Fazer da ministração algo alegre
    Notas de rodapé

    Princípios para ministrar como o Salvador

    Fazer da ministração algo alegre

    Servir com amor proporciona alegria tanto ao que doa quanto ao que recebe.

    Jesus with the leper

    THE LEPER WHO SAID THANK YOU [O LEPROSO QUE AGRADECEU],DE JOHN STEEL

    Às vezes nossa busca da felicidade nesta vida pode se assemelhar a um trote numa esteira. Corremos, corremos, mas ainda assim sentimos que não chegamos a lugar nenhum. Para alguns, a ideia de ministrar às pessoas simplesmente parece uma tarefa a mais a ser acrescentada à nossa lista.

    Mas nosso Pai Celestial quer que sintamos alegria e nos disse: “Os homens existem para que tenham alegria” (2 Néfi 2:25). E o Salvador ensinou que a ministração ao próximo é uma parte essencial de como proporcionamos alegria à nossa vida e à de outras pessoas.

    O que é alegria?

    A alegria foi definida como “um sentimento de grande prazer e felicidade”.1 Os profetas atuais nos esclareceram de onde vem a alegria e como é encontrada. “A alegria que sentimos tem pouco a ver com as circunstâncias de nossa vida e tem tudo a ver com o enfoque de nossa vida”, disse o presidente Russell M. Nelson. “A alegria vem [de Jesus Cristo] e por causa Dele. Ele é a fonte de toda alegria.”2

    A ministração proporciona alegria

    Quando Leí partilhou do fruto da árvore da vida, sua alma se encheu “de imensa alegria” (1 Néfi 8:12). Seu primeiro desejo foi o de compartilhar aquele fruto com seus entes queridos.

    Nossa disposição de ministrar às pessoas pode proporcionar esse tipo de alegria a nós e a elas. O Salvador ensinou a Seus discípulos que o fruto que produzimos quando estamos ligados a Ele ajuda a nos proporcionar uma plenitude de alegria (ver João 15:1–11). Pode ser uma experiência muito alegre fazer o trabalho Dele e procurar levar as pessoas a Ele (ver Lucas 15:7; Alma 29:9; Doutrina e Convênios 18:16; 50:22). Podemos sentir essa alegria mesmo quando nos deparamos com oposição e sofrimento (ver 2 Coríntios 7:4; Colossenses 1:11).

    O Salvador nos deixou o exemplo perfeito de que uma das maiores fontes de alegria verdadeira na vida mortal é encontrada por meio do serviço. Quando ministramos a nossos irmãos e irmãs tal como o Salvador faria, com caridade e amor no coração, podemos sentir uma alegria que vai bem além da simples felicidade.

    “Aceitando [a ministração] com um coração disposto (…) estaremos mais próximos de nos tornarmos um povo de Sião e sentiremos uma alegria insuperável com aqueles a quem ajudarmos ao longo do caminho do discipulado”, ensinou a irmã Jean B. Bingham, presidente geral da Sociedade de Socorro.3

    Como podemos fazer da ministração algo mais alegre?

    Há muitas maneiras de proporcionar maior alegria em nossa ministração. Aqui vão algumas ideias:

    1. Entender seu propósito ao ministrar. Há muitos motivos para ministrar. No final, nosso empenho deve se alinhar com os propósitos de Deus de “levar a efeito a imortalidade e vida eterna do homem” (Moisés 1:39). Se aceitarmos o convite do presidente Russell M. Nelson de ajudar as pessoas ao longo do caminho do convênio, podemos encontrar alegria em participar do trabalho de Deus.4 (Para ler mais sobre o propósito da ministração, ver “Princípios para ministrar como o Salvador: O propósito que vai mudar nossa ministração”, na Liahona de janeiro de 2019.)

    2. Fazer com que a ministração se concentre nas pessoas, e não nas tarefas. O presidente Thomas S. Monson sempre nos lembrava: “Nunca permitam que um problema a ser resolvido se torne mais importante do que uma pessoa a ser amada”.5 A ministração tem a ver com amar as pessoas, e não com deveres a serem cumpridos. À medida que aumentarmos nosso amor, como fez o Salvador, estaremos mais receptivos à alegria que advém do serviço ao próximo.

    3. Tornar a ministração simples. O presidente M. Russell Ballard, presidente em exercício do Quórum dos Doze Apóstolos, ensinou: “Grandes coisas são realizadas por meio de simples e pequenas coisas. (…) Nossos pequenos e simples atos de bondade e serviço vão se acumular em uma vida cheia de amor pelo Pai Celestial, de devoção ao trabalho do Senhor Jesus Cristo e de um sentimento de paz e alegria, sempre que estendermos a mão uns para os outros”.6

    4. Tirar o estresse da ministração. Não é nossa responsabilidade efetuar a salvação de alguém. Isso é algo entre a pessoa e o Senhor. Nossa responsabilidade é amar as pessoas e ajudá-las a se voltarem a Jesus Cristo, que é o Salvador delas.

    Jesus with children

    CHRIST AND THE BOOK OF MORMON CHILDREN [CRISTO E AS CRIANÇAS DO LIVRO DE MÓRMON], DE DEL PARSON

    Não adiar a alegria de servir

    Às vezes as pessoas relutam em pedir ajuda quando precisam, portanto, quando oferecemos nosso serviço, isso pode vir bem a calhar. Mas impor nossa ajuda às pessoas não é a resposta. É sempre bom pedir permissão antes de ministrar a alguém.

    O élder Dieter F. Uchtdorf, do Quórum dos Doze Apóstolos, contou a história de uma mãe que criava os filhos sozinha e pegou catapora — e depois os filhos também contraíram a doença. A casa normalmente impecável ficou desarrumada e caótica. A louça e a roupa suja começaram a empilhar.

    Num momento em que se sentia sobrecarregada, as irmãs da Sociedade de Socorro bateram à sua porta. Elas não disseram: “Se precisar de ajuda, é só avisar”. Quando viram a situação, puseram mãos à obra.

    “Arrumaram a bagunça, levaram luz e claridade para aquela casa e ligaram para uma amiga pedindo que fizesse algumas compras muito necessárias no supermercado. Quando finalmente terminaram seu trabalho e se despediram, deixaram aquela jovem mãe em lágrimas — lágrimas de gratidão e amor.”7

    Tanto as que se doaram quanto a que recebeu o serviço sentiram o calor da alegria.

    Cultivar alegria na vida

    Quanto mais alegria, paz e contentamento pudermos cultivar em nossa vida, mais sentimentos como esses conseguiremos compartilhar com as pessoas ao ministrar. A alegria vem por intermédio do Espírito Santo (ver Gálatas 5:22 e Doutrina e Convênios 11:13). É algo que podemos pedir em oração (ver Doutrina e Convênios 136:29) e convidar para nossa vida. Aqui estão algumas ideias para cultivar alegria em nossa própria vida:

    1. Conte suas bênçãos. Ao examinar sua vida, escreva no diário as coisas com que Deus abençoou você.8 Observe tudo o que há de bom a seu redor.9 Preste atenção no que pode estar impedindo você de sentir alegria e anote maneiras de resolver essas coisas ou entendê-las melhor. Na época da Páscoa, reserve um tempo para buscar uma interação maior com o Salvador (ver Doutrina e Convênios 101:36).

    2. Pratique a concentração plena no momento presente. A alegria pode ser encontrada mais facilmente nos momentos de serena meditação.10 Preste atenção no que lhe proporciona alegria (ver 1 Crônicas 16:15). Às vezes, talvez seja preciso nos afastar um pouco da mídia para praticar a concentração plena no momento presente.11

    3. Evite se comparar com outros. Alguém disse que a comparação nos rouba a alegria. Paulo advertiu que aqueles que “se medem a si mesmos, e se comparam consigo mesmos, estão sem entendimento” (2 Coríntios 10:12).

    4. Busque revelação pessoal. O Salvador ensinou: “Se pedires, receberás revelação sobre revelação, conhecimento sobre conhecimento, para que conheças os mistérios e as coisas pacíficas — aquilo que traz alegria, que traz vida eterna” (D&C 42:61).

    Convite à ação

    Como você pode aumentar a alegria que tem na vida por meio da ministração?

    Notas

    1. “Joy”, en.oxforddictionaries.com.

    2. Russell M. Nelson, “Alegria e sobrevivência espiritual”, A Liahona, novembro de 2016, p. 82.

    3. Jean B. Bingham, “Ministrar tal como o Salvador”, Liahona, maio de 2018, p. 107.

    4. Ver Russell M. Nelson, “Ao seguirmos adiante juntos”, Liahona, abril de 2018, p. 4.

    5. Thomas S. Monson, “Alegria na jornada”, A Liahona, novembro de 2008, p. 86.

    6. M. Russell Ballard, “Encontrar alegria no serviço amoroso”, A Liahona, maio de 2011, p. 49.

    7. Ver Dieter F. Uchtdorf, “Viver o evangelho com alegria”, A Liahona, novembro de 2014, p. 120.

    8. Ver Henry B. Eyring, “Oh! Lembrai-vos, lembrai-vos”, A Liahona, novembro de 2007, p. 66.

    9. Ver Jean B. Bingham, “Que sua alegria seja completa”, Liahona, novembro de 2017, p. 85.

    10. Ver Dieter F. Uchtdorf, “As coisas que mais importam”, A Liahona, novembro de 2010, p. 19.

    11. Ver Gary E. Stevenson, “Eclipse espiritual”, Liahona, novembro de 2017, p. 44.