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O Plano de Felicidade Que o Senhor Preparou para Seus Filhos

 

Élder Adhemar Damiani, serviu no Segundo Quórum dos Setenta, faleceu no dia 16 de junho de 2013, em São Paulo, aos 73 anos.
Apoiado, aos 59 anos, para o Segundo Quórum dos Setenta no dia 3 de abril de 1999, o Élder Damiani serviu nesse chamado por seis anos até sua desobrigação no dia 1º de outubro de 2005.
Em 1961, influenciado pela esposa, a irmã Walkyria Bronze Damiani, na época sua namorada, ouviu as lições missionárias e, mesmo em meio a muitos desafios, foi batizado. Desde essa época, serviu com dedicação em muitos chamados na Igreja, sempre acompanhado de sua querida mulher.
Presidiu a Missão Brasil Curitiba de 1995 a 1998, foi Setenta de Área e serviu na presidência do Centro de Treinamento Missionário. Além de diversos chamados na estaca e como bispo, antes de seu chamado para o Segundo Quórum dos Setenta, ele havia servido como Setenta de Área na Área Brasil Sul, Segundo Conselheiro na Presidência da Área Brasil Sul, Presidente da Área Brasil Norte e primeiro conselheiro na Presidência da Área Brasil Sul. Ele também foi Presidente do Templo de Campinas Brasil de 2005 a 2007.
O Élder Damiani deixa esposa, dois filhos e cinco netos.

Por que vida parece tão difícil? Por que parece haver tanta tristeza, ódio e infelicidade no mundo? Por que inocentes sofrem? Se a intenção do Senhor é que cada pessoa encontre alegria, pois “os homens existem para que tenham alegria” (2 Néfi 2:25), por que tantas pessoas são infelizes?

Para termos alegria e felicidade, nosso Pai Celestial preparou um plano. Esse plano é conhecido como o Plano de Salvação, também mencionado nas escrituras como Plano de Felicidade, Plano de Misericórdia ou Plano de Redenção, cujo objetivo principal é proporcionar a imortalidade e a vida eterna a cada um de Seus filhos. Esse plano incluiu (1) a Criação, (2) a Queda e (3) a Expiação, juntamente com todas as leis, convênios e ordenanças que nos permitirão um dia sermos exaltados e vivermos para sempre com Deus.

No Livro de Mórmon, especialmente em 2 Néfi, no capítulo 9, encontramos com grande clareza as doutrinas básicas do Plano de Salvação que o Senhor preparou para nós, mencionado por Jacó como o “o plano misericordioso do grande Criador” (2 Néfi 9:6). A figura central do Plano de Salvação é Jesus Cristo e Sua Expiação Infinita e Eterna. Nosso Pai Celestial revelou, por meio de Seus servos, os profetas, Seu Plano de Felicidade para todos os Seus Filhos.

 

A Criação

O Senhor criou todas as coisas espiritualmente, antes de criá-las fisicamente. “Pois eu, o Senhor Deus, criei todas as coisas das quais falei espiritualmente, antes que elas existissem fisicamente na face da Terra. (...) E eu, o Senhor Deus, havia criado todos os filhos dos homens; e ainda não havia homem para lavrar a terra, pois no céu os criei” (Moisés 3:5).

Nossa existência pré-mortal

Deus é um ser imortal, exaltado e glorificado. Nós já existíamos antes que esta Terra fosse organizada. Deus é o Pai de nosso espírito. Um dia, como um espírito imortal, cada um de nós viveu com Ele. Nós o conhecemos pessoalmente, assim como Ele nos conhece. Para podermos nos tornar semelhantes a Ele, ou seja, ter vida eterna e exaltação, Ele nos ensinou Seu Plano num Grande Conselho, durante nossa existência pré-mortal. Fomos ensinados por Ele a respeito do grande Plano de Felicidade e preparados para um dia nascer aqui nesta Terra. Aprendemos que, como espíritos, o nosso progresso estava limitado. Precisávamos ganhar um corpo físico. O Plano do Senhor era um plano que exigiria muito de cada um de nós. Por isso mesmo, alguns se perderiam, se não tivessem fé e não guardassem os mandamentos. Alguém então se apresentou com um plano tentador, segundo o qual ninguém se perderia. Um terço preferiu seguir esse plano. Nós que aceitamos o plano do Pai nascemos nesta Terra, e concordamos em fazer o melhor que poderíamos. Sabíamos que cometeríamos alguns enganos e por causa disso poderíamos não voltar à presença do Pai. Então, como parte central do plano, um Salvador nos foi apresentado. Nós nos alegramos quando o grande Plano de Felicidade nos foi apresentado juntamente com um Salvador e Redentor (ver Jó 38:7).

Nossa existência mortal
 
Como parte desse plano, nós nos afastaríamos temporariamente de Sua presença.

Chegou o dia em que fomos enviados a esta Terra. Por meio de um pai e uma mãe mortais, nosso espírito foi colocado para habitar num corpo mortal. O propósito principal de nossa vida mortal é testar nossa capacidade para compreender o plano de nosso Pai Celestial e provar nossa disposição para obedecer a tudo o que Ele solicitou que fizéssemos. A obediência é essencial para obtermos a exaltação e a vida eterna, e assim nos tornarmos iguais a Ele, seres de carne e ossos, imortais, exaltados e glorificados. Só assim seremos herdeiros de tudo o que Ele possui. “Pois esta vida é o tempo para os homens prepararem-se para encontrar Deus” (Alma 34:32).

Com a nossa consciência, proveniente da Luz de Cristo, cada um de nós pode discernir o bem do mal, a verdade do erro. Com o arbítrio, o direito de escolher e agir por nós mesmos, podemos escolher fazer o que é certo ou não. Podemos escolher seguir ao Plano de Felicidade e obedecer aos mandamentos de Deus ou rejeitar aos mandamentos de Deus, e não ser feliz, pois “Eis que te digo que iniquidade nunca foi felicidade” (Alma 41:10). O progresso e a felicidade que alcançamos dependem das escolhas que fazemos.


A Queda

Adão foi o primeiro homem criado sobre a Terra. Ele é o pai e o patriarca da raça humana na Terra. Eva, sua companheira e adjutora, foi a primeira mulher a ser criada sobre a Terra. A transgressão deles no Jardim do Éden fez com que “caíssem” e se tornassem mortais. A Queda é o processo pelo qual a humanidade se tornou mortal nesta Terra. Quando Adão e Eva “caíram”, todas as coisas na Terra “caíram” e tornaram-se mortais. A Queda foi um passo necessário para o progresso do homem.

A morte espiritual

Ao comerem do fruto proibido, Adão e Eva tornaram-se mortais, isto é, sujeitos ao pecado e à morte: “Nossos primeiros pais foram afastados tanto física como espiritualmente da presença do Senhor. (...) Portanto, como a alma nunca poderia morrer e a queda havia trazido a toda a humanidade tanto uma morte espiritual como uma física, isto é, foram afastados da presença do Senhor, era necessário que a humanidade fosse resgatada dessa morte espiritual” (Alma 42:7, 9).

A morte física

A morte faz parte do Plano de Salvação. A morte é a separação temporária entre o corpo físico, mortal, e o corpo espiritual, que é imortal. Ao morrermos, nosso corpo físico irá se decompor em seus elementos básicos. Quanto ao nosso espírito, que é imortal, as escrituras ensinam: “Ora, com relação ao estado da alma entre a morte e a ressurreição (...), o espírito de todos os homens, logo que deixa este corpo mortal, (...) é levado de volta para aquele Deus que lhes deu vida. (...) O espírito daqueles que são justos será recebido num estado de felicidade, que é chamado paraíso, (...) [e] o espírito dos iníquos (...) serão atirados nas trevas exteriores. (...) Portanto permanecem nesse estado, assim como os justos no paraíso, até a hora de sua ressurreição” (Alma 40:11–14).

 

A Expiação

Expiação significa reconciliação do homem com Deus. Expiar significa sofrer a penalidade pelo pecado, removendo assim os efeitos da transgressão do pecador arrependido e permitindo-lhe reconciliar-se com Deus. Jesus Cristo foi o único capaz de realizar uma Expiação perfeita por toda a humanidade. Ele pôde fazer isso por ter sido escolhido e preordenado no Grande Conselho realizado antes que o mundo fosse formado. Sua Expiação inclui o sofrimento pelos pecados da humanidade no Jardim do Getsêmani, o derramamento de Seu sangue, Sua morte e subsequente ressurreição. Em virtude da Expiação, todos os mortos se levantarão da tumba tendo um corpo imortal. A Expiação também proporciona o meio pelo qual nós poderemos ter nossos pecados apagados, receber todas as ordenanças de salvação e guardar os mandamentos de Deus.

Por amor a nós, nosso Pai Celestial enviou Seu Filho Jesus Unigênito a esta Terra, para nos mostrar o caminho e para nos ajudar a voltar à Sua presença. “Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu Seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna” (João 3:16).
 
Jesus Cristo como nosso Salvador

Em virtude da Expiação de Jesus Cristo e de sua ressurreição todos ressuscitaremos. Por isso nós aceitamos Jesus Cristo como o nosso Salvador, porque Ele nos salva da morte física. “Pois assim como a morte tem efeito sobre todos os homens, para que seja cumprido o plano misericordioso do grande Criador, deve existir um poder de ressurreição e a ressurreição deve vir ao homem em razão da queda; e a queda veio em razão da transgressão; e porque os homens se tornaram decaídos, foram afastados da presença do Senhor” (2 Néfi 9:6).

Jesus Cristo como nosso Redentor

“Oh! A sabedoria de Deus, sua misericórdia e graça! Pois eis que se a carne não mais se levantasse, nossos espíritos estariam a mercê daquele anjo que caiu da presença do Eterno Deus e tornou-se o diabo, para não mais se levantar. E nosso espírito deveria tornar-se como ele (...), a fim de sermos afastados da presença de nosso Deus. (...) Oh! Quão grande é a bondade de nosso Deus, que prepara um caminho para nossa fuga das garras desse terrível monstro, sim, aquele monstro, morte e inferno, que eu chamo de morte do corpo e também morte do espírito” (2 Néfi 9:8–10).

Pela Expiação de Jesus Cristo, somos libertados, tanto da morte física quanto da morte espiritual. Cristo nos redime, isto é, Ele remove de nós o preço que deveríamos pagar em virtude de nossas transgressões individuais. Jesus Cristo expiou nossos pecados para que não precisássemos sofrer. Essa redenção é condicional à nossa fé em sua Expiação, ao arrependimento de nossos pecados, aos convênios que fazemos com o Senhor, à obediência a todos os Seus mandamentos e à nossa perseverança até o fim. A obediência aos convênios sagrados e a todos os mandamentos nos qualificam para receber a remissão de nossos pecados, e assim poderemos viver limpos e puros na presença de Deus, como seres imortais e exaltados. “Oh! Quão grande é o plano de nosso Deus! (...) O espírito e o corpo serão reunidos novamente e todos os homens tornar-se-ão incorruptíveis e imortais e serão almas viventes (...) e os justos terão um conhecimento perfeito de sua alegria e sua retidão, estando vestidos com pureza, sim, com o manto da retidão” (2 Néfi 9:13–14).

 

A verdadeira felicidade

Por que vida parece ser tão difícil? Por que parece haver tanta tristeza? Por que inocentes sofrem? Por que há tantas pessoas infelizes? Muitos por não conhecerem o Plano de Salvação, outros por não acreditarem no plano, e outros embora acreditem, não estão dispostos a pagar o preço para serem felizes agora e por toda a eternidade.

Você acredita no Plano de Salvação? Você está disposto a pagar o preço da felicidade?

“Mas eis que os justos, os santos do Santo de Israel, os que tiverem acreditado no Santo de Israel, os que tiverem suportado as cruzes do mundo e desprezado a sua vergonha, herdarão o reino de Deus, que foi preparado para eles desde a fundação do mundo; e sua alegria será completa para sempre” (2 Néfi 9:18).

Nosso Pai Celestial quer que cada um de nós receba a plenitude de Suas bênçãos. Ficaremos desencorajados por causa das calamidades que estão acontecendo no mundo? Não! Sejamos otimistas. Tenhamos fé no futuro, sabendo que o Plano de Salvação é verdadeiro. Confiemos no plano, tenhamos fé no Salvador e perseveremos até o fim. Nunca nos esqueçamos de que somos filhos do Pai Celestial, e em cada um de nós está o potencial de ser igual a Jesus Cristo e ao nosso Pai Celestial. Tenhamos fé em Jesus Cristo, tenhamos fé em nós mesmos, para assim podermos nos tornar iguais a Jesus Cristo e ter alegria nesta vida e por toda a eternidade.

Este texto foi publicado originalmente em inglês, na revista Ensign, em março de 2004, p.8.