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Preparação para a Segunda Vinda

Jeffrey R. Holland Do Quórum dos Doze Apóstolos

Os grandes homens e as grandes mulheres do passado conseguiram seguir avante, continuar a testificar e dar o melhor de si, não por saberem que iriam vencer, mas por saberem que vocês venceriam.

Estamos passando por nossa experiência mortal na mais grandiosa das dispensações do evangelho que já houve na história da humanidade e temos de tirar o máximo proveito disso.

Uma de minhas citações prediletas do Profeta Joseph Smith diz que os profetas, sacerdotes e reis do passado “aguardaram com uma esperança exultante os dias em que vivemos; e, imbuídos de uma esperança celeste e jubilosa, cantaram, escreveram e profetizaram acerca de nossa época”1 Vejam esta afirmação semelhante do Presidente Wilford Woodruff: “Os olhos de Deus e de todos os santos profetas estão voltados para nós. Esta é a grande dispensação de que se fala desde a fundação do mundo”.2

Temos a responsabilidade de preparar a Igreja do Cordeiro de Deus, para receber o Cordeiro de Deus — em pessoa, em glória triunfante, em Seu papel milenar.

Tenho uma teoria sobre as dispensações anteriores e os líderes, as famílias e as pessoas que nelas viveram. Já pensei muito nessas pessoas e nas circunstâncias destrutivas que enfrentaram. Elas passaram por momentos dificílimos e, de modo geral, a dispensação delas não foi bem-sucedida. Na realidade, a Restauração do evangelho nestes últimos dias foi necessária justamente porque o evangelho não conseguiu sobreviver nas outras eras e, portanto, teve de ser restabelecido numa época final e triunfante.

Uma Dispensação Que Não Fracassará

Em suma, de uma forma ou de outra, a apostasia e a destruição foram o destino final de todas as grandes dispensações que tivemos, desde o início dos tempos. Mas eis aqui minha teoria: os grandes homens e as grandes mulheres, os líderes daquelas épocas passadas conseguiram seguir em frente, continuar a testificar e dar o melhor de si, não por saberem que eles iriam vencer, mas por saberem que vocês venceriam. Em minha opinião, não foi tanto das circunstâncias em que viviam que eles tiravam coragem e esperanças, mas das de vocês — uma congregação magnífica de jovens reunidos às centenas de milhares em todo o mundo, firmemente determinados a verem o evangelho prevalecer e triunfar.

Morôni disse, certa vez, dirigindo-se a nós, que receberíamos seu registro nos últimos dias:

“Eis que o Senhor me revelou coisas grandes e maravilhosas relativas ao que em breve acontecerá, no dia em que essas coisas forem reveladas entre vós.

Eis que eu vos falo como se estivésseis presentes e, contudo, não estais. Mas eis que Jesus Cristo vos mostrou a mim e conheço as vossas obras” (Mórmon 8:34–35).

De um modo ou de outro, acho que praticamente todos os profetas e apóstolos da antiguidade tiveram visões de nossa época — e essas visões deram-lhes coragem nas eras de pouco sucesso em que viviam. Aqueles irmãos do passado sabiam muito a nosso respeito. Profetas como Moisés, Néfi e o irmão de Jarede viram os últimos dias em visões extremamente detalhadas. Algumas das coisas que eles viram não foram agradáveis, mas certamente todas aquelas gerações anteriores se reconfortaram ao saber que, por fim, haveria uma dispensação que não fracassaria.

Foram os nossos dias, e não os deles, que lhes trouxeram “esperança celeste e jubilosa” e os fizeram cantar e profetizar a vitória. Nossa época, falando coletivamente, é a era em que os profetas vêm aguardando ansiosamente desde o início dos tempos. E aqueles irmãos das dispensações passadas estão do outro lado do véu torcendo por nós! De maneira bastante real, a chance de eles se considerarem plenamente bem-sucedidos depende de nossa fidelidade e nossa vitória. Adoro a ideia de entrar no campo de batalha dos últimos dias representando Alma e Abinádi e as causas que eles defendiam, e representando Pedro e Paulo e os sacrifícios que fizeram. Se vocês não se entusiasmarem com um papel desses no drama da história, nada é capaz de entusiasmá-los!

Preparação da Igreja de Cristo para Sua Vinda

Permitam-me acrescentar outro elemento a esta visão da dispensação que, a meu ver, é uma decorrência lógica. Uma vez que a nossa é a última e mais grandiosa de todas as dispensações, uma vez que todas as coisas finalmente culminarão e se cumprirão em nossa época, há, portanto, uma responsabilidade particular e bem específica que recai hoje sobre nós da Igreja, que não recaía tanto sobre os membros da Igreja de qualquer das eras passadas. Ao contrário da Igreja dos dias de Abraão ou Moisés, Isaías ou Ezequiel ou até mesmo da época do Novo Testamento, dos dias de Tiago e João, temos a responsabilidade de preparar a Igreja do Cordeiro de Deus para receber o Cordeiro de Deus—em pessoa, em glória triunfante, em Seu papel milenar como o Senhor dos senhores e Rei dos reis. Nenhuma outra dispensação teve esse dever.

Aprendam uma coisa simples que vocês podem fazer todos os dias, a fim de ajudar a preparar a Igreja para a vinda do Salvador.

Na linguagem das escrituras, somos os santos designados entre todos os demais ao longo da história, a fim de preparar a noiva para o advento do Noivo e sermos dignos de um convite para participar do banquete das bodas (ver Mateus 25:1–12; 22: 2–14; D&C 88:92, 96).

Falando coletivamente — seja no período de nossa vida, de nossos filhos ou netos ou quando quer que seja — temos, no entanto, a responsabilidade como Igreja e como membros individuais dessa Igreja de ser dignos de receber a Cristo, quando Ele regressar, de ouvir Sua saudação, de ser aceitos e recebidos por Ele e de receber Seu abraço. A vida que apresentarmos a Ele naquela hora sagrada precisa ser digna Dele!

Precisamos Ser Aceitáveis para Ele

Sinto-me cheio de admiração e fortemente imbuído do dever de preparar minha vida (e na medida do possível, ajudar a preparar a vida dos membros da Igreja) para aquele dia há tanto profetizado, para a transferência da autoridade, o dia em que apresentaremos a Igreja a Ele, a Quem ela pertence.

Quando Cristo vier, os membros de Sua Igreja precisam ter a aparência e a conduta condizentes com sua condição de membros da Igreja Dele, se desejarmos ser aceitáveis a Ele. Devemos estar realizando Sua obra e seguindo Seus ensinamentos. Ele precisa reconhecer-nos rápida e facilmente como verdadeiros discípulos Seus. Como o Presidente J. Reuben Clark Jr. (1871–1961), que foi Primeiro Conselheiro na Primeira Presidência, nos aconselhou certa vez: nossa fé não deve ser difícil de se detectar.3

Sim, se naquela grande hora final, afirmarmos crer Nele, então é melhor que o estejamos demonstrando. O Pastor conhece Suas ovelhas; e precisamos ser conhecidos naquele dia grandioso como Seus seguidores, tanto em atos quanto em palavras.

Queridos jovens amigos, estamos nos últimos dias, e vocês e eu devemos ser os melhores santos dos últimos dias que pudermos ser. Com ênfase na palavra santos, por favor.

Quando tudo isso acabará? Quando Cristo aparecerá publicamente, triunfante, e o Milênio começará? Eu não sei. O que sei é que os momentos iniciais desse evento começaram há 193 anos. Sei que, como consequência daquela Primeira Visão e das coisas que a sucederam, vivemos numa época de bênçãos sem precedentes — bênçãos concedidas a nós para que vivamos em retidão e com pureza, a fim de que, quando o Noivo finalmente chegar, triunfante, Ele mesmo nos convide merecidamente ao banquete nupcial.

Queridos jovens irmãos e irmãs, deixo-lhes meu amor e meu testemunho de que Deus não apenas vive; Ele nos ama. Ele ama a vocês. Tudo o que Ele faz é para nosso bem e nossa proteção. O mal e o sofrimento existem no mundo, mas nada que provenha Dele é mau ou prejudicial. Ele é nosso Pai — um pai perfeito — e nos protegerá da tempestade.

Na verdade, a única preocupação que desejo que tenhamos é muito pessoal: como viver de maneira mais plena, mais fiel, de modo que todas as bênçãos desta grandiosa dispensação possam ser derramadas sobre cada um de nós e sobre as pessoas cuja vida tocamos?

“Não temais, pequeno rebanho. (…) Buscai-me [a Cristo] em cada pensamento; não duvideis, não temais”. “Ainda não compreendestes quão grandiosas são as bênçãos que o Pai (…) preparou para vós.” (D&C 6:34, 36; 78:17).

Deixo-lhes minha bênção, meu amor e um testemunho apostólico da veracidade dessas coisas, de que nossa dispensação não fracassará e de que, quem viver os ensinamentos de Cristo e fizer Sua obra, será digno de um convite para o banquete nupcial, quando o Noivo vier.

Notas

  1. Joseph Smith, em History of the Church, vol. 4, pp. 609–610.
  2. Wilford Woodruff, citado por James R. Clark, comp., Messages of the First Presidency of The Church of Jesus Christ of Latter-day Saints, 6 vols., (1965–1975), vol. 3, p. 258; ver também Gordon B. Hinckley, “The Dawning of a Brighter Day”, Ensign, maio de 2004, p. 83.
  3. Ver J. Reuben Clark Jr., O Curso Traçado para a Igreja nos Assuntos Educacionais, ed. ed. (1994), p. 7.

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