares, imorais, até mesmo depravados. Quando tomarem conta do palco com o seu consentimento, inventarão os artifícios mais ardilosos para reter sua atenção. Eles sabem tornar-se interessantes. Conseguem até convencê-los de sua inocência, pois são apenas pensamentos. O que vocês fazem em momentos assim, quando os diabretes do mau pensamento se apossam do palco de sua mente — sejam eles apenas cinzentos, que parecem quase limpos, ou aqueles sujos, de cuja maldade não há como duvidar? Se encherem a mente com pensamentos limpos, construtivos, não restará espaço para esses diabretes persistentes, e eles acabarão indo embora.

Sei que no mundo de hoje se torna muitas vezes difícil manter a mente cheia de pensamentos bons. Isso exige um controle rigoroso. Entretanto, é possível desde que vocês arranjem um lugar seguro para onde seus pensamentos possam ir. Descobri um meio de arranjar um lugar, e gostaria de compartilhá-lo com vocês. Tem a ver com a música — a boa música. Um homem sábio disse certa vez: ‘A música é um dos mais fortes instrumentos para governar a mente’. Se esse governo é positivo, ou negativo, é determinado pelo que ele traz ao palco de sua mente. Se puderem dizer que uma canção eleva espiritualmente ou faz com que vocês se vejam por um ângulo melhor, então a música é boa. Se apenas entretém ou espairece o espírito, ainda assim tem sua utilidade. Se, porém, se faz vocês desejarem reagir de maneira carnal, sensual ou considerar desejos ímpios, então essa música deve ser evitada. Não é boa.

Sempre existiram pessoas que gostam de corromper as coisas boas e belas. Tem acontecido com a natureza, tem acontecido com a literatura, teatro, arte, e, sem dúvida , com a música. Há séculos vem sendo óbvio que, quando uma letra imprópria é colocada em uma música atraente, as canções conseguem transviar o homem. E a própria música consegue embotar a sensibilidade espiritual pela maneira como é tocada, por meio de seu ritmo, do volume de som.

Estamos vivendo numa época em que a sociedade sofre uma transformação sutil, mas poderosa. Está-se tornando cada vez mais permissiva com respeito ao que aceita como entretenimento. Em conseqüência disso, grande parte da música executada por artistas populares hoje, parece destinada mais a agitar que pacificar, mais a estimular do que a acalmar. Certas músicas parecem promover abertamente pensamentos e atos maus.

Meus jovens, vocês não podem dar-se ao luxo de encher a mente com a música funesta de hoje. Ela não é inócua. É capaz de atrair pensamentos maus para o palco de sua mente, e fazê-los dançar ao ritmo que ela determina e pelo qual vocês agirão. Vocês se degradam ao identificar-se com as coisas às vezes relacionadas com extremos da música — a baixeza, a irreverência, a imoralidade, os vícios. Tal música não é digna de vocês.

Sejam criteriosos na escolha da música que ouvem e executam. Ela se torna parte de vocês, controla seus pensamentos e influencia igualmente a vida dos outros. Recomendo que examinem as músicas que possuem ou joguem fora as que induzem a pensamentos degradantes. Jovens preocupados com o desenvolvimento espiritual não deveriam possuir essa espécie de música.

Não quero dizer com isso que toda música de hoje produza pensamentos maus. Existem muitas excelentes, inspiradoras. Hoje temos músicas que promovem a compreensão entre as pessoas. Música que inspira coragem, música que desperta espiritualidade, reverência, felicidade, e a percepção do belo.

O Senhor disse: `Minha alma se deleita com o canto do coração; sim, o canto dos justos é uma prece a mim, e será respondida com uma bênção sobre suas cabeças’ (D&C 25:12). A Primeira Presidência comentou a influência da música em nossa vida, dizendo:

`Por meio da música, a capacidade de expressão do homem transcende os limites da linguagem falada, tanto em sutileza como em poder. A música pode exaltar e inspirar, ou levar a mensagem de destruição e degradação. Por isso, é importante que, como santos dos últimos dias, apliquemos sempre os princípios do evangelho e busquemos a orientação do Espírito na escolha da música com que nos cercamos.” (Boletim do Sacerdócio, agosto de 1973.)

Depositamos grande confiança na juventude de nossa Igreja. Seus anseios e desejos são agora mais dominantes no planejamento das atividades da Igreja. Isto coloca uma pesada responsabilidade sobre seus ombros, principalmente daqueles que foram chamados como líderes. Quero dizer-lhes, líderes jovens — cuidem bem da música que programam para suas atividades. Aconselhem-se com seus consultores, quando tiverem que escolher músicas. Vocês precisam valer-se da sabedoria deles, pois a brecha entre a Igreja e o mundo, com os extremos de sua música, é muito maior hoje que em todas as gerações passadas.

O Presidente J. Reuben Clark, um grande líder da Igreja que foi conselheiro na Primeira Presidência, explicou-o assim:

“Nossos deveres na Igreja não nos permitem proporcionar ou tolerar um divertimento nocivo, calcados na teoria de que, se não o fizermos, a juventude irá procurá-los em outra parte. Não seria razoável mostrarmos uma mesa de roleta no salão cultural da Igreja para fins de jogos, com a desculpa de que, se não agirmos assim, a juventude irá jogar num casino. Jamais conseguiremos reter nossa juventude dessa maneira.’

Tampouco é apropriado fornecer a espécie de música e atmosfera que atrai a juventude do mundo. É preciso ficar firmes e não transigir quanto ao que sabem ser justo e bom. Devem ter a coragem de aumentar a iluminação e baixar o volume da música, quando eles não estiverem contribuindo para a atmosfera que produz pensamentos bons. E devem insistir em alto padrão de trajes e comportamento por parte dos executantes, como por parte da platéia. Quero lembrar-lhes que não temos o direito, como não o tem nenhum líder, jovem ou adulto, de fazer descambar, na esperança de colocá-la no plano em que a juventude parece estar. A Igreja é estável e fixa, solidamente ancorada na verdade, e todos estarão seguros junto a ela. Nossa tarefa é prover o tipo de liderança capaz de criar um caminho claramente demarcado para a juventude seguir, um caminho que a ajudará a elevar seus padrões e a mantê-la a salvo das influências maléficas do mundo. Gostaria de aconselhá-los a desenvolverem seus talentos. E se tiverem talento para a música, pensem nisto: ainda resta muita música a ser criada, muita música a ser executada. Vocês podem produzir música inspiradora, capaz de difundir o evangelho, de tocar corações, de dar conforto e força a mentes perturbadas.

Existem muitos exemplos, tanto antigos como modernos, que provam a influência da boa música. O desânimo desaparecia e as mentes se enchiam de paz, quando a letra de `Vinde, Ó Santos’ dava coragem aos pioneiros para enfrentarem as provações. Este mesmo hino tem sido uma inspiração para muitos, no decorrer dos anos. Certa vez, conversei com um piloto que acabava de voltar de um vôo arriscado. Falamos de coragem e de medo, e indaguei como conseguia ficar firme, em face de tudo o que tivera de suportar. Ele respondeu: `Tenho um hino predileto e quando me sentia desesperado, quando restava pouca esperança de retornar, eu pensava nele, e era como se as turbinas do avião o cantassem para mim: `Vinde , Ó Santos,

Sem medo ou temor, Mas alegres andai; Rude é o caminho Ao triste viajor, Mas com fé caminhai.’

Assim se agarrou à fé, o ingrediente essencial da coragem.

O próprio Senhor foi preparado para a prova suprema por meio da música, pois a escritura diz: ‘E, tendo cantado o hino, saíram para o Monte das Oliveiras’ (Marcos 14:26).

Lembrem-se, sempre, jovens de que esta é a sua Igreja, e que o seu Salvador a dirige. A constante orientação e inspiração dele está ao seu dispor, quando vocês mantêm a mente repleta de coisas boas, belas e inspiradoras. E este é um meio de fazê-lo. Escolham um hino ou uma canção predileta, exatamente como fez aquele meu amigo piloto, algo cuja letra seja inspiradora e a melodia reverente, que os faça sentirem-se como que inspirados. Existem muitas músicas lindas para se escolher. Peçam orientação ao Espírito ao efetuarem a escolha. Repassem a música com todo cuidado. Memorizem-na. Mesmo que não tenham nenhuma instrução musical, vocês podem reter na memória uma canção simples. Usem-na como roteiro para seus pensamentos. Façam dela seu canal de emergência.

Sempre que perceberem atores furtivos querendo insinuar-se no palco de sua mente pelos bastidores, recordem em pensamento essa música. Ela modificará completamente a disposição.

Por ser inspiradora e limpa, a música fará os pensamentos mais baixos sumirem envergonhados. Pois, assim como a virtude não se associa voluntariamente à imundície, o mal não pode suportar a presença da luz. Com o passar do tempo, vocês se surpreenderão, cantarolando a música mentalmente, quase de modo automático, para afastar os maus pensamentos. Uma vez que o palco esteja livre de maus pensamentos, mantenham-no ocupado com bons pensamentos, dedicando-se a coisas justas e de valor. Mantenham a mente repleta de bons pensamentos, meus jovens, pois, como o homem pensa, assim ele é; e terão a capacidade de escutar aquelas coisas que hão de trazer realização para a sua vida;

Vocês são filhos de Deus Onipotente. Eu testifico que Deus é nosso Pai, que nós somos filhos dele, que ele nos ama e nos reservou grandes e gloriosas coisas nesta vida. Eu sei disso e sou grato a ele pela influência enaltecedora da boa música em minha vida, a qual tem dirigido meus pensamentos e inspirado minha alma.”