Viver Retamente em Meio a Pressões

Moças – Manual 1, 1992


Objetivo

Ajudar cada aluna a aprender a viver retamente em meio a pressões.

Preparação

  1. 1.

    Figura 17, Daniel (62096 059), encontrada no final do livro.

  2. 2.

    Providenciar hinários e lápis para todas as jovens.

  3. 3.

    Preparar um folheto com as dez perguntas e referências de escrituras alistadas na primeira parte da lição.

  4. 4.

    Optativo: Preparar cópias da frase: “Que eu possa suportar as pressões do mundo hoje, para poder reinar na glória celestial eternamente”. (Ver a conclusão.)

  5. 5.

    Designar uma aluna para reger o hino “Deve Sião Fugir à Luta?” (Hinos, nº 183). A aula poderá ser encerrada com este hino.

  6. 6.

    Se desejar, designe algumas jovens para apresentarem histórias, escrituras ou citações.

Sugestão para o desenvolvimento da lição

Introdução

Evan Stephens, antigo regente do Coro do Tabernáculo Mórmon, acabara de reger o coro numa sessão da conferência geral. Silenciosamente, voltou para seu lugar e debruçou-se um pouco para a frente, a fim de ouvir a mensagem que o Presidente Joseph F. Smith iria dar. Gostou muito do discurso do profeta que falava sobre a juventude, as pressões que os jovens sofrem no mundo e a importância de sua fidelidade aos ensinamentos do evangelho. Após a conferência, o Professor Stephens caminhou sozinho por uma trilha da montanha, meditando nas palavras inspiradas do Presidente. Sentou-se numa pedra que permanecia firme apesar da pressão da água corrente. A pedra pareceu-lhe um símbolo do que ouvira naquela manhã. Subitamente, sentiu-se inspirado e compôs a letra e a música do que viria a ser um dos hinos favoritos da juventude. Enquanto estava ali, sentado sobre a pedra, escreveu a letra e a música de “Deve Sião Fugir à Luta?” Ele, como o profeta, amava a juventude e disse que este hino era seu conselho espiritual para os jovens. (Adaptado de J. Spencer Cornwall, Stories of Our Mormon Hymns, Salt Lake City: Deseret Book Co., 1963, pp. 173-174.)

Debate

Dê um hinário a cada aluna e peça-lhes que procurem o hino “Deve Sião Fugir à Luta?” (Hinos, nº 183), solicitando às jovens que se revezem lendo as estrofes e o coro.

• Que mensagem o compositor estava tentando expressar?

Podemos Viver Retamente num Mundo Iníquo

Apresentação pela professora

Explique-lhes que, desde o início do mundo, homens e mulheres têm demonstrado uma tremenda coragem, escolhendo não a fuga, mas um viver reto em meio às pressões do mundo que os cerca. Um exemplo clássico encontrado nas escrituras é o de Daniel, no Velho Testamento.

• Como Daniel provou que é possível viver retamente em um mundo iníquo?

Peça às jovens que procurem o Livro de Daniel, no Velho Testamento.

Material a ser distribuído

Dê a cada aluna uma folha com as perguntas e referências. Relembre-lhes os detalhes a seguir e conceda-lhes tempo para procurarem as respostas, quando estas aparecerem no texto.

Apresentação pela professora

terra com costumes estranhos, uma língua estranha, um ambiente estranho e uma religião estranha. Seu primeiro teste foi quando o rei ordenou que os prisioneiros que haviam sido levados à Babilônia deveriam beber de seu bom vinho e comer de seus ricos manjares. Daniel sabia, pelos mandamentos do Senhor que havia aprendido com seus pais, que aquelas coisas não eram boas para o corpo…Daniel e seus amigos haviam aprendido a guardar os mandamentos de Deus…Daniel pediu que ele e seus amigos tivessem permissão para seguir as regras de saúde que aprendera. Sugeriu dez dias de teste para ver que tipo de dieta seria melhor.(Adaptação do Cometário de L. Tom Perry, “In the World,” Speeches of The Year, 1981 (Provo: Brigham Young University Press, 1981, pp. 2-7.)

Folha para distribuir

  1. 1.

    Quais foram os resultados da dieta de Daniel, comparada aos manjares do rei? (Daniel 1:15.)

  2. 2.

    Como Deus abençoou Daniel e seus amigos por serem fiéis e obedecerem à sua lei de saúde? (Daniel 1:17.)

    O segundo desafio de Daniel foi quando o Rei Nabucodonosor teve um sonho e desejou que fosse interpretado. Nenhum dos mágicos ou astrólogos do reino conseguiu dizer ao rei o que significava o sonho. O rei ficou tão furioso, que ordenou que todos os sábios da Babilônia fossem mortos, inclusive Daniel.

  3. 3.

    O que fez Daniel, quando soube da ordem do rei? (Daniel 2:16.)

  4. 4.

    Como Daniel recebeu as respostas de que precisava, a respeito do sonho do rei? (Daniel 2:18-20.)

  5. 5.

    Depois que Daniel interpretou o sonho para o rei, qual foi a reação deste e qual a recompensa de Daniel? (Daniel 2:47-48.)

    Daniel passou ainda por um terceiro teste. Ele conquistou uma alta posição, servindo a três reis e foi designado como chefe de todos os príncipes. Estes ficaram com ciúme de Daniel. Tentaram encontrar nele alguma falta, para poderem acusá-lo diante do rei. Como não encontraram nada, precisaram imaginar outro ardil. Os malvados príncipes apresentaram uma nova lei ao rei, a qual determinava que, por trinta dias, ninguém no reino poderia orar, mas deviam homenagear apenas o rei. Este pareceu gostar da idéia…e então estabeleceu uma pena para aqueles que desafiassem a lei. Quando Daniel ouviu a nova lei, ficou muito preocupado, pois a oração e a comunicação com Deus eram para ele extremamente importantes, (ver Perry, “In The World”, p. 6).

  6. 6.

    Qual era a pena para a desobediência a esta lei? (Daniel 6:7.)

  7. 7.

    O que fez Daniel, mesmo sabendo do decreto e da penalidade? (Daniel 6:10.)

    “As pessoas que desejavam livrar-se de Daniel, ficaram espionando-o em sua casa e, quando o viram orando, contaram ao rei. O rei amava Daniel e percebeu a armadilha terrível que fora preparada pelos príncipes iníquos. Tentou mudar a lei para salvar Daniel dos leões, mas os príncipes lembraram-lhe que nenhuma lei feita pelo rei podia ser mudada”, (Perry, “In the World”, p. 6).

  8. 8.

    O que disse o rei a Daniel, quando o jogaram na cova dos leões? (Daniel 6:16.)

    “Daniel dera um exemplo tão bom ao rei, que este confiava no Deus de Daniel para livrá-lo da cova dos leões. O rei passou a noite toda jejuando por Daniel. De manhã correu para a cova dos leões e chamou-o” (Perry, “In the World,” p. 6.)

  9. 9.

    O que o rei perguntou a Daniel? (Daniel 6:20.) Qual foi a resposta? (Daniel 6:22.)

  10. 10.

    Após testemunhar este milagre e a lealdade de Daniel ao seu Deus, que decreto promulgou o rei? (Daniel 6:26-27.)

(Comentário adaptado de L. Tom Perry, “In the World”, Speeches of the Year, 1981, pp. 2-7.)

Debate

Peça às jovens que comparem silenciosamente o compromisso que elas têm em relação a suas crenças, com o de Daniel.

• Teriam coragem de fazer o que fez Daniel?

Fale sobre a tremenda influência que Daniel sozinho teve sobre todo um reino, por viver retamente.

Apresentação pela professora

Diga que os desafios de nossos dias são diferentes dos enfrentados por Daniel, mas os desafios aparecerão e podem parecer-nos tão difíceis quanto os de Daniel foram para ele. As conseqüências de nossas decisões terão também um longo alcance.

História

Relate a seguinte história sobre uma jovem que se recusou a baixar seus padrões de namoro:

“Na escola, a jovem era o único membro da Igreja na classe. Era muito popular entre os rapazes e tinha inúmeras oportunidades de sair com eles. Os rapazes de sua classe não viviam os padrões que ela havia aprendido em nossa Igreja. Decidiu, portanto, dizer a cada rapaz que a convidasse para sair, quais eram os padrões que seguia. Se queriam que ela saísse em companhia deles esperava que se comportassem de acordo com os mesmos padrões. Ela obtinha esse compromisso dos rapazes, antes de aceitar o convite. Certo dia, o grande astro do futebol da universidade abordou-a, antes de um baile muito especial daquele ano e disse: `Sabe, eu a convidaria para ir ao baile comigo, se você baixasse um pouquinho os seus padrões’. A moça não hesitou em responder-lhe: (“Sinto muito, mas, se para sair com você preciso baixar meus padrões, não saio com você. Assumi o compromisso de viver de acordo com esses padrões, não importa quem me convide para sair’.)” (L. Tom Perry, em Conference Report, outubro de 1979, p. 51; ou Ensign, novembro de 1979, p. 36.)

Debate

• Por que acham que esta jovem teve a coragem de dar tal resposta?

Apresentação pela professora

Explique-lhes que Daniel não foi abandonado sem ajuda, quando decidiu viver retamente, e também nós não o seremos. O Senhor ama todos os seus filhos, deseja que tenham sucesso e não nos deixou por nossa própria conta. Entretanto, também deseja que aprendamos com a experiência, para podermos ter o conhecimento e a coragem de agir retamente com mais freqüência.

Citação

Leia a seguinte citação:

“Ele é um Pai amoroso e deseja que obtenhamos a felicidade que resulta não da mera inocência, mas da retidão comprovada. Portanto, às vezes ele não evitará que passemos por certas experiências, mas nos ajudará a enfrentá-las.” (Neal A. Maxwell, “Talk of the Month”, New Era, maio de 1971, p. 30; grifo nosso.)

Debate com uso do quadro-negro

• Quais são as outras fontes de ajuda que temos, para viver retamente, além do Pai Celestial?

Escreva as respostas das alunas no quadro-negro. Essas respostas poderão incluir: pais e outros membros da família, o Espírito Santo, as escrituras, o sacerdócio e os líderes da Igreja, bons amigos. Peça exemplos de como poderíamos usar esses recursos em várias situações, a fim de vivermos retamente. Peça-lhes que citem alguns exemplos próprios, quando tentaram viver retamente em meio às pressões do mundo.

As Pessoas que Escolhem a Retidão Recebem Alegria e Bênçãos

Apresentação pela professora

• Que bênçãos Daniel recebeu devido a suas fortes convicções?

Explique-lhes que Daniel sabia que não se sentiria bem se desafiasse o seu Deus. Para ele, isso seria pior que a própria morte. Como poderia sentir alegria no coração e paz interior, se ignorasse o que sabia ser verdadeiro ou se recusasse a tornar conhecidas as suas convicções? Assim, a despeito das pressões mundanas e das difíceis circunstâncias, preferiu viver retamente. Ao fazê-lo, foi abençoado pelo Pai Celestial e recompensado pelo rei. Nós, da mesma forma, somos abençoados quando decidimos viver virtuosa e dignamente. Podemos ser testados e talvez não conquistemos fortuna e fama, como o mundo desejaria, mas seremos ricos nas áreas mais importantes de nossa vida. O Élder James E. Faust disse:

“Como virtude e fé são freqüetemente consideradas de pouco ou nenhum valor pelo mundo, alguns talvez achem que podem viver segundo padrões que bem lhes aprouver. Numa sociedade sem valores – sem moral, sem padrões – muita gente vive igualmente sem auto-respeito, sem dignidade e senso do próprio valor. Muitos jovens e muitas pessoas mais velhas não se dão conta do que afirma o lema da cidade de Nottingham, Inglaterra: Vivet post funera virtus (‘A virtude sobrevive à morte’)” (em A Liahona, agosto de 1981, p. 12).

Debate

• Quais são algumas das alegrias e bênçãos mencionadas, que se recebe como resultado de uma vida reta? Por que são elas mais importantes do que as honrarias, elogios e glórias do mundo?

Conclusão

Apesar do quadro tenebroso que o mundo freqüentemente pinta, há muitos como Daniel nos dias de hoje, em nosso meio. Também nós podemos ser como Daniel e viver retamente em meio a pressões, sabendo que nosso Pai Celestial sempre nos sustentará e abençoará. Nós também podemos ser “sempre fiéis” e não “fugir à luta”.

Hino

Como último hino, cantem “Deve Sião Fugir à Luta?” (Hinos, nº 183.)

Folheto optativo

“Que eu possa suportar as pressões do mundo, hoje, para poder reinar na glória celestial eternamente.”

Viver Retamente em Meio a Pressões

  1. 1.

    Quais foram os resultados da dieta de Daniel, comparada aos manjares do rei? (Daniel 1:15.)

  2. 2.

    Como Deus abençoou Daniel e seus amigos por serem fiéis e obedecerem à sua lei de saúde? (Daniel 1:17.)

  3. 3.

    O que fez Daniel, quando soube da ordem do rei? (Daniel 2:16.)

  4. 4.

    Como Daniel recebeu as respostas de que precisava, a respeito do sonho do rei? (Daniel 2:18-20.)

  5. 5.

    Depois que Daniel interpretou o sonho para o rei, qual foi a reação deste e qual a recompensa de Daniel? (Daniel 2:47-48.)

  6. 6.

    Qual era a pena para a desobediência a esta lei? (Daniel 6:7.)

  7. 7.

    O que fez Daniel, mesmo sabendo do decreto e da penalidade? (Daniel 6:10.)

  8. 8.

    O que disse o rei a Daniel, quando o jogaram na cova dos leões? (Daniel 6:16.)

  9. 9.

    O que o rei perguntou a Daniel? (Daniel 6:20.) Qual foi a resposta? (Daniel 6:22.)

  10. 10.

    Após testemunhar este milagre e a lealdade de Daniel ao seu Deus, que decreto promulgou o rei? (Daniel 6:26-27.)