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Perguntas Sobre Prestar Testemunho

Elyse Alexandria Holmes

Se você já se perguntou isso, aqui estão algumas respostas.

Será que tenho de contar uma história ou experiência quando presto testemunho?

As pessoas costumam contar histórias ou experiências pessoais quando prestam testemunho, e isso pode ser uma ótima maneira de descrever como um testemunho cresceu. Mas, uma história não é um testemunho. Uma história breve e relevante pode ajudá-lo a ilustrar um ponto de vista, mas não deixe de dizer como essa história aumentou seu testemunho e quais verdades do evangelho você aprendeu com isso.O testemunho é o que você sabe a respeito do evangelho, não onde você esteve ou o que fez.

O Élder David A. Bednar, do Quórum dos Doze Apóstolos, ensinou: “Um testemunho é o que sabemos ser verdade na mente e no coração por meio da confirmação do Espírito Santo (ver D&C 8:2). Se professarmos a verdade em vez de admoestar, exortar ou simplesmente compartilhar experiências interessantes, promoveremos a presença do Espírito Santo para confirmar a veracidade de nossas palavras”.1

Além disso, tome cuidado em relação às experiências pessoais que compartilhar. Algumas são profundamente pessoais para você ou para outras pessoas, inclusive as histórias sobre pecado, arrependimento ou experiências espirituais sagradas. Histórias como essas não devem ser contadas em público, a menos que você seja inspirado a fazê-lo. Quando se sentir inspirado, atenha-se a aspectos gerais, abordando o que aprendeu com a experiência, em vez de dar detalhes específicos do que aconteceu.

Tenho que expressar gratidão ou amor em meu testemunho?

Embora não seja impróprio externar amor ou gratidão ao prestar seu testemunho, essas expressões não podem ser consideradas um testemunho. O testemunho aborda o que você aprendeu espiritualmente a respeito do evangelho. As expressões de amor ou gratidão não devem tomar o lugar do testemunho.

O Élder M. Russell Ballard, do Quórum dos Doze Apóstolos, disse: “[Preocupo-me] com o fato de que muitos dos testemunhos de nossos membros se restringem ao ‘sou grato por’ e ‘eu amo’, mas bem poucos são capazes de dizer com humildade e sincera clareza: ‘Eu sei’”.2

Tenho que chorar ou demonstrar emoção para ter um testemunho real?

Muitas pessoas choram ou demonstram emoção ao prestar testemunho ou quando sentem fortemente o Espírito, mas nem todos têm a mesma reação emocional ao sentir o Espírito. Você não precisa demonstrar emoção da mesma forma que outras pessoas ao prestar testemunho.

O Presidente Howard W. Hunter (1907–1995) disse: “Fico preocupado quando me parece que uma emoção forte ou lágrimas fluentes são equiparadas à presença do Espírito. Sem dúvida o Espírito do Senhor pode fazer com que tenhamos emoções fortes, inclusive lágrimas, mas as manifestações externas não devem ser confundidas com a presença do Espírito propriamente dita”.3

Se não estou certo se tenho um testemunho, ainda assim devo tentar prestá-lo?

É fácil sentir que seu testemunho não é forte o suficiente ou que não vale a pena ser prestado, mas ao fazê-lo, você verá que tem realmente um testemunho! Não tenha medo de prestar testemunho. Você verá que quanto mais o prestar, mais ele crescerá.

O Presidente Boyd K. Packer, Presidente do Quórum dos Doze Apóstolos, ensinou:

“Não é incomum ouvirmos um missionário dizer: ‘Como posso prestar um testemunho antes de adquiri-lo? Como posso testificar que Deus vive, que Jesus é o Cristo e que o evangelho é verdadeiro? Se eu não tenho esse testemunho, isso não seria desonesto?’

Oh! Se ao menos eu pudesse ensinar-lhes este único princípio: o testemunho é descoberto quando nós o prestamos!

Em algum lugar de nossa jornada em busca de conhecimento espiritual, existe aquele ‘salto de fé’, como os filósofos o chamam. É o momento em que chegamos até o limiar da luz e damos um passo para dentro da escuridão, para naquele instante descobrirmos que o caminho está iluminado por apenas um ou dois passos à nossa frente.”4

Notas:

  1. David A. Bednar, “Mais Diligentes e Interessados em Casa”, A Liahona, novembro de 2009, pp. 17–20.
  2. M. Russell Ballard, “Testemunho Puro”, A Liahona, novembro de 2004, p. 41.
  3. Howard W. Hunter, Pregar Meu Evangelho: Guia para o Serviço Missionário, 2004, p. 102.
  4. Boyd K. Packer, “A Busca do Conhecimento Espiritual”, A Liahona, janeiro de 2007, p. 14.

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