Como Posso Melhorar Minhas Orações

Presidente Isaias O. Ribeiro
Missão Brasil Santa Maria

 

Sempre estou pensando se minhas orações não são as mesmas. O Senhor ensinou no Sermão da Montanha que não devemos usar de vãs repetições. Especialmente à noite, antes de dormir, parece que minhas orações já estão coladas na cabeceira da cama.

Estava ponderando sobre alguns ensinamentos dos irmãos do Quórum dos Doze Apóstolos sobre o assunto. Em 2004, o Élder Joseph B. Wirthlin ensinou: “Toda pessoa aqui na Terra já viveu certa vez no céu. Estivemos na presença de nosso Pai Celestial. Nós O conhecíamos. Ouvimos Sua voz. Nós O amamos”. Ao virmos para esta Terra, com o tempo nos distanciando Dele e seguimos nossa vida. Nosso Pai nos “prometeu que se O buscássemos em oração, Ele estenderia a mão para nós” (Joseph B. Wirhtlin, “Como Melhorar Nossas Orações”, A Liahona, agosto de 2004, p. 16).

As perguntas que faço são: Você já analisou a eficácia de sua oração? O quanto você se sente próximo do Pai Celestial? Sente que suas orações são respondidas?

Será que as orações que não exigem muito de sua mente merecem a atenção de nosso Pai Celestial? Pense nas coisas de que realmente necessita. Leve suas metas, esperanças e seus sonhos para o Senhor. Coloque-os diante Dele. O Pai Celestial deseja que O busquemos e peçamos Sua ajuda divina. Nossas orações podem e devem enfocar os problemas práticos de nossa vida diária.

Às vezes, oramos e parece que nossas orações não são respondidas. Aprendi que existem condições para o Senhor respondê-las. Vou citar duas escrituras:

Alma 34:28: “E agora, meus amados irmãos, eis que vos digo que não penseis que isto é tudo; porque depois de haverdes feito todas estas coisas, se negardes ajuda aos necessitados e aos nus e não visitardes os doentes e aflitos nem repartirdes o vosso sustento, se o tendes, com os que necessitam — digo-vos, se não fizerdes qualquer destas coisas, eis que vossa oração é vã e de nada vos vale e sois como os hipócritas que negam a fé”.

D&C 8:1: “Oliver Cowdery, em verdade em verdade eu te digo que, tão certamente quanto vive o Senhor, que é teu Deus e teu Redentor, tão certamente receberás conhecimento de todas as coisas que pedires com fé, com coração honesto, crendo que receberás conhecimento”.

Ao ensinar esse princípio aos missionários, eu disse: “Sei que oram todos os dias para encontrar os eleitos, para ensiná-los e batizá-los. Mas, acredito que de acordo com essa escritura, temos que ser honestos com o Senhor”. O Senhor requer que um missionário seja totalmente obediente às regras que estão no manual missionário, e sei que se um missionário é totalmente honesto e obediente, há outra escritura que pode nos ajudar a saber que o Senhor responderá à oração dele. Ele diz: “Eu, o Senhor, estou obrigado” (D&C 82:10).

Encontrei na história da Igreja algo que pode ajudar a ilustrar esse ensinamento aos missionários e aos membros em geral.

Em 1840 Brigham Young recebeu a designação de ir com alguns missionários e membros dos Doze para a Inglaterra e outras regiões da Europa pregar o evangelho. Dentre os irmãos, estava Orson Pratt que recebeu a designação de pregar na Escócia. Veja o relato de seu diário:

“Quando cheguei à Escócia, havia um grupo de 20 conversos no pequeno ramo organizado. Ao orar, pedi ao Senhor 200 batismos de conversos. Eu era um missionário, vigoroso, dedicado e diligente. Passei quase toda minha missão na Escócia e quando parti, em Março de 1.841, minha oração havia sido respondida — o número de batismos de conversos era de 226”. (História da Igreja na Plenitude dos Tempos, 2ª edição, (Manual do Sistema Educacional da Igreja), 2000, p. 232.).

Sei que o Senhor responde às nossas orações, ainda mais a de um missionário. Precisamos saber que temos que fazer nossa parte e o Senhor fará a Dele.

O Élder David A. Bednar ensinou o que é uma oração significativa:

  1. A oração se torna mais significativa quando nos aconselhamos com o Senhor em todas as coisas.
  2. A oração se torna significativa quando expressamos sincera gratidão.
  3. A oração se torna mais significativa quando oramos pelos outros com real intenção e um coração sincero.

(Élder David A. Bednar, "Orar Sempre", A Liahona , novembro de 2008, p. 41-44).

Sei que as escrituras, assim como os irmãos dos Doze, têm muito a nos ensinar sobre a oração. Acredito que podemos melhorar sempre, até nos aperfeiçoarmos, conforme a oração dos nefitas em 3 Néfi, capítulo 19.