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Você Sabe o Suficiente

Neil L. Andersen Do Quórum dos Doze Apóstolos

Nossa conversão ocorre passo a passo, linha sobre linha. Primeiro edificamos um alicerce de fé no Senhor Jesus Cristo.

Há mais de 40 anos, ao pensar no desafio da missão, sentia-me muito incapaz e despreparado. Lembro-me de ter orado: “Pai Celestial, como posso servir missão se sei tão pouco?” Eu acreditava na Igreja, mas sentia que meu conhecimento espiritual era muito limitado. Enquanto orava, tive este sentimento: “Você não sabe tudo, mas sabe o suficiente!” Essa confirmação me deu coragem de dar o passo seguinte para entrar no campo missionário.

Nossa jornada espiritual é um processo de toda uma vida. Não sabemos tudo no começo ou mesmo durante o caminho. Nossa conversão ocorre passo a passo, linha sobre linha. Primeiro edificamos um alicerce de fé no Senhor Jesus Cristo. Entesouramos os princípios e as ordenanças do arrependimento, do batismo e do recebimento do dom do Espírito Santo. Incluímos o constante compromisso de orar, a disposição de ser obedientes e um testemunho contínuo do Livro de Mórmon.

Às vezes a resposta do Senhor será: “Você não sabe tudo, mas sabe o suficiente” — o suficiente para guardar os mandamentos e fazer o que é certo.

Então, continuamos firmes e pacientes enquanto progredimos ao longo da mortalidade. Às vezes a resposta do Senhor será: “Você não sabe tudo, mas sabe o suficiente” — o suficiente para guardar os mandamentos e fazer o que é certo. Recordemos as palavras de Néfi: “Sei que ele ama seus filhos; não conheço, no entanto, o significado de todas as coisas” (1 Néfi 11:17).

Todos nós temos momentos de força espiritual, momentos de inspiração e de revelação. Precisamos fazer com que eles penetrem profundamente em nossa alma. Ao fazermos isso, preparamos nosso armazenamento espiritual para as horas de dificuldades pessoais. Jesus disse: “Decidi em vosso coração que fareis as coisas que vos ensinarei e ordenarei” (Joseph Smith Translation, Lucas 14:28 [em Lucas 14:27, nota de rodapé b], não disponível em português).

Há vários anos, a filha de um amigo morreu num trágico acidente. Esperanças e sonhos caíram por terra. Meu amigo sofreu uma dor insuportável. Começou a questionar as coisas que aprendera e que ensinara como missionário. A mãe desse amigo escreveu-me uma carta e perguntou se eu poderia dar uma bênção ao filho dela. Quando impus as mãos sobre sua cabeça, senti-me inspirado a dizer-lhe algo que nunca me ocorrera exatamente daquela maneira antes. A inspiração que recebi foi: a fé não é apenas um sentimento, é uma decisão. Ele precisava decidir ter fé.

Meu amigo não sabia tudo, mas sabia o suficiente. Ele escolheu o caminho da fé e da obediência. Caiu de joelhos. Recobrou o equilíbrio espiritual.

Alguns anos depois da bênção para meu amigo, recebi uma carta de seu filho, que estava servindo como missionário. A carta demonstrava sua plena convicção e seu testemunho. Ao ler aquelas belas linhas, vi como a decisão que um pai tomara de ter fé num momento dificílimo abençoara profundamente a geração seguinte.

Desafios, dificuldades, dúvidas, incertezas—tudo isso faz parte da mortalidade. Mas não estamos sozinhos. Como discípulos do Senhor Jesus Cristo, temos enormes reservatórios espirituais de luz e verdade a nosso alcance. O medo e a fé não podem coexistir em nosso coração ao mesmo tempo. Em nossos momentos difíceis, escolhamos o caminho da fé. Jesus disse: “Não temas, crê somente” (Marcos 5:36).

Ao longo dos anos, repetimos esses importantes passos espirituais muitas e muitas vezes. Começamos a ver que “aquele que recebe luz e persevera em Deus recebe mais luz; e essa luz se torna mais e mais brilhante, até o dia perfeito” (D&C 50:24). Nossos questionamentos e nossas dúvidas são sanados ou tornam-se menos preocupantes para nós. Nossa fé se torna simples e pura. Passamos a saber o que já sabíamos.

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