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Mas Estávamos Apaixonados

Nome não divulgado

Eu sabia do conselho — não namore firme em sua adolescência. Mas eu pensei que éramos a exceção à regra.

Estou no último ano do ensino médio, e sinto-me uma pessoa que namorava firme e que está em recuperação.

Quando eu finalmente tinha 16 anos, o rapaz de quem eu havia gostado por muito tempo convidou-me para nosso primeiro encontro. Estava animada e não podia acreditar que ele estivesse realmente interessado em mim. Um encontro se transformou em dois, dois se tornaram três e antes que eu percebesse, éramos um casal. Comecei a gostar dele cada vez mais, e eu queria passar todo o meu tempo com ele. Começou de modo mágico, quase como num filme — nos demos bem, nos entendemos bem e nunca brigamos. Ele me tratava como uma princesa.

Como continuamos a sair apenas nós dois, meus pais ficaram preocupados e tentaram limitar o nosso namoro. “Mas o que é que eles sabem?” Eu pensava comigo mesma. Afinal de contas, tínhamos nossas próprias regras e prometemos não passar dos limites. Meus pais começaram a querer saber onde eu estava o tempo todo. Por fim, comecei a mentir sobre com quem eu estava ou onde eu estava. “Mas o que há de errado nisso?” Eu achava. “Afinal de contas, eu estou sendo uma boa influência para o meu namorado; eu o estou incentivando a servir uma missão. E nunca estive mais feliz. Se meus pais apenas entendessem isso, então eles nos permitiriam namorar firme, porque éramos certamente a exceção à regra”.

Quando entramos no quinto mês de nosso relacionamento, parecia amor de verdade. Achei continuaríamos a namorar até a sua missão e, em seguida, eu iria esperar por ele. Foi perfeito. No entanto, quando começamos a falar sobre nosso futuro, nossos pontos de vista sobre sua missão não combinavam, e decidimos dar um tempo em nosso relacionamento.

Quando a notícia da nossa “separação” se espalhou, fiquei sabendo do problema dele com a Palavra de Sabedoria. Senti-me traída e fiquei arrasada. Como ele poderia ter escondendo isso de mim? Quando descobri que os boatos eram verdadeiros, fiz a coisa mais difícil que já tive de fazer: rompi nosso relacionamento de modo definitivo.

Um dia finalmente tudo fez sentido: “eu não sou a exceção à regra. Ninguém é a exceção à regra.”

Ainda estou espantada com o quanto fiquei ferida e aflita com essa separação. Eu havia me apaixonado tanto por meu namorado que realmente tinha começado a achar que eu estava “amando”. Estava sofrendo por dentro e tentei encontrar distrações para aliviar a dor.

Um dia eu estava pensando sobre esses cinco meses, e por fim tudo fez sentido: “eu não sou a exceção à regra. Ninguém é a exceção à regra”. Embora tivesse sido cuidadosa em permanecer moralmente limpa e tivesse feito o melhor que podia para preparar meu namorado para a missão, ainda não era desculpa para minhas atitudes. Eu ainda estava indo contra o que o profeta nos aconselha que façamos. Não importa como eu o encarei daquele momento em diante, percebi que tinha ido conscientemente contra a vontade de meus pais, professores, os profetas e de meu Pai Celestial. Como tinha sido capaz de afastar-me tanto de meu Pai Celestial? Como me permiti me afastar do Espírito por tanto tempo e me aproximar tanto das tentações físicas?

Comecei a enxergar todas as mentiras que Satanás tinha me levado a acreditar. Aterrorizava-me saber que eu tinha permitido que Satanás tivesse tanto poder sobre mim nesses cinco meses.

Comecei a perceber outras coisas, incluindo que somos aconselhados a ficar longe de namoro firme mais do que apenas o propósito de sermos moralmente limpos. O namoro firme traz emoções, sentimentos e dor com os quais nosso jovem coração não está pronto para lidar. O namoro firme pode impedir-nos de conhecer novas pessoas e sair com outras pessoas, e em última análise, podemos perder maiores oportunidades na vida. O namoro firme pode arruinar a confiança dos nossos pais em nós. Namoro firme pode conduzir a outros pecados, tais como mentir, perder o Espírito Santo e por fim prejudicar nossa dignidade para a missão e para o templo.

Não se deixe ser cegado por seus sentimentos. Não minta para seus pais ou para si mesmo sobre seu relacionamento com outra pessoa. O namoro firme simplesmente não vale a pena.

Também me dei conta de que mesmo que nosso companheiro eterno possa acabar sendo alguém que conhecemos no ensino médio, como adolescentes não estamos ainda emocionalmente ou espiritualmente preparados para esse tipo de relacionamento. Sempre superestimamos nossa maturidade e estamos com pressa de crescer. Mas realmente não há necessidade de pressa quando somos adolescentes. Teremos toda a eternidade para estar com nosso companheiro eterno!

Aprendi que é perigoso deixar-se acreditar que somos a exceção a qualquer regra. Não deixe que as mentiras tentadoras de Satanás levem você a deixar de fazer o que você sabe que é certo.

Não se deixe ser cegado por seus sentimentos. Não minta para seus pais ou mesmo sobre seu relacionamento com outra pessoa. Namoro firme simplesmente não vale a pena.

Para o Vigor da Juventude

“Não namorem até que tenham pelo menos dezesseis anos de idade. Quando começar a namorar, saia com um ou mais casais. Evitem sair sempre com a mesma pessoa. Desenvolver um relacionamento sério muito cedo na vida pode limitar o número de outras pessoas que você pode conhecer e talvez levar à imoralidade. Convide seus pais para familiarizarem-se com as pessoas com quem você sai” (Para o Vigor da Juventude [2011], 4).

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