Viver Retamente

Moças – Manual 1, 1992


Objetivo

Ajudar cada aluna a reconhecer a sensação de respeito próprio que sente, quando está vivendo retamente.

Preparação

  1. 1.

    Antes da aula, ponha uma colher cheia de terra num vidro pequeno. Encha o vidro até quase a boca, com água. Tampe-o e sacuda a mistura. Deixe descansar durante dez minutos e jogue a água que cobre os sedimentos. Encha novamente o vidro e sacuda. Deixe descansar mais dez minutos e jogue fora a água de cima. Repita este processo quatro ou cinco vezes, até que a água fique razoavelmente limpa depois que a terra tiver assentado. Este processo remove qualquer substância que se dissolva na água.

  2. 2.

    Se desejar, designe algumas jovens para apresentarem escrituras, histórias ou citações.

Sugestão para o desenvolvimento da lição

Introdução

Atividade

Apanhe o vidro com terra e água que já deve estar descansando sobre a mesa há pelo menos dez ou quinze minutos. A água deve estar bem limpa acima da terra. Diga às meninas que observem o que acontece à água, quando sacudir o vidro. A água fica turva. Coloque o vidro novamente sobre a mesa.

Escritura

Peça a uma das alunas que leia Isaías 57:20-21.

Apresentação pela professora

Conte-lhes que os que moram perto do mar sabem o que acontece à água, quando há uma tempestade. Todo tipo de detrito e materia orgânica é levantado das profundezas do oceano e espalhado, deitando fora “lama e lodo”. Há um turbilhão e uma confusão enquanto as ondas se arremessam por todos os lados.

Debate

• A que Isaías compara “O mar bravo, porque não se pode aquietar”? Quando Deus diz: “Não há paz para os ímpios”, a que tipo de paz está-se referindo? (Paz de espírito, consciência limpa.) Ajude as alunas a entenderem que, quando uma pessoa peca e não se arrepende, não descansa e não tem paz. Esta inquietude provoca algo. O que é? Oriente o debate de modo que inclua a idéia de que alguns dos resultados são sentimentos de culpa e perda do auto-respeito.

Apresentação pela professora

Explique-lhes que a perda do respeito próprio provocada pela iniqüidade, é como um “mar bravo”. Não existe paz na vida de uma pessoa iníqua.

• De que forma a iniqüidade contribui para a perda do respeito próprio?

Vivendo Retamente, Aumentamos o Respeito Próprio

Apresentação pela professora

Explique-lhes que, às vezes, o respeito próprio é debatido em termos de coisas que uma pessoa pode fazer, como tocar um instrumento musical, ser bom aluno ou destacar-se nos esportes. Existe uma coisa que todos podem fazer para desenvolver a auto-estima, e isso é viver retamente. Quando uma pessoa tenta viver dignamente, sente uma calma no coração que não pode ser conseguida de nenhuma outra forma. Ela sente-se bem a respeito de si mesma. Certo líder da Igreja fez a seguinte afirmação: Citação “Não sei de nada que possa trazer mais felicidade do que saber que o que nós fizemos ou estamos fazendo é certo e correto.” (Rex D. Pinegar, “What It Means to Establish a Relationship with Christ”, em Speeches of the Year, 1977, [Provo: Brigham Young University Press, 1978], p.91.)

Citação

Outro líder da Igreja fez uma afirmação semelhante:

“Quando um homem declara guerra às suas próprias fraquezas, está-se empenhando na mais santa de todas as guerras. As recompensas da vitória nesta luta são as mais duradouras, as mais satisfatórias e as mais belas já experimentadas pelo homem.” (Bryant S. Hinckley, That Ye Might Have Joy, Salt Lake City: Bookcraft, 1958, p.83.)

Debate com uso do quadro-negro

• Viver retamente significa apenas viver sem pecar?

• O que mais está incluindo? Escreva no quadro-negro algumas formas de vivermos retamente.

Eis alguns exemplos: compromisso com os princípios cristãos básicos, com honestidade para consigo mesmo e para com os semelhantes, virtude, castidade, fé, integridade, recato, serviço ao próximo.

Peça às jovens que procurem e leiam Doutrina e Convênios 121:45. Debata a frase: “então tua confiança se tornará forte na presença de Deus”. Ajude as alunas a entenderem que, quando estão vivendo retamente, adquirem um sentimento de auto-estima que lhes permitirá apresentar-se diante dos pais, do bispo, e do Pai Celestial, com uma consciência limpa.

Apresentação pela professora

Chame a atenção da classe para o vidro com terra e água, e comente que agora está calmo, a sujeira começou a assentar no fundo, e a água está ficando clara.

Debate

Debata a sensação de calma e segurança que sentimos vivendo os princípios de retidão alistados no quadro-negro.

Relate as duas histórias a seguir, para ajudar a classe a compreender como se pode adquirir paz, vivendo retamente.

História

Maria era a mais velha de cinco irmãos. A mãe sempre dependera muito dela para cuidar das crianças menores e sempre esperara que ela fosse paciente e amorosa com eles. Maria cansara de tanta responsabilidade em relação aos irmãos, especialmente agora que estava um pouco mais velha e tinha tantas amigas e atividades. Começou a irritar-se com os irmãos, e a tratá-los asperamente. Passou a gritar com eles e mandá-los embora, todas as vezes que a procuravam para pedir alguma coisa. Não mais conversava com eles sobre suas atividades, nem lhes permitia entrar no quarto dela. Não mais desejava voltar para casa após as aulas, e muitas vezes ia para a casa de amigas, para não ter de cuidar daqueles “pestinhas”. Às vezes observava um olhar de solidão em seus olhinhos durante o jantar, mas não permitia que isso mudasse a maneira como os estava tratando.

História

Nancy achava que uma das provações de sua vida era a senhora que morava na esquina. Dona Ivone vivia sozinha e muitas vezes lhe pedia que a ajudasse a cuidar da casa e do jardim. Nancy ajudara algumas vezes, mas sempre que o fizera, precisara, além de arrumar a casa e cuidar do jardim, ouvir Dona Ivone falando sem parar. Nancy sentia que ir lá era uma perda de tempo, e preferia sair com as amigas. A mãe pediu-lhe que fizesse uma experiência. Pediu a Nancy que tentasse ir à casa de Dona Ivone apenas uma tarde por semana, não somente para limpar a casa, mas para realmente ouvir e tentar entender o que ela dizia. Pediu-lhe que fizesse isto durante um mês, podendo desistir depois, se ainda o desejasse. Nancy decidiu tentar, para que sua mãe parasse de perturbála a respeito do assunto.

Na primeira semana, esforçou-se muito por prestar atenção ao que Dona Ivone dizia, e percebeu que estava com pena da mulher, quando descobriu a vida dura que levara. Na semana seguinte, enquanto limpava a casa e ouvia Dona Ivone falar, começou a perceber que aprendera muito com as experiências que tivera, e que afinal de contas não era tão aborrecida assim. No fim do mês, não apenas sentia amor e apreço por Dona Ivone, mas também sentia que era realmente importante para alguém que precisava muito dela.

Debate

• Qual das jovens vocês acham que encontrou mais paz na vida? Qual delas sentia maior auto-estima? Por quê?

• Quais são alguns benefícios de se começar cedo a viver retamente? (Podemos formar bons hábitos na juventude; ter mais oportunidades de crescer, desenvolver-se, progredir, adquirir respeito próprio; ter menos oportunidades de cometer erros graves que nos levariam à perda do auto-respeito.)

O Senhor Nos Disse que “Iniqüidade Nunca Foi Felicidade”

Observação pela professora

Apanhe o vidro com terra e água e sacuda-o vigorosamente, para que a água fique novamente suja. Diga à classe que, contrastando com a calma segurança adquirida por pessoas como Nancy, que estão tentando viver retamente, aquele que permite que a iniqüidade faça parte de sua vida é como um “mar bravo”.

Debate com uso de escritura

Leia Alma 41:10 e Gálatas 6:7.

• Como nos sentimos, quando fazemos algo errado? Por que o sentimento não é confortável? Como descreveriam o sentimento de culpa? O que acontece à nossa auto- estima quando nos sentimos culpadas? Faz diferença na maneira como nos vemos?

Apresentação pela professora

Explique-lhes que o mundo gostaria de que acreditássemos que devemos livrar-nos do sentimento de culpa, ao invés de nos livrarmos dos pecados que nos levam a ter esses sentimentos de culpa.

Debate

Diga-lhes que todos nós nascemos com um senso do que é certo e do que é errado. Este senso é chamado freqüentemente de consciência. “Pois eis que o Espírito de Cristo é concedido a todos os homens, para que eles possam distinguir o bem do mal.” (Morôni 7:16.) Isto nos permite perceber quando cometemos um erro e sentir o desejo de nos afastarmos do mal.

• O que acontece quando ignoramos nossa consciência com freqüência? (Tornamo-nos menos sensíveis às suas inspirações.)

Citação

Élder James E. Faust disse: “Alguns talvez achem que podem viver segundo padrões que bem lhes aprouver. Numa sociedade sem valores – sem moral, sem padrões – muita gente vive igualmente sem auto-respeito, sem dignidade e senso do próprio valor” (A Liahona, agosto de 1981, pag. 12).

Debate

• Por que o Senhor afirma que “iniqüidade nunca foi felicidade”? Por que e como nos sentimos mais seguros quando temos padrões?

O Respeito Próprio Perdido Pode Ser Reconquistado

Debate

• Como podemos reconquistar a auto-estima, o respeito próprio e a dignidade?

Apresentação pela professora

Explique-lhes que ninguém cresce sem cometer erros. Quando perdemos o respeito próprio e nos sentimos culpados, podemos mudar nossos hábitos pessoais e nosso comportamento, por meio do arrependimento. Receber o perdão do Senhor pode fazer com que nos sintamos melhor a respeito de nós mesmos, mais do que qualquer outra coisa.

Conclusão

Explique-lhes que o arrependimento e o perdão de si mesmo restaura a paz de espírito e acalma o “mar bravo” de uma pessoa. Mostre-lhes como a água do vidro pode ficar ainda mais clara, se for coada mais vezes, para remover restos de sujeira. Nosso respeito próprio pode ser conquistado, quando nos arrependemos completamente e readquirimos uma consciência pura.

Aplicação da Lição

Cada aluna deverá examinar suas próprias ações e determinar as coisas das quais necessitamos arrepender-nos ou mudar, para poder aumentar nosso respeito próprio.