Então, Romperá a Tua Luz Como a Alva

Élder Milton Camargo
Dos Setenta

Élder Milton Camargo

Desde os primórdios da Igreja restaurada, os membros da Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias têm observado a lei do jejum. “O Senhor estabeleceu a lei do jejum e das ofertas de jejum para abençoar Seu povo e proporcionar-lhe um meio de servir aos necessitados. Quando os membros jejuam, pede-se que doem à Igreja uma oferta de jejum que seja pelo menos igual ao valor do alimento que deixaram de ingerir. Se possível, devem ser generosos e doar mais. As bênçãos associadas à lei do jejum incluem a proximidade ao Senhor, maior força espiritual, bem-estar material, maior compaixão e maior desejo de servir.” (Manual 2 - Administração da Igreja, item 6.1.2, pág. 37).

Ao ser ensinado em minha infância sobre o jejum, a observância a essa lei naquela ocasião se resumia em simplesmente conseguir resistir à fome e sede por 24 horas, sem comer nem beber nada. Com os anos, à medida que o entendimento crescia, comecei a buscar as bênçãos do jejum, especialmente em ocasiões de maior necessidade. Escolhia um propósito para jejuar e associava a oração fervorosa ao jejum. Como nos ensinou o Elder Nelson, do Quórum dos Doze, “A oração pode também ser aprimorada pelo jejum. O Senhor disse: ‘Vos dou um mandamento de que continueis em oração e jejum a partir de agora’ ”(Conferência Geral Abril 2009). Efetivamente ganhei um forte testemunho dessa lei. Por diversas vezes, mesmo antes de terminar o período do jejum, o Senhor já atendia ao propósito do meu jejum.

O profeta Isaías nos ensina que o jejum definido pelo Senhor é “que soltes as ligaduras da impiedade, que desfaças as ataduras do jugo, e que deixes livres os quebrantados, e que despedaces todo o jugo... que repartas o teu pão com o faminto e recolhas em casa os pobres desterrados... [que] vendo o nu, o cubras, e não te escondas daquele que é da tua carne” (Isaías 58:6-7).

Cada um desses termos tem um significado especial e algumas vezes diferente para cada um de nós. Para alguns, o jejum vai ajudá-los a libertarem-se das ligaduras da impiedade. Para outros, o jejum vai ajudar a despedaçar algum jugo que lhes é imposto, seja relacionado à saúde, ou a alguma dificuldade específica. Ao nos abstermos de comida e bebida no jejum, aprendemos a reconhecer nossa total dependência do Senhor, o que nos abre a visão da importância de cuidarmos dos necessitados, especialmente de nossos parentes, que são da nossa carne. Isto fazemos por meio das ofertas de jejum, bem como servindo diretamente ao nosso próximo.

As bênçãos prometidas, segundo Isaías, são impressionantes. “Então, romperá a tua luz como a alva, e a tua cura apressadamente brotará... Então clamarás, e o Senhor te responderá; gritarás, e ele dirá: Eis-me aqui... E o Senhor te guiará continuamente, e fartará a tua alma em lugares secos, e fortificará teus ossos; e serás como um jardim regado e como um manancial cujas águas nunca faltam” (Isaías 58:8-11).