Heróis

Élder Victor Asconavieta
Dos Setenta

Élder Victor Asconavieta

Quando ainda era criança, uma das minhas recreações e atividades preferidas era ir ao cinema. Íamos sempre em um pequeno grupo — eu, duas de minhas irmãs, um ou dois amigos e, naturalmente, um adulto a nos acompanhar. Durante esse período da minha infância aprendi a apreciar a arte do cinema. Como criança, criei na minha mente modelos de heróis que rapidamente tentava imitar enquanto brincava.

Várias fases da vida se passaram, vieram os filhos, os quais também brincavam e assumiam as identidades de seus heróis favoritos. Já a fase atual tem sido deveras muito recompensadora, novamente vi repetir-se com os nossos netos. Seus heróis favoritos são Amon, o capitão Morôni, Ester, Jonas e outros. Por fim, o jovem profeta Joseph Smith tornou-se também um herói para eles, após uma reunião familiar em que falamos sobre ele e ao assistirem o filme “A Restauração”.  

Fiquei admirado ao ver suas reações durante um pequeno debate no tempo para perguntas. Minha atenção voltou-se para seus comentários a respeito da coragem desse jovem de apenas 14 anos de idade que, desde o relato da grande agitação religiosa e sua busca incessante da verdade, até a decisão de ir ao bosque buscar a solução do problema através da oração, não hesitou. Lá vira o Pai e o Filho como resposta ao seu intento de saber qual de todas as seitas estava certa para saber a qual se unir, foi-lhe dito que não se unisse a nenhuma delas, pois estavam todas erradas. A partir do momento em que começou a relatar o ocorrido, sofreu todo tipo de críticas e uma perseguição desproporcional para sua idade. Indagaram meus netinhos: “Como ele aguentou, vovô?”

A resposta encontra-se em Joseph Smith - História, onde está o seu próprio relato:

“Contudo era um fato ter tido eu uma visão… Porque eu tivera uma visão; eu sabia-o e sabia que Deus o sabia e não podia negá-la nem ousaria fazê-lo…”

Atribuições sagradas são dadas a pais e mães na criação de seus filhos. O Salvador Jesus Cristo disse: “Eu, porém, ordenei que criásseis vossos filhos em luz e verdade” (D&C 93:40). Devemos constantemente procurar por situações de ensino de doutrina e princípios que nos permitam tocar seus corações para que, no devido tempo, tenham suas próprias certezas e convicções ou, em outras palavras, tenham sua própria luz.

O profeta Alma ensinou a seu filho Helamã:

“E o Senhor Deus usa de meios… muito pequenos… e efetua a salvação de muitas almas” (Alma 37:7). E de maneira muito simples continuou ensinando a seu filho, e esses ensinamentos de outrora, ainda hoje são valioso auxílio a todos os pais e mães que se esforçam e trabalham na educação de seus filhos.

Nos versículos 32 a 34 do mesmo capítulo, ele reforçou o que já havia sido ensinado, usando a repetição como processo eficaz de ensino:

“E agora meu filho, lembra-te das palavras que te disse… Ensina-lhes um ódio eterno contra o pecado e a iniquidade. Prega-lhes arrependimento e fé no Senhor Jesus Cristo; ensina-os a humilharem-se e a serem mansos e humildes de coração; ensina-os a resistirem a todas as tentações do diabo com sua fé no Senhor Jesus Cristo.

Ensina-os a nunca se cansarem de boas obras, mas a serem mansos e humildes de coração; pois esses acharão descanso para suas almas”.

Não é isso o que todos procuramos?  Ao crermos e aplicarmos os conselhos de Alma aos nossos filhos e netos, estaremos assegurando uma posteridade justa e fiel.

Presto meu testemunho de que Deus é nosso Pai Eterno e que Jesus Cristo é o seu Filho Amado, o Salvador e Redentor do Mundo e que Joseph Smith esteve com Eles, conversou com Eles e Os viu. 

Em nome de Jesus Cristo. Amém.